Revista Veja
Um novo fenômeno da internet nascido nos Estados Unidos começa a ganhar força em todo o mundo. São as drogas digitais sonoras, chamadas de e-drugs, cujos efeitos ainda são desconhecidos. As e-drugs se baseiam em uma ação neurológica que consiste na emissão de sons diferentes em cada ouvido, que estimula o cérebro e produz sensações de euforia, estados de transe ou relaxamento. As sessões têm entre 15 e 30 minutos, e os sons podem ser obtidos em sites especializados a preços que variam de 7 a 150 euros.
A ideia é transmitir sensações fora do comum aos usuários. A imagem do consumo deste tipo de droga, por exemplo - um menino tombado na cama de seu quarto escutando música - está longe das provocadas por substâncias que fazem parte da lista de entorpecentes. O principal meio de proliferação são as redes sociais, e a rapidez com que conquista usuários despertou o alerta de certos setores, apesar de alguns analistas acreditarem que não existe risco de dependência.
Segundo fontes da missão interministerial para a luta contra as drogas e a toxicologia da França, trata-se de um fenômeno que não é "nem alarmante, nem emergente" e que, por enquanto, não tem motivo para ser proibido. No entanto, as drogas digitais invadiram a França nos últimos dois meses e, por enquanto, seus efeitos são desconhecidos e não há estudos realizados sobre o assunto no país.
Efeitos - Especialistas em neuropsicologia observam que os sons relaxam, ajudam na concentração e são usados até com fins terapêuticos para algumas doenças, como o autismo. Certas frequências estimulam a imaginação ou a criatividade, o que poderia criar as alucinações que os consumidores afirmam ter durante ou após as sessões. Portanto, existe um alerta sobre a possibilidade de que, com o passar do tempo, as drogas digitais possam provocar disfunções cerebrais.
Os possíveis perigos das e-drugs não parecem preocupar os jovens, que compartilham suas experiências nas redes sociais, onde recomendam as melhores doses. "Senti chamas em meus braços, que desciam gradualmente até os dedos dos pés, tinha a impressão de que meu braço pesava uma tonelada e um dos meus dedos estava curvado. Então, comecei a me sentir muito estranho. Foi genial", relata um usuário, que conta ainda ter visto uma tartaruga, um elefante verde e até Papai Noel aos pés de sua cama. As drogas mais populares da rede têm nomes sugestivos como orgasm, peyote, marijuana ou lucid dream.
"Meu coração batia muito forte e eu tremia como um louco. Após a dose, me acalmei e parou. Respirei forte e achei que foi ótimo. Efeitos depois da dose: excitação e vontade de fazer muitas coisas. A vida é genial", diz outra usuária. As sessões são divididas por temas. Assim, é possível encontrar algumas prescritas para desenvolver a imaginação, aproveitar mais uma partida de videogame ou atividades esportivas, ou até mesmo para aumentar o prazer das relações sexuais.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Observatório ESO
O Viajante
Se beber não dirija. Nem governe.
Até aqui, em 40 meses de governo, o presidente Lula já cometeu 102 viagens ao mundo. Ou mais de duas por mês, tal como semana sim, semana não. Sem contar, ora pois, as até aqui, 283 viagens pelo Brasil...
Hoje, dia 15/07, ele completa 382 dias fora do país desde a posse. E pelo Brasil, no mesmo período, 602 dias fora de Brasília.
Total da itinerância presidencial, caso único no mundo e na História: Exatos 984 dias fora do Palácio, em exatos 1.201 dias de presidência. Equivale a 81,9% do seu mandato fora do seu gabinete.
Esta é a defesa da tese de que ele não sabia e nem sabe de nada do que acontece no Palácio do Planalto.
Governar ou despachar, nem pensar. A ordem é circular. A qualquer pretexto.
E sendo aqui deselegante, digo que o presidente não é (nem nunca foi) chegado ao batente, ao despacho, ao expediente.
Jamais poderá mourejar no gabinete, dez horas por dia, um simpático mandatário que tem na biografia o nunca ter se sentado à mesa nem para estudar, que dirá para trabalhar.
SEM CONTAR AS DESPESAS:
FHC, EM 8 ANOS DE GOVERNO, GASTOU R$ 58 MILHÕES, CRITICADOS PELO PT.
LULA ATÉ AGORA, EM MENOS DE 7 ANOS, GASTOU R$ 584 MILHÕES! E SÓ AS IDENTIFICADAS PELA IMPRENSA
E o povão ainda aplaude... e vota!
Até aqui, em 40 meses de governo, o presidente Lula já cometeu 102 viagens ao mundo. Ou mais de duas por mês, tal como semana sim, semana não. Sem contar, ora pois, as até aqui, 283 viagens pelo Brasil...
Hoje, dia 15/07, ele completa 382 dias fora do país desde a posse. E pelo Brasil, no mesmo período, 602 dias fora de Brasília.
Total da itinerância presidencial, caso único no mundo e na História: Exatos 984 dias fora do Palácio, em exatos 1.201 dias de presidência. Equivale a 81,9% do seu mandato fora do seu gabinete.
Esta é a defesa da tese de que ele não sabia e nem sabe de nada do que acontece no Palácio do Planalto.
Governar ou despachar, nem pensar. A ordem é circular. A qualquer pretexto.
E sendo aqui deselegante, digo que o presidente não é (nem nunca foi) chegado ao batente, ao despacho, ao expediente.
Jamais poderá mourejar no gabinete, dez horas por dia, um simpático mandatário que tem na biografia o nunca ter se sentado à mesa nem para estudar, que dirá para trabalhar.
SEM CONTAR AS DESPESAS:
FHC, EM 8 ANOS DE GOVERNO, GASTOU R$ 58 MILHÕES, CRITICADOS PELO PT.
LULA ATÉ AGORA, EM MENOS DE 7 ANOS, GASTOU R$ 584 MILHÕES! E SÓ AS IDENTIFICADAS PELA IMPRENSA
E o povão ainda aplaude... e vota!
Valor e valorização
Anúncio de uma garota procurando um marido rico.
"Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe. Estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste jornal, ou alguma mulher casada com alguém que ganhe isso e que possa me dar algumas dicas?
Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso. E 250 mil por ano não vão me fazer morar em Central Park West.
Conheço uma mulher (da minha aula de ioga) que casou com um banqueiro e vive em Tribeca! E ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente.
Então, o que ela fez que eu não fiz? Qual a estratégia correta? Como eu chego ao nível dela? (Raphaella S.)"
Resposta do editor do jornal:
"Li sua consulta com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu caso e fiz uma análise da situação.
Primeiramente, eu ganho mais de 500 mil por ano. Portanto, não estou tomando o seu tempo a toa...
Isto posto, considero os fatos da seguinte forma: Visto da perspectiva de um homem como eu (que tenho os requisitos que você procura), o que você oferece é simplesmente um péssimo negócio.
Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples, proposta clara, sem entrelinhas : Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro.
Mas tem um problema.
Com toda certeza, com o tempo a sua beleza vai diminuir e um dia acabar, ao contrário do meu dinheiro que, com o tempo, continuará aumentando.
Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação e eu sou um ativo rendendo dividendos. E você não somente sofre depreciação, mas sofre uma depreciação progressiva, ou seja, sempre aumenta!
Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar linda pelos próximos 5 ou 10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano. E no futuro, quando você se comparar com uma foto de hoje, verá que virou um caco.
Isto é, hoje você está em 'alta', na época ideal de ser vendida, mas não de ser comprada.
Usando o linguajar de Wall Street , quem a tiver hoje deve mantê-la como 'trading position' (posição para comercializar) e não como 'buy and hold' (compre e retenha), que é para o quê você se oferece...
Portanto, ainda em termos comerciais, casar (que é um 'buy and hold') com você não é um bom negócio a médio/longo prazo! Mas alugá-la, sim! Assim, em termos sociais, um negócio razoável a se cogitar é namorar.
Cogitar...Mas, já cogitando, e para certificar-me do quão 'articulada, com classe e maravilhosamente linda' seja você, eu, na condição de provável futuro locatário dessa 'máquina', quero tão somente o que é de praxe: fazer um 'test drive' antes de fechar o negócio...podemos marcar?"
(Philip Stephens, associate editor of the Financial Times - USA)"
"Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe. Estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste jornal, ou alguma mulher casada com alguém que ganhe isso e que possa me dar algumas dicas?
Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso. E 250 mil por ano não vão me fazer morar em Central Park West.
Conheço uma mulher (da minha aula de ioga) que casou com um banqueiro e vive em Tribeca! E ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente.
Então, o que ela fez que eu não fiz? Qual a estratégia correta? Como eu chego ao nível dela? (Raphaella S.)"
Resposta do editor do jornal:
"Li sua consulta com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu caso e fiz uma análise da situação.
Primeiramente, eu ganho mais de 500 mil por ano. Portanto, não estou tomando o seu tempo a toa...
Isto posto, considero os fatos da seguinte forma: Visto da perspectiva de um homem como eu (que tenho os requisitos que você procura), o que você oferece é simplesmente um péssimo negócio.
Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples, proposta clara, sem entrelinhas : Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro.
Mas tem um problema.
Com toda certeza, com o tempo a sua beleza vai diminuir e um dia acabar, ao contrário do meu dinheiro que, com o tempo, continuará aumentando.
Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação e eu sou um ativo rendendo dividendos. E você não somente sofre depreciação, mas sofre uma depreciação progressiva, ou seja, sempre aumenta!
Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar linda pelos próximos 5 ou 10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano. E no futuro, quando você se comparar com uma foto de hoje, verá que virou um caco.
Isto é, hoje você está em 'alta', na época ideal de ser vendida, mas não de ser comprada.
Usando o linguajar de Wall Street , quem a tiver hoje deve mantê-la como 'trading position' (posição para comercializar) e não como 'buy and hold' (compre e retenha), que é para o quê você se oferece...
Portanto, ainda em termos comerciais, casar (que é um 'buy and hold') com você não é um bom negócio a médio/longo prazo! Mas alugá-la, sim! Assim, em termos sociais, um negócio razoável a se cogitar é namorar.
Cogitar...Mas, já cogitando, e para certificar-me do quão 'articulada, com classe e maravilhosamente linda' seja você, eu, na condição de provável futuro locatário dessa 'máquina', quero tão somente o que é de praxe: fazer um 'test drive' antes de fechar o negócio...podemos marcar?"
(Philip Stephens, associate editor of the Financial Times - USA)"
Palavrão - uma terapia - por Millôr Fernandes
Por E-mail
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.
É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" é tampouco ou nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade. "Não, absolutamente não!" substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, " NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone","repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!".
Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do"foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, Igualdade, Fraternidade e Foda-se.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.
É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" é tampouco ou nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade. "Não, absolutamente não!" substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, " NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone","repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!".
Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do"foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, Igualdade, Fraternidade e Foda-se.
Washington Olivetto, publicitário
Revista Veja - Augusto Nunes
Um dos mais premiados publicitários do mundo recusa-se a fazer propaganda política. Washington Olivetto ─ que qualifica de “tosca” essa forma de publicidade no Brasil ─ nunca teve motivos para arrepender-se da decisão tomada no começo da carreira. “Isso fez com que eu me direcionasse obsessivamente para a iniciativa privada”, conta. “Acabou virando um diferencial”. Se deixou de ganhar dinheiro de um lado, ganhou mais prestígio de outro. Hoje Olivetto é o chairman da WMacCann, fruto da fusão de sua agência com a grande e tradicionalíssima similar internacional. Ele afirma que, ao contrário do que ocorre no universo político, a pior coisa que pode acontecer a um produto de consumo ruim é ter uma propaganda boa, já que as pessoas descobrirão a farsa com mais rapidez. “A publicidade cria uma predisposição de compra, mas o julgamento final é do consumidor”.
Um dos mais premiados publicitários do mundo recusa-se a fazer propaganda política. Washington Olivetto ─ que qualifica de “tosca” essa forma de publicidade no Brasil ─ nunca teve motivos para arrepender-se da decisão tomada no começo da carreira. “Isso fez com que eu me direcionasse obsessivamente para a iniciativa privada”, conta. “Acabou virando um diferencial”. Se deixou de ganhar dinheiro de um lado, ganhou mais prestígio de outro. Hoje Olivetto é o chairman da WMacCann, fruto da fusão de sua agência com a grande e tradicionalíssima similar internacional. Ele afirma que, ao contrário do que ocorre no universo político, a pior coisa que pode acontecer a um produto de consumo ruim é ter uma propaganda boa, já que as pessoas descobrirão a farsa com mais rapidez. “A publicidade cria uma predisposição de compra, mas o julgamento final é do consumidor”.
Dilma terá 10 minutos do horário eleitoral; Serra, 7 e Marina, 1
Do Blog: absurdo. Estes políticos medíocres não pensam no país e continuam a brincar com o povo. O fato dos candidatos não terem o mesmo tempo na TV é inadmissível. Podem apresentar mil argumentos, nenhum será mai sensato do que dar a cada candidato o mesmo tempo. Políticos malditos.
O mapa-múndi das mídias sociais
Estadão
O blog Flowtown fez um gráfico interessante com o tamanho das mídias sociais no mundo: transformou-o em mapa-múndi. Quanto maior a rede em usuários, maior o “país”.


quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Corinthians e São Paulo avançam, mas Fla segue com maior torcida, diz Ibope
Portal UOL
A maior torcida do Brasil segue sendo a do Flamengo, mas o clube carioca se manteve vendo a aproximação de Corinthians e São Paulo, de acordo com pesquisa feita pelo instituto Ibope e publicada nesta quarta-feira pelo jornal Lance. A margem de erro é de 1,2 pontos percentuais.
Segundo a quarta edição da pesquisa (as primeiras foram em 1998, 2001 e 2004), o Flamengo tem 17,2% da preferência nacional (cerca de 33,2 milhões de pessoas), contra 13,4% (25,8 milhões) do Corinthians e 8,7% (16,8 milhões) do São Paulo.
A queda flamenguista nos últimos anos foi considerável. Desde a pesquisa anterior, a equipe rubro-negra caiu de 18,1% para os 17,2% atuais. O Corinthians manteve-se praticamente estável, foi de 13,2% para 13,4%. Já o São Paulo teve um acréscimo representativo, indo de 7,3% para os 8,7%.
A subida são-paulina aconteceu principalmente com os mais jovens e veio entre os anos em que o time conquistou uma Copa Libertadores, um Mundial de Clubes e três Campeonatos Brasileiros. Dentre a população de 10 a 15 anos, o clube do Morumbi representa 12,2% (3,06 milhões de torcedores).
Após os três primeiros colocados, vem Palmeiras (6,0% e 11,6 milhões), Vasco (4,1% e 7,9 milhões) e Grêmio (4,0% 7,7 milhões). Dentre os grandes paulistas, o Santos é o oitavo, com 2,7% e 5,2 milhões de fãs. No Rio de Janeiro, Botafogo e Fluminense, ao lado do Bahia, estão empatados em 12º lugar com 1,6% (3,1 milhões).
Nas pesquisas segmentadas, destaca-se o Palmeiras, terceiro colocado entre os torcedores com mais de 50 anos, atrás dos líderes gerais Flamengo e Corinthians, com 5,6% nessa faixa.
Dentre os mais ricos – pessoas com renda maior de dez salários mínimos, o líder é o São Paulo com 12,8%. Já entre os mais pobres – torcedor com renda mensal de até um salário mínimo, o Flamengo tem larga vantagem: 22%.
A maior torcida do Brasil segue sendo a do Flamengo, mas o clube carioca se manteve vendo a aproximação de Corinthians e São Paulo, de acordo com pesquisa feita pelo instituto Ibope e publicada nesta quarta-feira pelo jornal Lance. A margem de erro é de 1,2 pontos percentuais.
Segundo a quarta edição da pesquisa (as primeiras foram em 1998, 2001 e 2004), o Flamengo tem 17,2% da preferência nacional (cerca de 33,2 milhões de pessoas), contra 13,4% (25,8 milhões) do Corinthians e 8,7% (16,8 milhões) do São Paulo.
A queda flamenguista nos últimos anos foi considerável. Desde a pesquisa anterior, a equipe rubro-negra caiu de 18,1% para os 17,2% atuais. O Corinthians manteve-se praticamente estável, foi de 13,2% para 13,4%. Já o São Paulo teve um acréscimo representativo, indo de 7,3% para os 8,7%.
A subida são-paulina aconteceu principalmente com os mais jovens e veio entre os anos em que o time conquistou uma Copa Libertadores, um Mundial de Clubes e três Campeonatos Brasileiros. Dentre a população de 10 a 15 anos, o clube do Morumbi representa 12,2% (3,06 milhões de torcedores).
Após os três primeiros colocados, vem Palmeiras (6,0% e 11,6 milhões), Vasco (4,1% e 7,9 milhões) e Grêmio (4,0% 7,7 milhões). Dentre os grandes paulistas, o Santos é o oitavo, com 2,7% e 5,2 milhões de fãs. No Rio de Janeiro, Botafogo e Fluminense, ao lado do Bahia, estão empatados em 12º lugar com 1,6% (3,1 milhões).
Nas pesquisas segmentadas, destaca-se o Palmeiras, terceiro colocado entre os torcedores com mais de 50 anos, atrás dos líderes gerais Flamengo e Corinthians, com 5,6% nessa faixa.
Dentre os mais ricos – pessoas com renda maior de dez salários mínimos, o líder é o São Paulo com 12,8%. Já entre os mais pobres – torcedor com renda mensal de até um salário mínimo, o Flamengo tem larga vantagem: 22%.
Geleira do tamanho de Manhattan se desprende da Groenlândia
Revista Veja
É o maior pedaço de gelo que se desprende no Mar Ártico desde 1962
Uma geleira quatro vezes maior que a ilha de Manhattan, onde fica a cidade de Nova York, se desprendeu na quinta-feira da Groenlândia. É o maior pedaço de gelo que se desprende no Mar Ártico desde 1962, segundo informação de pesquisadores da Universidade de Delaware
A ilha de gelo tem 259 km² e uma espessura equivalente à metade do Empire State Building, que tem 381m. A quantidade de água doce armazenada em seu interior seria suficiente para abastecer todos os Estados Unidos por 120 dias. Ela é parte da geleira de Petermann, a mais setentrional do planeta, que vem sofrendo com os efeitos do aquecimento global.
Segundo pesquisadores da Universidade de Delaware, que mantêm um observatório próximo à Groenlândia, o gigantesco bloco de gelo deve chegar ao Oceano Atlântico em dois anos. O maior bloco a se desprender no Mar Ártico, em 1962, tinha 600 km². Nos últimos anos, dois blocos menores se desprenderam da geleira de Petermann, uma de 88 km², em 2001, e outra de 26 km², em 2008.
É o maior pedaço de gelo que se desprende no Mar Ártico desde 1962
Uma geleira quatro vezes maior que a ilha de Manhattan, onde fica a cidade de Nova York, se desprendeu na quinta-feira da Groenlândia. É o maior pedaço de gelo que se desprende no Mar Ártico desde 1962, segundo informação de pesquisadores da Universidade de Delaware
A ilha de gelo tem 259 km² e uma espessura equivalente à metade do Empire State Building, que tem 381m. A quantidade de água doce armazenada em seu interior seria suficiente para abastecer todos os Estados Unidos por 120 dias. Ela é parte da geleira de Petermann, a mais setentrional do planeta, que vem sofrendo com os efeitos do aquecimento global.
Segundo pesquisadores da Universidade de Delaware, que mantêm um observatório próximo à Groenlândia, o gigantesco bloco de gelo deve chegar ao Oceano Atlântico em dois anos. O maior bloco a se desprender no Mar Ártico, em 1962, tinha 600 km². Nos últimos anos, dois blocos menores se desprenderam da geleira de Petermann, uma de 88 km², em 2001, e outra de 26 km², em 2008.
"Abandonem a Terra ou seremos extintos", diz Stephen Hawking
Revista Veja
Físico afirma que a humanidade ainda carrega "instintos egoístas e agressivos"
O físico teórico Stephen Hawking, autor do livro Uma Breve História do Tempo, disse, em uma entrevista ao site Big Think, que se os seres humanos não encontrarem outro planeta para habitar serão extintos.
"Estamos entrando em uma período cada vez mais perigoso da nossa história", disse Hawkings. "Em muitos momentos no passado a sobrevivência foi uma questão perigosa e delicada", como a crise dos mísseis cubanos, em 1963, e a frequência desse tipo de situação "deve aumentar no futuro", disse o teórico.
Hawking defende que a humanidade está acabando rapidamente com os recursos naturais que da Terra e que o nosso código genético ainda "carrega instintos egoístas e agressivos". "Nossa única chance de sobrevivência a longo prazo é espalhar a humanidade no espaço", disse Hawkings.
Cientistas estimam que levaria pelo menos 50.000 anos para chegar na estrela mais próxima, com a tecnologia de propulsão atual. Para chegar lá com vida, os humanos teriam que desenvolver uma tecnologia que colocasse as espaçonaves a uma velocidade próxima da luz além de se proteger da radiação cósmica durante a viagem.
Físico afirma que a humanidade ainda carrega "instintos egoístas e agressivos"
O físico teórico Stephen Hawking, autor do livro Uma Breve História do Tempo, disse, em uma entrevista ao site Big Think, que se os seres humanos não encontrarem outro planeta para habitar serão extintos.
"Estamos entrando em uma período cada vez mais perigoso da nossa história", disse Hawkings. "Em muitos momentos no passado a sobrevivência foi uma questão perigosa e delicada", como a crise dos mísseis cubanos, em 1963, e a frequência desse tipo de situação "deve aumentar no futuro", disse o teórico.
Hawking defende que a humanidade está acabando rapidamente com os recursos naturais que da Terra e que o nosso código genético ainda "carrega instintos egoístas e agressivos". "Nossa única chance de sobrevivência a longo prazo é espalhar a humanidade no espaço", disse Hawkings.
Cientistas estimam que levaria pelo menos 50.000 anos para chegar na estrela mais próxima, com a tecnologia de propulsão atual. Para chegar lá com vida, os humanos teriam que desenvolver uma tecnologia que colocasse as espaçonaves a uma velocidade próxima da luz além de se proteger da radiação cósmica durante a viagem.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Pescoço teve papel fundamental na evolução humana
Estadão
Parte da anatomia possibilitou avanço de movimentos e destreza em ambientes terrestres e aéreos
SÃO PAULO - Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, e publicado na última terça-feira na revista online Nature Communications revela que o pescoço deu ao homem tamanha liberdade de movimentos que teve papel fundamental na evolução.
A conclusão deriva da análise genética de seres humanos e peixes. Cientistas achavam que as nadadeiras peitorais em peixes e os membros superiores (braços e mãos) em humanos recebessem nervos a partir dos mesmos neurônios. Afinal, nadadeiras e braços parecem estar no mesmo local no corpo.
Não exatamente. De acordo com a pesquisa, liderada por Andrew Bass, durante a transição ocorrida entre peixes e animais que passaram a caminhar sobre a terra - que deu origem aos mamíferos -, a fonte dos neurônios que controlam diretamente os membros superiores se deslocou do cérebro para a medula espinhal, à medida que o tronco se distanciou da cabeça e o pescoço entrou em cena.
Os braços no homem, assim como as asas de aves e morcegos, separaram-se da cabeça e ficaram posicionados no tronco, abaixo do pescoço, indica o estudo.
“O pescoço possibilitou o avanço de movimentos e da destreza em ambientes terrestres e aéreos. Essa inovação em biomecânica ocorreu simultaneamente a mudanças no modo com que o sistema nervoso controla os membros”, disse Bass.
De acordo com o pesquisador, o surgimento desse nível de plasticidade evolutiva provavelmente é responsável pela grande variedade de funções dos membros superiores, do voo em aves e do nado em baleias e golfinhos às habilidades humanas.
Parte da anatomia possibilitou avanço de movimentos e destreza em ambientes terrestres e aéreos
SÃO PAULO - Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, e publicado na última terça-feira na revista online Nature Communications revela que o pescoço deu ao homem tamanha liberdade de movimentos que teve papel fundamental na evolução.
A conclusão deriva da análise genética de seres humanos e peixes. Cientistas achavam que as nadadeiras peitorais em peixes e os membros superiores (braços e mãos) em humanos recebessem nervos a partir dos mesmos neurônios. Afinal, nadadeiras e braços parecem estar no mesmo local no corpo.
Não exatamente. De acordo com a pesquisa, liderada por Andrew Bass, durante a transição ocorrida entre peixes e animais que passaram a caminhar sobre a terra - que deu origem aos mamíferos -, a fonte dos neurônios que controlam diretamente os membros superiores se deslocou do cérebro para a medula espinhal, à medida que o tronco se distanciou da cabeça e o pescoço entrou em cena.
Os braços no homem, assim como as asas de aves e morcegos, separaram-se da cabeça e ficaram posicionados no tronco, abaixo do pescoço, indica o estudo.
“O pescoço possibilitou o avanço de movimentos e da destreza em ambientes terrestres e aéreos. Essa inovação em biomecânica ocorreu simultaneamente a mudanças no modo com que o sistema nervoso controla os membros”, disse Bass.
De acordo com o pesquisador, o surgimento desse nível de plasticidade evolutiva provavelmente é responsável pela grande variedade de funções dos membros superiores, do voo em aves e do nado em baleias e golfinhos às habilidades humanas.
Não ter amigos é tão perigoso quanto fumar ou beber em excesso
Estadão
WASHINGTON - Não ter amigos pode ser tão perigoso para a saúde como fumar ou consumir álcool em excesso, diz um estudo de cientistas americanos publicado na última terça-feira no site da revista PLoS Medicine.
Os especialistas, da Universidade Brigham Young, em Utah, e do Departamento de Epidemiologia da Universidade da Carolina do Norte, asseguram que o isolamento é ruim para a saúde e, no entanto, essa é uma tendência cada vez maior no mundo industrializado, onde "a quantidade e a qualidade das relações sociais estão diminuindo enormemente".
Estudos prévios demonstraram que as pessoas com menos relações sociais morrem antes daquelas que se relacionam mais com amigos, conhecidos e parentes.
Por isso, preocupados com o aumento de pessoas que se relacionam menos com as outras, os cientistas analisaram como um isolamento excessivo pode afetar a saúde. Para tanto, os pesquisadores recorreram a 148 estudos prévios com dados sobre a mortalidade de indivíduos em função de suas relações sociais.
Após analisar informações de 308.849 indivíduos acompanhados por cerca de 7,5 anos, os pesquisadores descobriram que as pessoas com mais relações sociais têm 50% mais chances de sobrevivência do que quem se relaciona menos com outros.
Segundo os especialistas, a importância de ter uma boa rede de amigos e boas relações familiares "é comparável a deixar de fumar e supera muitos fatores de risco como a obesidade e a inatividade física".
Esses resultados também revelam que, analisando a idade, o sexo ou a condição de saúde do indivíduo, a integração social pode ser outro fator levado em conta na hora de avaliar o risco de morte de uma pessoa.
"A medicina contemporânea poderia se beneficiar do reconhecimento de que as relações sociais influem nos resultados de saúde dos adultos", apontam os responsáveis pelo levantamento. Eles acreditam que médicos e educadores deveriam advertir sobre a importância da relações sociais da mesma forma que defendem o antitabagismo, uma dieta saudável e a realização de exercícios.
WASHINGTON - Não ter amigos pode ser tão perigoso para a saúde como fumar ou consumir álcool em excesso, diz um estudo de cientistas americanos publicado na última terça-feira no site da revista PLoS Medicine.
Os especialistas, da Universidade Brigham Young, em Utah, e do Departamento de Epidemiologia da Universidade da Carolina do Norte, asseguram que o isolamento é ruim para a saúde e, no entanto, essa é uma tendência cada vez maior no mundo industrializado, onde "a quantidade e a qualidade das relações sociais estão diminuindo enormemente".
Estudos prévios demonstraram que as pessoas com menos relações sociais morrem antes daquelas que se relacionam mais com amigos, conhecidos e parentes.
Por isso, preocupados com o aumento de pessoas que se relacionam menos com as outras, os cientistas analisaram como um isolamento excessivo pode afetar a saúde. Para tanto, os pesquisadores recorreram a 148 estudos prévios com dados sobre a mortalidade de indivíduos em função de suas relações sociais.
Após analisar informações de 308.849 indivíduos acompanhados por cerca de 7,5 anos, os pesquisadores descobriram que as pessoas com mais relações sociais têm 50% mais chances de sobrevivência do que quem se relaciona menos com outros.
Segundo os especialistas, a importância de ter uma boa rede de amigos e boas relações familiares "é comparável a deixar de fumar e supera muitos fatores de risco como a obesidade e a inatividade física".
Esses resultados também revelam que, analisando a idade, o sexo ou a condição de saúde do indivíduo, a integração social pode ser outro fator levado em conta na hora de avaliar o risco de morte de uma pessoa.
"A medicina contemporânea poderia se beneficiar do reconhecimento de que as relações sociais influem nos resultados de saúde dos adultos", apontam os responsáveis pelo levantamento. Eles acreditam que médicos e educadores deveriam advertir sobre a importância da relações sociais da mesma forma que defendem o antitabagismo, uma dieta saudável e a realização de exercícios.
Cientistas: grande asteroide pode atingir a Terra em 2182
Portal Google
Cientistas alertaram que um grande asteroide pode atingir a Terra e estimam que o mais provável é que, se acontecer o impacto, ele ocorra em 24 de setembro de 2182. O asteroide, chamado de 1999 RQ36, tem uma chance em 1 mil de atingir a Terra antes do ano 2200, mas as chances dobram na data estimada. Maria Eugenia Sansaturio e colegas da Universidade de Valladolid, na Espanha, calcularam a data mais provável de impacto através de modelos matemáticos e publicaram a pesquisa no jornal especializado Icarus. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.
Pode parecer muito tempo, mas, de acordo com os pesquisadores, qualquer tentativa de desviar o 1999 RQ36 tem que acontecer com pelo menos 100 anos de antecedência para ter alguma chance de sucesso.
Descoberto em 1999, o asteroide tem, de acordo com a Nasa - a agência espacial americana -, 560 m de diâmetro. Segundo a reportagem, os cientistas afirmam que, com o seu tamanho, o 1999 RQ36 pode causar uma grande devastação e até extinção em massa.
Como desviar um asteroide
Segundo a reportagem, os pesquisadores discutem há anos maneiras de mudar a trajetória de um asteroide. O método mais conhecido seria detonar uma ogiva nuclear. No último mês, David Dearborn, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos Estados Unidos, defendeu que armas nucleares podem ser a melhor estratégia para esse tipo de trabalho - especialmente em uma combinação de grande asteroide com pouco espaço de tempo para desviá-lo.
Outra ideia citada pela reportagem é a utilização de uma espaçonave com espelhos que refletiriam os raios do Sol em direção ao asteroide. Os gases da superfície poderiam criar um pequeno, mas suficiente, impulso.
Uma terceira opção, certamente a mais barata, seria chocar uma espaçonave contra o asteroide. A pequena força gravitacional da nave seria suficiente para mudar o caminho. Contudo, esse plano precisaria de muito tempo para fazer efeito.
Por que não se tem certeza?
O 1999 RQ36 faz parte de um grupo de asteroides que podem atingir o nosso planeta devido às suas órbitas. Além disso, a sua trajetória é muito bem conhecida graças a 290 observações diferentes por telescópios e 13 medições por radar.
Com tudo isso, como os cientistas não conseguem ter certeza de que ele vai ou não atingir a Terra? O problema é o chamado efeito Yarkovsky. Descoberto em 2003 pelo engenheiro russo de mesmo nome, o efeito é produzido quando, em seu caminho, o asteroide absorve energia do Sol e a devolve ao espaço em forma de calor, o que pode subitamente mudar sua órbita.
Cientistas alertaram que um grande asteroide pode atingir a Terra e estimam que o mais provável é que, se acontecer o impacto, ele ocorra em 24 de setembro de 2182. O asteroide, chamado de 1999 RQ36, tem uma chance em 1 mil de atingir a Terra antes do ano 2200, mas as chances dobram na data estimada. Maria Eugenia Sansaturio e colegas da Universidade de Valladolid, na Espanha, calcularam a data mais provável de impacto através de modelos matemáticos e publicaram a pesquisa no jornal especializado Icarus. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.
Pode parecer muito tempo, mas, de acordo com os pesquisadores, qualquer tentativa de desviar o 1999 RQ36 tem que acontecer com pelo menos 100 anos de antecedência para ter alguma chance de sucesso.
Descoberto em 1999, o asteroide tem, de acordo com a Nasa - a agência espacial americana -, 560 m de diâmetro. Segundo a reportagem, os cientistas afirmam que, com o seu tamanho, o 1999 RQ36 pode causar uma grande devastação e até extinção em massa.
Como desviar um asteroide
Segundo a reportagem, os pesquisadores discutem há anos maneiras de mudar a trajetória de um asteroide. O método mais conhecido seria detonar uma ogiva nuclear. No último mês, David Dearborn, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos Estados Unidos, defendeu que armas nucleares podem ser a melhor estratégia para esse tipo de trabalho - especialmente em uma combinação de grande asteroide com pouco espaço de tempo para desviá-lo.
Outra ideia citada pela reportagem é a utilização de uma espaçonave com espelhos que refletiriam os raios do Sol em direção ao asteroide. Os gases da superfície poderiam criar um pequeno, mas suficiente, impulso.
Uma terceira opção, certamente a mais barata, seria chocar uma espaçonave contra o asteroide. A pequena força gravitacional da nave seria suficiente para mudar o caminho. Contudo, esse plano precisaria de muito tempo para fazer efeito.
Por que não se tem certeza?
O 1999 RQ36 faz parte de um grupo de asteroides que podem atingir o nosso planeta devido às suas órbitas. Além disso, a sua trajetória é muito bem conhecida graças a 290 observações diferentes por telescópios e 13 medições por radar.
Com tudo isso, como os cientistas não conseguem ter certeza de que ele vai ou não atingir a Terra? O problema é o chamado efeito Yarkovsky. Descoberto em 2003 pelo engenheiro russo de mesmo nome, o efeito é produzido quando, em seu caminho, o asteroide absorve energia do Sol e a devolve ao espaço em forma de calor, o que pode subitamente mudar sua órbita.
Conjunto de "plantas marinhas" cai 40% desde 1950
Folha Online
A massa de fitoplâncton dos oceanos, organismos microscópicos aquáticos que fazem fotossíntese, desaparece em todo o mundo à taxa de 1% ao ano, segundo estudo publicado nesta quarta-feira (28) na revista científica "Nature".
Desde 1950, a massa de fitoplâncton despencou em cerca de 40%, provavelmente por causa do impacto acelerado do aquecimento global, ressaltaram cientistas.
O fitoplâncton tem grande importância para o equilíbrio da natureza porque esses microorganismos produzem cerca de metade da matéria orgânica da Terra e do oxigênio da atmosfera. Ele também consome grande parte de CO2, gás do efeito estufa.
Por isso, seu deficit deve afetar os processos climáticos e ciclos bioquímicos como o do carbono.
Esses organismos, constituídos principalmente por algas, são a base da cadeia alimentar animal marinha, de camarões a baleias.
COMBUSTÍVEL
"O fitoplâncton é o combustível que move os ecossistemas marinhos", disse o principal autor do estudo, Daniel Boyce, professor da Universidade Dalhousie, na província canadense da Nova Escócia.
"Um declínio afeta toda a cadeia alimentar, inclusive os humanos", afirmou.
O ritmo deste declínio, maior nas regiões polares e tropicais coincidiu com o ritmo com que se aquecem as temperaturas da superfície dos oceanos, como resultado das mudanças climáticas, acrescentou o estudo.
Como todas as plantas, o fitoplâncton precisa de luz do sol e nutrientes para crescer.
ZONA MORTA
Mas oceanos mais quentes ficam mais estratificados, criando uma "zona morta" na superfície, onde menos nutrientes chegam das camadas mais profundas.
Segundo os cientistas, as descobertas são preocupantes.
"O fitoplâncton é uma parte crítica do nosso sistema de suporte planetário --ele produz metade do oxigênio que respiramos, reduz o dióxido de carbono na superfície e, por fim, sustenta toda a indústria pesqueira", explicou Boris Worm, coautor do estudo.
Boyce e seus colegas combinaram dados históricos e de alta tecnologia para medir a redução progressiva das minúsculas algas.
Em um estudo separado, também publicado na "Nature", uma equipe de cientistas chefiada por Derek Tittensor, também de Dalhousie, descobriu um vínculo estreito entre as temperaturas marinhas e a concentração de biodiversidade dos oceanos.
Em mais de 11.000 espécies, de zooplâncton a baleias, o único fator ambiental vinculado a todas elas é a temperatura.
"Este vínculo sugere que o aquecimento dos mares, como o provocado pela mudança climática, pode rearranjar a distribuição de vida marinha", disse Tittensor em um comunicado.
A massa de fitoplâncton dos oceanos, organismos microscópicos aquáticos que fazem fotossíntese, desaparece em todo o mundo à taxa de 1% ao ano, segundo estudo publicado nesta quarta-feira (28) na revista científica "Nature".
Desde 1950, a massa de fitoplâncton despencou em cerca de 40%, provavelmente por causa do impacto acelerado do aquecimento global, ressaltaram cientistas.
O fitoplâncton tem grande importância para o equilíbrio da natureza porque esses microorganismos produzem cerca de metade da matéria orgânica da Terra e do oxigênio da atmosfera. Ele também consome grande parte de CO2, gás do efeito estufa.
Por isso, seu deficit deve afetar os processos climáticos e ciclos bioquímicos como o do carbono.
Esses organismos, constituídos principalmente por algas, são a base da cadeia alimentar animal marinha, de camarões a baleias.
COMBUSTÍVEL
"O fitoplâncton é o combustível que move os ecossistemas marinhos", disse o principal autor do estudo, Daniel Boyce, professor da Universidade Dalhousie, na província canadense da Nova Escócia.
"Um declínio afeta toda a cadeia alimentar, inclusive os humanos", afirmou.
O ritmo deste declínio, maior nas regiões polares e tropicais coincidiu com o ritmo com que se aquecem as temperaturas da superfície dos oceanos, como resultado das mudanças climáticas, acrescentou o estudo.
Como todas as plantas, o fitoplâncton precisa de luz do sol e nutrientes para crescer.
ZONA MORTA
Mas oceanos mais quentes ficam mais estratificados, criando uma "zona morta" na superfície, onde menos nutrientes chegam das camadas mais profundas.
Segundo os cientistas, as descobertas são preocupantes.
"O fitoplâncton é uma parte crítica do nosso sistema de suporte planetário --ele produz metade do oxigênio que respiramos, reduz o dióxido de carbono na superfície e, por fim, sustenta toda a indústria pesqueira", explicou Boris Worm, coautor do estudo.
Boyce e seus colegas combinaram dados históricos e de alta tecnologia para medir a redução progressiva das minúsculas algas.
Em um estudo separado, também publicado na "Nature", uma equipe de cientistas chefiada por Derek Tittensor, também de Dalhousie, descobriu um vínculo estreito entre as temperaturas marinhas e a concentração de biodiversidade dos oceanos.
Em mais de 11.000 espécies, de zooplâncton a baleias, o único fator ambiental vinculado a todas elas é a temperatura.
"Este vínculo sugere que o aquecimento dos mares, como o provocado pela mudança climática, pode rearranjar a distribuição de vida marinha", disse Tittensor em um comunicado.
Imazon diz que desmatamento na Amazônia aumentou em junho
Portal Uol
O desmatamento na Amazônia voltou a subir em junho, de acordo com levantamento da organização não governamental Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Os satélites registraram 172 quilômetros quadrados (km²) de desmate, aumento de 15% em relação a junho de 2009.
O Pará liderou o desmatamento no mês, com 115 km² de floresta derrubada (67% do total de junho), seguido pelo Amazonas, com 22 km² de desmate, e por Mato Grosso, que perdeu 18 km² de vegetação nativa.
Segundo o Imazon, em junho, o desmatamento ocorreu principalmente na região da BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), nos trechos entre os municípios paraenses de Itaituba, Novo Progresso e Altamira. A derrubada também se concentrou na rodovia Transamazônica, entre os municípios de Apuí e Humaitá, no Amazonas.
Faltando um mês para completar o calendário oficial do desmatamento, que vai de agosto de um ano a julho do outro, o Imazon aponta tendência de aumento na devastação da floresta. No acumulado entre agosto de 2009 e junho de 2010, o desmatamento detectado pela ONG foi de 1.333 km². A soma é 8% maior que a registrada no período anterior (agosto de 2008 a julho de 2009), quando a devastação medida foi de 1.234 km².
A tendência de aumento do desmate apontada pelo Imazon vai na contramão do que mostram até agora as estimativas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável pelas estatísticas oficiais do desmatamento.
Em maio, o Inpe detectou 109,6 km² de novos desmatamentos, 12% menor que a área registrada pelos satélites no mesmo mês do ano passado. Somados os primeiros dez meses do calendário oficial de desmatamento, houve redução de 47% da devastação em relação ao período anterior, de acordo com os alertas do sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe.
No entanto, a tendência de redução verificada a partir dos dados do Inpe – e comemorada pelo Ministério do Meio Ambiente – ainda não inclui os números da devastação em junho e julho, meses em que as motosserras avançam mais por causa do período seco, que facilita o corte e o transporte da madeira ilegal na região.
A taxa anual do desmatamento é calculada pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), também do Inpe, e deve ser divulgada em outubro.
O desmatamento na Amazônia voltou a subir em junho, de acordo com levantamento da organização não governamental Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Os satélites registraram 172 quilômetros quadrados (km²) de desmate, aumento de 15% em relação a junho de 2009.
O Pará liderou o desmatamento no mês, com 115 km² de floresta derrubada (67% do total de junho), seguido pelo Amazonas, com 22 km² de desmate, e por Mato Grosso, que perdeu 18 km² de vegetação nativa.
Segundo o Imazon, em junho, o desmatamento ocorreu principalmente na região da BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), nos trechos entre os municípios paraenses de Itaituba, Novo Progresso e Altamira. A derrubada também se concentrou na rodovia Transamazônica, entre os municípios de Apuí e Humaitá, no Amazonas.
Faltando um mês para completar o calendário oficial do desmatamento, que vai de agosto de um ano a julho do outro, o Imazon aponta tendência de aumento na devastação da floresta. No acumulado entre agosto de 2009 e junho de 2010, o desmatamento detectado pela ONG foi de 1.333 km². A soma é 8% maior que a registrada no período anterior (agosto de 2008 a julho de 2009), quando a devastação medida foi de 1.234 km².
A tendência de aumento do desmate apontada pelo Imazon vai na contramão do que mostram até agora as estimativas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável pelas estatísticas oficiais do desmatamento.
Em maio, o Inpe detectou 109,6 km² de novos desmatamentos, 12% menor que a área registrada pelos satélites no mesmo mês do ano passado. Somados os primeiros dez meses do calendário oficial de desmatamento, houve redução de 47% da devastação em relação ao período anterior, de acordo com os alertas do sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe.
No entanto, a tendência de redução verificada a partir dos dados do Inpe – e comemorada pelo Ministério do Meio Ambiente – ainda não inclui os números da devastação em junho e julho, meses em que as motosserras avançam mais por causa do período seco, que facilita o corte e o transporte da madeira ilegal na região.
A taxa anual do desmatamento é calculada pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), também do Inpe, e deve ser divulgada em outubro.
Senhores da Guerra
Vejam no link abaixo os números das guerras que os EUA participaram. Será que algum historiador chegou a fazer a projeção de como seria a região ou país hoje se não houvessem estas guerras?
http://veja.abril.com.br/infograficos/senhores-da-guerra
http://veja.abril.com.br/infograficos/senhores-da-guerra
Físicos da Europa e dos EUA próximos de encontrar a "Partícula de Deus"
Revista Veja
Para descobrir a partícula, os cientistas tentam recriar as condições do Big Bang, acelerando e colidindo partículas
Cientistas americanos e europeus anunciaram nesta segunda-feira em Paris que ainda não encontraram a "partícula de Deus". Mas, já têm uma boa ideia de onde ela não está.
A cada nova descoberta, os cientistas sabem com mais precisão onde procurar o Bóson de Higgs, como é conhecida na Física a "partícula de Deus". Eles sabem que, caso exista, ela está no intervalo entre 115 e 200 bilhões de elétron volts (eV) — uma unidade para medir a energia ou a massa de partículas na Física. Um eV é extremamente pequeno e unidades de milhões de elétron volts, MeV ou GeV, são mais comuns. A última geração de aceleradores de partículas alcançam muitos milhões de elétron volts, representados por TeV. Um TeV é a quantidade de energia que uma mosca gasta para voar.
Agora, resultados do laboratório americano Fermilab mostram que ela não está não está no intervalo entre 158 e 175 bilhões de elétron volts. Em comparação, o próton, uma das partículas centrais da matéria, possui uma massa de um bilhão de elétron volts. É como se você estivesse procurando um objeto na sua casa e soubesse que ele não está na sala, nem na cozinha e nem na área de serviço. Sobraram os quartos.
A famosa partícula é considerada pelos teóricos a responsável por atribuir massa à matéria. Se os cientistas a encontrarem, isso quer dizer que o Modelo Padrão da Física está correto. Mas, se conseguirem provar que ela não existe, será preciso pensar em uma forma de explicar a natureza completamente diferente do que temos agora.
Para descobrir a partícula, os cientistas tentam recriar as condições do Big Bang, durante a formação inicial do universo, acelerando e colidindo partículas entre si. Com isso, é possível estudar os restos das explosões e identificar como se deu o processo de formação de tudo que existe hoje. Atualmente, existem dois aceleradores de partículas no mundo que estão empenhados nessa descoberta: o americano Fermilab e o europeu LHC, ou Grande Colisor de Hadrons.
Físicos trabalhando no Fermilab na última década reuniram dados de mil trilhões (um, seguido de 15 zeros) de colisões de prótons e antiprótons procurando por sinais do Bóson de Higgs. Com os novos resultados, ficou mais fácil descobrir, se ela existir, onde a partícula está se escondendo.
Mas o Fermilab não é o único na caça pela partícula de Deus. Pesquisadores do europeu LHC, mais poderoso acelerador de partículas do mundo e que atualmente opera com metade da sua capacidade, disseram que já identificaram todas as partículas da Física atual, abrindo caminho para as novas partículas, incluindo o Bóson de Higgs. É a primeira vez, por exemplo, que o Top Quark, uma das partículas fundamentais do Modelo Padrão da Física, é identificada fora dos EUA.
A ideia é que o LHC chegue em sua potência máxima até 2013. Quanto mais energia, disseram os cientistas, mais eles se aproximam do Big Bang.
Para descobrir a partícula, os cientistas tentam recriar as condições do Big Bang, acelerando e colidindo partículas
Cientistas americanos e europeus anunciaram nesta segunda-feira em Paris que ainda não encontraram a "partícula de Deus". Mas, já têm uma boa ideia de onde ela não está.
A cada nova descoberta, os cientistas sabem com mais precisão onde procurar o Bóson de Higgs, como é conhecida na Física a "partícula de Deus". Eles sabem que, caso exista, ela está no intervalo entre 115 e 200 bilhões de elétron volts (eV) — uma unidade para medir a energia ou a massa de partículas na Física. Um eV é extremamente pequeno e unidades de milhões de elétron volts, MeV ou GeV, são mais comuns. A última geração de aceleradores de partículas alcançam muitos milhões de elétron volts, representados por TeV. Um TeV é a quantidade de energia que uma mosca gasta para voar.
Agora, resultados do laboratório americano Fermilab mostram que ela não está não está no intervalo entre 158 e 175 bilhões de elétron volts. Em comparação, o próton, uma das partículas centrais da matéria, possui uma massa de um bilhão de elétron volts. É como se você estivesse procurando um objeto na sua casa e soubesse que ele não está na sala, nem na cozinha e nem na área de serviço. Sobraram os quartos.
A famosa partícula é considerada pelos teóricos a responsável por atribuir massa à matéria. Se os cientistas a encontrarem, isso quer dizer que o Modelo Padrão da Física está correto. Mas, se conseguirem provar que ela não existe, será preciso pensar em uma forma de explicar a natureza completamente diferente do que temos agora.
Para descobrir a partícula, os cientistas tentam recriar as condições do Big Bang, durante a formação inicial do universo, acelerando e colidindo partículas entre si. Com isso, é possível estudar os restos das explosões e identificar como se deu o processo de formação de tudo que existe hoje. Atualmente, existem dois aceleradores de partículas no mundo que estão empenhados nessa descoberta: o americano Fermilab e o europeu LHC, ou Grande Colisor de Hadrons.
Físicos trabalhando no Fermilab na última década reuniram dados de mil trilhões (um, seguido de 15 zeros) de colisões de prótons e antiprótons procurando por sinais do Bóson de Higgs. Com os novos resultados, ficou mais fácil descobrir, se ela existir, onde a partícula está se escondendo.
Mas o Fermilab não é o único na caça pela partícula de Deus. Pesquisadores do europeu LHC, mais poderoso acelerador de partículas do mundo e que atualmente opera com metade da sua capacidade, disseram que já identificaram todas as partículas da Física atual, abrindo caminho para as novas partículas, incluindo o Bóson de Higgs. É a primeira vez, por exemplo, que o Top Quark, uma das partículas fundamentais do Modelo Padrão da Física, é identificada fora dos EUA.
A ideia é que o LHC chegue em sua potência máxima até 2013. Quanto mais energia, disseram os cientistas, mais eles se aproximam do Big Bang.
“Dilma e Serra são muito parecidos”, diz Marina
Revista Veja
A candidata à Presidência da República Marina Silva (PV) voltou a criticar, nesta segunda-feira, o comportamento de seus principais concorrentes, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Durante sabatina promovida pelo portal Terra, disse que eles mudam de ideia de acordo com o público para o qual falam. “Tem gente que assume o compromisso e em seguida revoga o próprio compromisso”, ressaltou.
Quando questionada sobre qual dos dois oponentes sente-se mais próxima, Marina disse considerá-los muito parecidos. “A diferença é mais porque um é homem e a outra é mulher, ambos são desenvolvimentistas e têm o estilo ‘eu, eu, eu’, mas meu respeito com os dois é grande”, comentou.
Como faz parte de um partido inexpressivo no Congresso, foi perguntado à candidata do PV como ela iria viabilizar o governo sem apoio entre os parlamentares. Marina afirmou que irá se unir aos melhores de todos os partidos, “com os que estão comprometidos com idéias e visão de país”, independentemente da legenda. “O PT e o PSDB tentaram governar sozinhos e ficaram reféns do que há de pior no fisiologismo do Congresso”, disse.
Bom humor – Marina Silva repetiu a proposta afirmada em outros momentos de ser criada uma assembleia constituinte para votar grandes mudanças, como a reforma política. “Mas ela [a reforma política] pode começar agora, escolhendo candidatos que estejam comprometidos”, comentou.
Em seguida, arrancou risadas dos entrevistadores: “O problema é que as pessoas escolhem qualquer um. Aí vira a história do príncipe encantado. A pessoa se casa com o indivíduo e depois fica beijando para ver se vira príncipe. Nada contra os sapos, até porque tem muita gente aí que é mais feia que um sapo”.
Do Blog: Marina Silva tem razão onde vê semelhança em Dilma e Serra quando se fala em omissão de seus partidos (PT e PSDB) por não terem feito a Reforma Política, a Reforma Tributária, a Reforma Previdenciária e a Trabalhista. São semelhantes quando se percebe a omissão quanto a banalidade da violência prejudicou a educação da sociedade e principalmente são semelhantes quando querem o poder. A diferença é que Serra é neoliberal assumido enquanto a Dilma brinca de melancia, verde e amarelo fora e vermelho dentro.
Marina Silva é uma opção saudável. Pena que será engolida pelos lobos, na triste e repetitiva cena onde a Chapéuzinho Vermelho escolhe o perigoso caminho da floresta e é enganada. Ela só não morre porque afinal existem muitos lobos por aí e uma só Chapeuzinho Vermelho.
A candidata à Presidência da República Marina Silva (PV) voltou a criticar, nesta segunda-feira, o comportamento de seus principais concorrentes, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Durante sabatina promovida pelo portal Terra, disse que eles mudam de ideia de acordo com o público para o qual falam. “Tem gente que assume o compromisso e em seguida revoga o próprio compromisso”, ressaltou.
Quando questionada sobre qual dos dois oponentes sente-se mais próxima, Marina disse considerá-los muito parecidos. “A diferença é mais porque um é homem e a outra é mulher, ambos são desenvolvimentistas e têm o estilo ‘eu, eu, eu’, mas meu respeito com os dois é grande”, comentou.
Como faz parte de um partido inexpressivo no Congresso, foi perguntado à candidata do PV como ela iria viabilizar o governo sem apoio entre os parlamentares. Marina afirmou que irá se unir aos melhores de todos os partidos, “com os que estão comprometidos com idéias e visão de país”, independentemente da legenda. “O PT e o PSDB tentaram governar sozinhos e ficaram reféns do que há de pior no fisiologismo do Congresso”, disse.
Bom humor – Marina Silva repetiu a proposta afirmada em outros momentos de ser criada uma assembleia constituinte para votar grandes mudanças, como a reforma política. “Mas ela [a reforma política] pode começar agora, escolhendo candidatos que estejam comprometidos”, comentou.
Em seguida, arrancou risadas dos entrevistadores: “O problema é que as pessoas escolhem qualquer um. Aí vira a história do príncipe encantado. A pessoa se casa com o indivíduo e depois fica beijando para ver se vira príncipe. Nada contra os sapos, até porque tem muita gente aí que é mais feia que um sapo”.
Do Blog: Marina Silva tem razão onde vê semelhança em Dilma e Serra quando se fala em omissão de seus partidos (PT e PSDB) por não terem feito a Reforma Política, a Reforma Tributária, a Reforma Previdenciária e a Trabalhista. São semelhantes quando se percebe a omissão quanto a banalidade da violência prejudicou a educação da sociedade e principalmente são semelhantes quando querem o poder. A diferença é que Serra é neoliberal assumido enquanto a Dilma brinca de melancia, verde e amarelo fora e vermelho dentro.
Marina Silva é uma opção saudável. Pena que será engolida pelos lobos, na triste e repetitiva cena onde a Chapéuzinho Vermelho escolhe o perigoso caminho da floresta e é enganada. Ela só não morre porque afinal existem muitos lobos por aí e uma só Chapeuzinho Vermelho.
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