Do Blog de Augusto Nunes - Revista Veja
Os eleitores seriam duplamente beneficiados se os jornalistas parassem de reescrever as declarações de Dilma Rousseff e usassem esse tempo para examinar com mais atenção o que a candidata promete. Caso a imprensa lhes faça tal gentileza, milhões de brasileiros saberão que a sucessora que Lula inventou, além de expressar-se de modo ininteligível, não sabe o que diz. Se soubesse, não estaria prometendo construir 6 mil creches em quatro anos.
Uma creche para 100 crianças tem em média 600 metros quadrados, demora seis meses para ficar pronta e custa, no mínimo, R$ 300 mil. Tudo bem, Dilma talvez esteja convencida de que governar é construir creches. Faz de conta que decidiu concentrar na semeadura de unidades do gênero todas as verbas destinadas a investimentos públicos. Ainda assim, restariam problemas de bom tamanho.
Para cumprir a promessa, Dilma teria de inaugurar 1.500 creches por ano. São 135 por mês. Mais de quatro por dia. Qual será o segredo do milagre? Os repórteres que acompanham a candidata precisam convidá-la com urgência a desvendar o enigma. Não vale dizer que, do mesmo modo que rubricou o que mandaram rubricar, só está repetindo um número fixado por outros. Dilma jura que é economista. Deve saber que dois mais dois não somam cinco nem no Brasil do faz-de-conta que Lula criou.
Do Blog: tento não usar este espaço para politicagem, não era o objetivo original, mas não posso deixar passar este absurdo, que é verdade, procurem nos jornais, de mentiras rasteiras para iludir um povo já iludido por tantos governos mentirosos que tiram proveito da falta de informação do povo. Procuro nos outros candidatos, absurdos iguais mas não encontro. O que encontro são acusações que não são provadas e que não consigo comprovar, logo não publico. Este governo é especialista em mentiras.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
EXIGÊNCIA DE DIPLOMA DE JORNALISMO FERE O ARTIGO 5º DA CONSTITUIÇÃO, O MAIS IMPORTANTE DELES
Por Reinaldo Azevedo - Revista Veja
Ah, o odor nauseabundo que emana do corporativismo bocó, mas muito eficaz em manter os próprios aparelhos e privilégios. No post abaixo, vocês lêem que uma comissão especial da Câmara aprovou a obrigatoriedade do diploma para jornalista. A proposta é inconstitucional. Já chego lá. Antes, algumas considerações.
O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murilo, afirma que algumas pessoas que pediram registro de jornalista nunca pisaram numa redação. É mesmo? Se for assim, então elas já podem disputar a direção da Fenaj. Afinal, a maioria dos dirigentes sindicais não saberia a diferença entre um lead e uma touceira, não é mesmo?
À diferença do que sustentam alguns energúmenos, sou jornalista “depromado”. Até hoje, não há uma miserável coisa que eu tenha feito na minha profissão — e não posso reclamar da minha escolha — que me tenha sido dada ou ensinada pelo curso de jornalismo: NADA! ZERO! Já o curso de Letras, penso eu, foi essencial para mim — como é o de medicina, arquitetura, direito, culinária etc para outros jornalistas. Sempre destacando que há os que não cursaram coisa nenhuma e fazem um trabalho brilhante.
Jornalismo requer duas coisas, além de formação intelectual — que os cursos de jornalismo não fornecem porque passam boa parte do tempo ocupados em “desconstruir” os grandes veículos onde a meninada vai trabalhar depois… Jornalismo requer talento para a narrativa — mesmo a narrativa jornalística tem de ter noção de enredo — e um conjunto de procedimentos técnicos, alguns deles ligados à ética da profissão. É precisa de algo parecido com intuição, mas que é só questão de inteligência: saber onde está a notícia. Vale dizer: cedo ou tarde, um jornalista tem de ler A Cartuxa de Parma, de Stendhal — ou vai acabar tratando um evento histórico como buraco de rua. Quem ensina isso? A faculdade de jornalismo???
Talento, lamento!, não se ensina. No máximo, ele pode ser lapidado. Nem todo mundo tem aptidão para a pintura, a música ou a dança. Com o texto, é a mesma coisa. Há gente que não nasceu para viver da escrita — e um jornalista tem de saber escrever, o que a faculdade não ensina. A lapidação se dá no exercício. O que as faculdades têm feito, aí sim, é distorcer a profissão. As faculdades de jornalismo, com raras exceções, se transformaram em extensões do “partido”. Professores se dedicam mais a falar do “outro mundo possível” do que a ensinar como se faz um lead neste nosso muindinho imperfeito mesmo.
Qual, afinal, é o objeto de um curso de jornalismo? Economia? Política? Sociologia? Semiótica? O quê? Resposta: um pouco de tudo isso e nada disso, mas com muitas virgulas entre sujeito e predicado… Se a exigência do diploma já era, do ponto de vista democrático, estúpida, agora se tornou incompatível também com as modernas tecnologias a serviço da informação. Quem poderá impedir, sem violentar a Constituição, um veículo jornalístico de abrigar, por exemplo, um blogueiro que tenha o que dizer, seja ele jornalista “depromado” ou não? Vão plantar batatas para colher Imposto Sindical!!!
Que a Fenaj defenda essa excrescência, eis uma coisa que faz sentido. A entidade lutou arduamente pela criação do Conselho Federal de Jornalismo, que era um verdadeiro órgão de censura. Poderia até, imaginem!, cassar a licença de um jornalista. E se apresentou, espertos os caras!, para compor a primeira diretoria do órgão… O amor dessa gente pela profissão me comove. Contenho aqui uma furtiva lágrima…
Inconstitucional
Só para lembrar: o STF derrubou a exigência do diploma porque ele foi considerado incompatível com o princípio da liberdade de expressão assegurado pela Carta. No caso, tratava-se de uma lei que afrontava o dispositivo constitucional; agora, é uma emenda.
E a proposta não deixa de ser inconstitucional porque emenda — afinal, o Artigo 5º da Carta continua lá, a saber:
Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
(…)
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
(…)
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
Com alguma ironia, observo que, freqüentemente, tenho dúvidas se o jornalismo é mesmo uma “atividade intelectual”, mas tenho a certeza de que é uma “atividade de comunicação”. E não depende de “censura ou LICENÇA”.
Fim de papo.
*PS - Se a Constituição, agora, vai abrigar regulamentação de profissão, por que só jornalismo? E as outras? O Ministério do Trabalho tem um código específico até para a prostituição, destacando os, digamos, requisitos para tal atividade. Imagino a questão tratada naquele que deve ser o nosso documento com sentido de permanência, naquela linguagem decorosa do legalismo: “O exercício das atividades intrafemurais obedece aos princípios do… Sei lá: “do contratante da mão-de-obra”? A boçalidade brasileira é ainda mais extensa do que suas praias…
Ah, o odor nauseabundo que emana do corporativismo bocó, mas muito eficaz em manter os próprios aparelhos e privilégios. No post abaixo, vocês lêem que uma comissão especial da Câmara aprovou a obrigatoriedade do diploma para jornalista. A proposta é inconstitucional. Já chego lá. Antes, algumas considerações.
O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murilo, afirma que algumas pessoas que pediram registro de jornalista nunca pisaram numa redação. É mesmo? Se for assim, então elas já podem disputar a direção da Fenaj. Afinal, a maioria dos dirigentes sindicais não saberia a diferença entre um lead e uma touceira, não é mesmo?
À diferença do que sustentam alguns energúmenos, sou jornalista “depromado”. Até hoje, não há uma miserável coisa que eu tenha feito na minha profissão — e não posso reclamar da minha escolha — que me tenha sido dada ou ensinada pelo curso de jornalismo: NADA! ZERO! Já o curso de Letras, penso eu, foi essencial para mim — como é o de medicina, arquitetura, direito, culinária etc para outros jornalistas. Sempre destacando que há os que não cursaram coisa nenhuma e fazem um trabalho brilhante.
Jornalismo requer duas coisas, além de formação intelectual — que os cursos de jornalismo não fornecem porque passam boa parte do tempo ocupados em “desconstruir” os grandes veículos onde a meninada vai trabalhar depois… Jornalismo requer talento para a narrativa — mesmo a narrativa jornalística tem de ter noção de enredo — e um conjunto de procedimentos técnicos, alguns deles ligados à ética da profissão. É precisa de algo parecido com intuição, mas que é só questão de inteligência: saber onde está a notícia. Vale dizer: cedo ou tarde, um jornalista tem de ler A Cartuxa de Parma, de Stendhal — ou vai acabar tratando um evento histórico como buraco de rua. Quem ensina isso? A faculdade de jornalismo???
Talento, lamento!, não se ensina. No máximo, ele pode ser lapidado. Nem todo mundo tem aptidão para a pintura, a música ou a dança. Com o texto, é a mesma coisa. Há gente que não nasceu para viver da escrita — e um jornalista tem de saber escrever, o que a faculdade não ensina. A lapidação se dá no exercício. O que as faculdades têm feito, aí sim, é distorcer a profissão. As faculdades de jornalismo, com raras exceções, se transformaram em extensões do “partido”. Professores se dedicam mais a falar do “outro mundo possível” do que a ensinar como se faz um lead neste nosso muindinho imperfeito mesmo.
Qual, afinal, é o objeto de um curso de jornalismo? Economia? Política? Sociologia? Semiótica? O quê? Resposta: um pouco de tudo isso e nada disso, mas com muitas virgulas entre sujeito e predicado… Se a exigência do diploma já era, do ponto de vista democrático, estúpida, agora se tornou incompatível também com as modernas tecnologias a serviço da informação. Quem poderá impedir, sem violentar a Constituição, um veículo jornalístico de abrigar, por exemplo, um blogueiro que tenha o que dizer, seja ele jornalista “depromado” ou não? Vão plantar batatas para colher Imposto Sindical!!!
Que a Fenaj defenda essa excrescência, eis uma coisa que faz sentido. A entidade lutou arduamente pela criação do Conselho Federal de Jornalismo, que era um verdadeiro órgão de censura. Poderia até, imaginem!, cassar a licença de um jornalista. E se apresentou, espertos os caras!, para compor a primeira diretoria do órgão… O amor dessa gente pela profissão me comove. Contenho aqui uma furtiva lágrima…
Inconstitucional
Só para lembrar: o STF derrubou a exigência do diploma porque ele foi considerado incompatível com o princípio da liberdade de expressão assegurado pela Carta. No caso, tratava-se de uma lei que afrontava o dispositivo constitucional; agora, é uma emenda.
E a proposta não deixa de ser inconstitucional porque emenda — afinal, o Artigo 5º da Carta continua lá, a saber:
Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
(…)
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
(…)
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
Com alguma ironia, observo que, freqüentemente, tenho dúvidas se o jornalismo é mesmo uma “atividade intelectual”, mas tenho a certeza de que é uma “atividade de comunicação”. E não depende de “censura ou LICENÇA”.
Fim de papo.
*PS - Se a Constituição, agora, vai abrigar regulamentação de profissão, por que só jornalismo? E as outras? O Ministério do Trabalho tem um código específico até para a prostituição, destacando os, digamos, requisitos para tal atividade. Imagino a questão tratada naquele que deve ser o nosso documento com sentido de permanência, naquela linguagem decorosa do legalismo: “O exercício das atividades intrafemurais obedece aos princípios do… Sei lá: “do contratante da mão-de-obra”? A boçalidade brasileira é ainda mais extensa do que suas praias…
Serra e Marina repudiam violação da lei feita por Lula
Por Julia Duailibi e Roldão Arruda, no Estadão Online:
Os candidatos à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, e pelo PV, Marina Silva, criticaram nesta quarta-feira, 14, as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que promoveu a candidata do PT, Dilma Rousseff, em evento oficial do governo federal.
Serra chegou a dizer que a adversária “não consegue andar com as próprias pernas” e que isso acontece “quando a candidatura é produto de marqueteiros, de marquetagem”. No lançamento do edital de licitação do trem-bala na terça-feira, 13, Lula elogiou a ex-ministra Dilma Rousseff.
Serra comentou os elogios de Lula ao deixar o encontro nacional da UGT (União Geral dos Trabalhadores) nesta quarta, em São Paulo.
O candidato do PSDB afirmou que tem andado pelo País “sem qualquer espécie de apoio governamental”. E questionou: “Por que não faz a mesma coisa?” O tucano disse ainda que a atitude do presidente Lula, de usar a máquina governamental para promover sua candidata, “fere um sentimento de Justiça”.
Exemplo
Para a candidata do PV, Marina Silva, o presidente Lula deveria ser o primeiro a dar o exemplo de respeito à legislação eleitoral. Para ela, que também participou do encontro da UGT, o fato de o presidente gozar de enorme popularidade não lhe dá o direito de atropelar a lei.
“O presidente, um homem que goza de alta credibilidade e popularidade e que tem carisma, não pode usar isso para extrapolar a legislação eleitoral. É preciso observar a legislação, porque o exemplo tem que vir do alto. Sou muito favorável à ideia de que quanto mais amigo do rei mais alta é a forca”, afirmou.
“Nós, que somos pessoas públicas, e eu digo isso como senadora, devemos ter total observância da lei. E não é pelo fato de ser mais ou menos aceito pela população, de ser mais carismático, que nos dá o direito de extrapolar a legislação eleitoral”, completou a candidata.
Os candidatos à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, e pelo PV, Marina Silva, criticaram nesta quarta-feira, 14, as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que promoveu a candidata do PT, Dilma Rousseff, em evento oficial do governo federal.
Serra chegou a dizer que a adversária “não consegue andar com as próprias pernas” e que isso acontece “quando a candidatura é produto de marqueteiros, de marquetagem”. No lançamento do edital de licitação do trem-bala na terça-feira, 13, Lula elogiou a ex-ministra Dilma Rousseff.
Serra comentou os elogios de Lula ao deixar o encontro nacional da UGT (União Geral dos Trabalhadores) nesta quarta, em São Paulo.
O candidato do PSDB afirmou que tem andado pelo País “sem qualquer espécie de apoio governamental”. E questionou: “Por que não faz a mesma coisa?” O tucano disse ainda que a atitude do presidente Lula, de usar a máquina governamental para promover sua candidata, “fere um sentimento de Justiça”.
Exemplo
Para a candidata do PV, Marina Silva, o presidente Lula deveria ser o primeiro a dar o exemplo de respeito à legislação eleitoral. Para ela, que também participou do encontro da UGT, o fato de o presidente gozar de enorme popularidade não lhe dá o direito de atropelar a lei.
“O presidente, um homem que goza de alta credibilidade e popularidade e que tem carisma, não pode usar isso para extrapolar a legislação eleitoral. É preciso observar a legislação, porque o exemplo tem que vir do alto. Sou muito favorável à ideia de que quanto mais amigo do rei mais alta é a forca”, afirmou.
“Nós, que somos pessoas públicas, e eu digo isso como senadora, devemos ter total observância da lei. E não é pelo fato de ser mais ou menos aceito pela população, de ser mais carismático, que nos dá o direito de extrapolar a legislação eleitoral”, completou a candidata.
Editorial do Estadão intitulado “A transgressão consagrada”
Editorial do Jornal o Estado de São Paulo
Luiz Inácio Lula da Silva entrará para a história das eleições presidenciais brasileiras sob o Estado Democrático de Direito pela desfaçatez sem paralelo com que se conduz. Ele não apenas colocou os recursos de poder próprios do cargo que exerce à disposição de sua candidata — escolhida, de resto, por um ato de vontade imperial —, como ainda assume ostensivamente o abuso e disso se jacta.
A demolição das leis e das instituições destinadas a separar Estado, governo e campanhas políticas não se fez em um dia. Lula começou a pensar no segundo mandato, e a se guiar rigorosamente por essa meta, mal tirou a faixa recebida do antecessor em 1.º de janeiro de 2003 — se não antes. E começou a pensar no nome do sucessor, e a subordinar a administração federal aos seus cálculos eleitorais, tão logo descartou definitivamente, decerto ao concluir que se tratava de uma aventura de desfecho incerto, a possibilidade de um terceiro período no Planalto.
Depois que os dois grandes escândalos do lulismo — o mensalão e a perseguição a um caseiro — excluíram da lista dos presidenciáveis do presidente os cabeças de seu governo, José Dirceu e Antonio Palocci, a solitária decisão de lançar a candidatura da ministra Dilma Rousseff, com experiência zero em competições pelo voto popular, embutia uma consequência que só o seu patrono poderia barrar. Desde que, bem entendido, tivesse ele um mínimo de apreço pelos valores republicanos dos quais fala de boca cheia.
A consequência, evidentemente, era a conversão do Estado e do governo em materiais de construção da campanha dilmista — numa escala e com uma intensidade que talvez fossem menos extremadas se o candidato se chamasse Dirceu ou Palocci. Diga-se o que se queira deles, um e outro têm bagagem partidária e milhagem na rota das urnas bastantes para não depender, tanto quanto Dilma, do sistemático abuso de poder do chefe (ou, no caso dela, chefe e criador). Em outras palavras, a fragilidade eleitoral intrínseca da ex-ministra clamava pelo vale-tudo para ser neutralizada — e não seria Lula quem deixaria de fazê-lo.
Assim que ele bateu o martelo em seu favor, aflorou no mundo político e na imprensa a questão da transferência de votos. Seria o mais popular dos presidentes brasileiros capaz de eleger a candidata tida como um poste? Seria o seu formidável carisma suficiente para impedir que ela naufragasse por seus próprios méritos, por assim dizer? Perguntas pertinentes — e enganadoras. Do modo como foram formuladas, tendem a fazer crer que os eventuais efeitos, em 3 de outubro, do poder de persuasão de Lula independem da sua gana de atrelar o comando do Executivo aos seus interesses eleitorais.
É bem verdade que Lula chegou lá da primeira vez (na quarta tentativa) concorrendo pela oposição. Mas, em 2002, o desejo de mudança que ele encarnava provavelmente prevaleceria ainda que o então presidente Fernando Henrique, com a mesma falta de escrúpulos que o sucessor exibiria, transformasse o seu gabinete em quartel-general da campanha do candidato José Serra. Agora, chega a ser intrigante, nas análises políticas, a dissociação entre o uso da popularidade de Lula e a sua desmesurada desenvoltura em entrelaçá-lo com o abuso de sua posição.
Não foi por falta de aviso. Já não bastassem as transgressões que cometia ao carregar Dilma nos ombros presidenciais para cima e para baixo, ele anunciou no congresso do PT, em maio passado, que a sua prioridade este ano — como presidente da República — era eleger a sua protegida. Para quem tem a caradura de escarnecer tão desbragadamente do decoro político elementar, nada mais natural do que proclamar que sabe que transgride a lei e nem por isso deixará de transgredi-la.
Foi o que fez anteontem em um evento oficial na sede temporária do governo, numa dependência do Banco do Brasil. “Eu nem poderia falar o nome dela (Dilma) porque tem um processo eleitoral”, reconheceu, “mas a história (da alegada atuação da ministra no projeto do trem-bala) a gente também não pode esconder por causa de eleição.” Sob medida para os telejornais e o horário de propaganda.
Perto disso, que diferença fará uma multa a mais?
Luiz Inácio Lula da Silva entrará para a história das eleições presidenciais brasileiras sob o Estado Democrático de Direito pela desfaçatez sem paralelo com que se conduz. Ele não apenas colocou os recursos de poder próprios do cargo que exerce à disposição de sua candidata — escolhida, de resto, por um ato de vontade imperial —, como ainda assume ostensivamente o abuso e disso se jacta.
A demolição das leis e das instituições destinadas a separar Estado, governo e campanhas políticas não se fez em um dia. Lula começou a pensar no segundo mandato, e a se guiar rigorosamente por essa meta, mal tirou a faixa recebida do antecessor em 1.º de janeiro de 2003 — se não antes. E começou a pensar no nome do sucessor, e a subordinar a administração federal aos seus cálculos eleitorais, tão logo descartou definitivamente, decerto ao concluir que se tratava de uma aventura de desfecho incerto, a possibilidade de um terceiro período no Planalto.
Depois que os dois grandes escândalos do lulismo — o mensalão e a perseguição a um caseiro — excluíram da lista dos presidenciáveis do presidente os cabeças de seu governo, José Dirceu e Antonio Palocci, a solitária decisão de lançar a candidatura da ministra Dilma Rousseff, com experiência zero em competições pelo voto popular, embutia uma consequência que só o seu patrono poderia barrar. Desde que, bem entendido, tivesse ele um mínimo de apreço pelos valores republicanos dos quais fala de boca cheia.
A consequência, evidentemente, era a conversão do Estado e do governo em materiais de construção da campanha dilmista — numa escala e com uma intensidade que talvez fossem menos extremadas se o candidato se chamasse Dirceu ou Palocci. Diga-se o que se queira deles, um e outro têm bagagem partidária e milhagem na rota das urnas bastantes para não depender, tanto quanto Dilma, do sistemático abuso de poder do chefe (ou, no caso dela, chefe e criador). Em outras palavras, a fragilidade eleitoral intrínseca da ex-ministra clamava pelo vale-tudo para ser neutralizada — e não seria Lula quem deixaria de fazê-lo.
Assim que ele bateu o martelo em seu favor, aflorou no mundo político e na imprensa a questão da transferência de votos. Seria o mais popular dos presidentes brasileiros capaz de eleger a candidata tida como um poste? Seria o seu formidável carisma suficiente para impedir que ela naufragasse por seus próprios méritos, por assim dizer? Perguntas pertinentes — e enganadoras. Do modo como foram formuladas, tendem a fazer crer que os eventuais efeitos, em 3 de outubro, do poder de persuasão de Lula independem da sua gana de atrelar o comando do Executivo aos seus interesses eleitorais.
É bem verdade que Lula chegou lá da primeira vez (na quarta tentativa) concorrendo pela oposição. Mas, em 2002, o desejo de mudança que ele encarnava provavelmente prevaleceria ainda que o então presidente Fernando Henrique, com a mesma falta de escrúpulos que o sucessor exibiria, transformasse o seu gabinete em quartel-general da campanha do candidato José Serra. Agora, chega a ser intrigante, nas análises políticas, a dissociação entre o uso da popularidade de Lula e a sua desmesurada desenvoltura em entrelaçá-lo com o abuso de sua posição.
Não foi por falta de aviso. Já não bastassem as transgressões que cometia ao carregar Dilma nos ombros presidenciais para cima e para baixo, ele anunciou no congresso do PT, em maio passado, que a sua prioridade este ano — como presidente da República — era eleger a sua protegida. Para quem tem a caradura de escarnecer tão desbragadamente do decoro político elementar, nada mais natural do que proclamar que sabe que transgride a lei e nem por isso deixará de transgredi-la.
Foi o que fez anteontem em um evento oficial na sede temporária do governo, numa dependência do Banco do Brasil. “Eu nem poderia falar o nome dela (Dilma) porque tem um processo eleitoral”, reconheceu, “mas a história (da alegada atuação da ministra no projeto do trem-bala) a gente também não pode esconder por causa de eleição.” Sob medida para os telejornais e o horário de propaganda.
Perto disso, que diferença fará uma multa a mais?
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Pessoas que bebem são mais saudáveis do que abstêmios
Pessoas que bebem com moderação são menos propensas a sofrerem de problemas do coração, obesidade e depressão do que quem opta por levar um estilo de vida totalmente longe do álcool, sugere uma nova pesquisa realizada na França.
O estudo parisiense ainda afirmou que pessoas moderadas tendem a ser mais ricas e mais bem sucedidas na vida pessoal e na vida profissional do que a média, já que o consumo do álcool funciona como um poderoso marcador social.
A pesquisa separou os voluntários em quatro grupos: pessoas que não bebem, pessoas que bebem pouco, pessoas que bebem moderadamente e pessoas que bebem muito.
O levantamento francês, embora não incentive o uso medicinal de bebidas alcoólicas em tratamentos de saúde, reforça que o consumo moderado também está associado a hábitos saudáveis, como a prática de exercícios físicos.
O TRABALHO
•Título oficial: Relationship between alcohol intake, health and social status and cardiovascular risk factors in the urban Paris-Ile-De-France Cohort: is the cardioprotective action of alcohol a myth?
•Publicação: European Journal of Clinical Nutrition
•Quem fez: Doutor Boris Hansel, médico do departamento de Endocrinologia e Metabolismo do Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris, na França
•Instituição: Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris, na França
•Dados de amostragem: Os pesquisadores analisaram prontuários de 150.000 pessoas de Paris, que se submeteram a exames médicos entre 1999 e 2005.
•Resultado: Pessoas que bebem moderadamente apresentaram perfis clínicos e biológicos mais favoráveis e menor risco de desenvolverem doenças cardiovasculares.
O que já se sabia sobre o assunto
Não é a primeira vez que uma pesquisa ressalta os benefícios que o álcool traz à saúde, quando consumido com moderação. Um estudo anterior, publicado no periódico Archives of Internal Medicine, destacou o vinho tinto como um forte aliado na luta das mulheres contra a balança. Segundo cientistas americanos, a substância demonstrou ajudar o público, em especial, a controlar o peso.
André Arigony Souto, químico e professor da PUC-RS, concorda com a conclusão do levantamento francês e ressalta que o consumo moderado de álcool traz benefícios ao organismo e ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares. A grande polêmica, ressalta o cientista, está na quantidade ingerida. “O consumo em excesso tem efeito contrário e prejudica a saúde” alerta.
De acordo com uma pesquisa realizada na Dinamarca, uma taça diária de vinho tinto é capaz de aumentar em até 16% o bom colesterol. Souto completa: “Para os homens, a quantidade indicada é de duas taças”. As mulheres, lembra o especialista, não devem tomar mais do que um cálice.
Com relação aos destilados (whisky, vodka, cachaça etc), o químico recomenda a ingestão diária de 30 gramas (aproximadamente 30 ml) diariamente.
Especialista: Doutor André Arigony Souto, químico e professor da PUC-RS
Envolvimento com assunto: O especialista é um dos pioneiros no país no estudo do resveratrol, substância presente na semente da uva e também nos vinhos. Suas funções orgânicas são conhecidas por evitar problemas no coração e retardar o envelhecimento.
Conclusão
O vinho, pelo jeito, é a bebida que mais traz benefícios à saúde. O que não vale, alertam os especialistas, é encarar uma garrafa inteira na esperança de evitar um ataque cardíaco ou outra doença cardiovascular. O consumo de álcool pode até aumentar os compromissos sociais, mas vez ou outra coloca o “exagerado” em uma situação delicada, digna de uma tremenda ressaca moral no dia seguinte. Nesse caso a ciência comprova: bom senso, literalmente, faz bem ao coração.
O estudo parisiense ainda afirmou que pessoas moderadas tendem a ser mais ricas e mais bem sucedidas na vida pessoal e na vida profissional do que a média, já que o consumo do álcool funciona como um poderoso marcador social.
A pesquisa separou os voluntários em quatro grupos: pessoas que não bebem, pessoas que bebem pouco, pessoas que bebem moderadamente e pessoas que bebem muito.
O levantamento francês, embora não incentive o uso medicinal de bebidas alcoólicas em tratamentos de saúde, reforça que o consumo moderado também está associado a hábitos saudáveis, como a prática de exercícios físicos.
O TRABALHO
•Título oficial: Relationship between alcohol intake, health and social status and cardiovascular risk factors in the urban Paris-Ile-De-France Cohort: is the cardioprotective action of alcohol a myth?
•Publicação: European Journal of Clinical Nutrition
•Quem fez: Doutor Boris Hansel, médico do departamento de Endocrinologia e Metabolismo do Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris, na França
•Instituição: Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris, na França
•Dados de amostragem: Os pesquisadores analisaram prontuários de 150.000 pessoas de Paris, que se submeteram a exames médicos entre 1999 e 2005.
•Resultado: Pessoas que bebem moderadamente apresentaram perfis clínicos e biológicos mais favoráveis e menor risco de desenvolverem doenças cardiovasculares.
O que já se sabia sobre o assunto
Não é a primeira vez que uma pesquisa ressalta os benefícios que o álcool traz à saúde, quando consumido com moderação. Um estudo anterior, publicado no periódico Archives of Internal Medicine, destacou o vinho tinto como um forte aliado na luta das mulheres contra a balança. Segundo cientistas americanos, a substância demonstrou ajudar o público, em especial, a controlar o peso.
André Arigony Souto, químico e professor da PUC-RS, concorda com a conclusão do levantamento francês e ressalta que o consumo moderado de álcool traz benefícios ao organismo e ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares. A grande polêmica, ressalta o cientista, está na quantidade ingerida. “O consumo em excesso tem efeito contrário e prejudica a saúde” alerta.
De acordo com uma pesquisa realizada na Dinamarca, uma taça diária de vinho tinto é capaz de aumentar em até 16% o bom colesterol. Souto completa: “Para os homens, a quantidade indicada é de duas taças”. As mulheres, lembra o especialista, não devem tomar mais do que um cálice.
Com relação aos destilados (whisky, vodka, cachaça etc), o químico recomenda a ingestão diária de 30 gramas (aproximadamente 30 ml) diariamente.
Especialista: Doutor André Arigony Souto, químico e professor da PUC-RS
Envolvimento com assunto: O especialista é um dos pioneiros no país no estudo do resveratrol, substância presente na semente da uva e também nos vinhos. Suas funções orgânicas são conhecidas por evitar problemas no coração e retardar o envelhecimento.
Conclusão
O vinho, pelo jeito, é a bebida que mais traz benefícios à saúde. O que não vale, alertam os especialistas, é encarar uma garrafa inteira na esperança de evitar um ataque cardíaco ou outra doença cardiovascular. O consumo de álcool pode até aumentar os compromissos sociais, mas vez ou outra coloca o “exagerado” em uma situação delicada, digna de uma tremenda ressaca moral no dia seguinte. Nesse caso a ciência comprova: bom senso, literalmente, faz bem ao coração.
Vejam esta série
Foi um publicitário e roteirista de Juiz de Fora chamado Pablo Peixoto, autor solitário da série Dunga em Um Dia de Fúria (procurem no YouTube, que teve quatro episódios disponibilizados de graça no Youtube e assistidos por milhões de pessoas.
O que Pablo fez foi simplesmente pegar cenas do filme Um Dia de Fúria, o clássico policial de 1993 com Michael Douglas, e dublar os personagens, transformando-os nos personagens da Copa – Dunga, Robinho, o holandês Sneijder, Fátima Bernardes, Tadeu Schmidt, Alex Escobar, Valdívia do Chile e Crstiano Rnaldo, sem falar nas participações especiais do Capitão Nascimento, Mick Jagger e Fernando Vanucci, inteiramente bêbado. É engraçadíssimo e muito politicamente incorreto.
O que Pablo fez foi simplesmente pegar cenas do filme Um Dia de Fúria, o clássico policial de 1993 com Michael Douglas, e dublar os personagens, transformando-os nos personagens da Copa – Dunga, Robinho, o holandês Sneijder, Fátima Bernardes, Tadeu Schmidt, Alex Escobar, Valdívia do Chile e Crstiano Rnaldo, sem falar nas participações especiais do Capitão Nascimento, Mick Jagger e Fernando Vanucci, inteiramente bêbado. É engraçadíssimo e muito politicamente incorreto.
Após 119 anos, Jornal do Brasil põe fim à sua edição impressa
Estadão
O Jornal do Brasil deixará de circular em formato impresso, pondo fim a uma tradição iniciada em 1891. A partir de 1º de setembro, haverá apenas a versão online.
Um anúncio publicado nas páginas A8 e A9 nesta quarta-feira, 14, procura passar a ideia de que a decisão não é resultado de uma crise na empresa: “O Jornal do Brasil, coerente com sua tradição de pioneirismo e modernidade, se coloca mais uma vez à frente do seu tempo. A partir de 1º de setembro de 2010, passa a ser o primeiro jornal 100% digital” (grifo deles).
Com a mudança, o preço da assinatura cairá de R$ 49,90 para R$ 9,90 por mês. Segundo o comunicado, os leitores foram consultados e aprovaram a mudança.
No dia 30 de junho, o jornal publicara um anúncio convidando leitores a responder uma pesquisa na internet sobre a migração do formato impresso para o digital.
A Folha de S.Paulo afirma em reportagem que a mudança vai provocar corte de pessoal. A empresa tem hoje 180 funcionários, sendo 60 na Redação.
O site Comunique-se publicou uma nota enviada pelo presidente do jornal, Pedro Grossi Jr., aos editores e diretores do periódico, anunciando o seu desligamento da função: “Considerando que isto [a decisão de acabar com a edição impressa] contraria a razão pela qual fui contratado, solicito, sem perda de meus direitos, que do expediente do jornal e de todas as revistas não conste mais meu nome“.
O Estado de S. Paulo havia noticiado, em 1º de julho, que o JB poderia deixar de circular no formato impresso, “na tentativa de encontrar uma solução para os problemas financeiros”. O passivo acumulado do JB chega a R$ 800 milhões, a maior parte em dívidas trabalhistas e fiscais.
Segundo o Estadão, o “colapso financeiro” ocorreu no final da década de 1990; em 2001, os acionistas do JB arrendaram a marca por 60 anos à Companhia Brasileira de Multimídia (CBM), que é controlada pela Docasnet, empresa de Tanure. A CBM também havia arrendado a marca Gazeta Mercantil, que deixou de circular em 2009.
O Jornal do Brasil deixará de circular em formato impresso, pondo fim a uma tradição iniciada em 1891. A partir de 1º de setembro, haverá apenas a versão online.
Um anúncio publicado nas páginas A8 e A9 nesta quarta-feira, 14, procura passar a ideia de que a decisão não é resultado de uma crise na empresa: “O Jornal do Brasil, coerente com sua tradição de pioneirismo e modernidade, se coloca mais uma vez à frente do seu tempo. A partir de 1º de setembro de 2010, passa a ser o primeiro jornal 100% digital” (grifo deles).
Com a mudança, o preço da assinatura cairá de R$ 49,90 para R$ 9,90 por mês. Segundo o comunicado, os leitores foram consultados e aprovaram a mudança.
No dia 30 de junho, o jornal publicara um anúncio convidando leitores a responder uma pesquisa na internet sobre a migração do formato impresso para o digital.
A Folha de S.Paulo afirma em reportagem que a mudança vai provocar corte de pessoal. A empresa tem hoje 180 funcionários, sendo 60 na Redação.
O site Comunique-se publicou uma nota enviada pelo presidente do jornal, Pedro Grossi Jr., aos editores e diretores do periódico, anunciando o seu desligamento da função: “Considerando que isto [a decisão de acabar com a edição impressa] contraria a razão pela qual fui contratado, solicito, sem perda de meus direitos, que do expediente do jornal e de todas as revistas não conste mais meu nome“.
O Estado de S. Paulo havia noticiado, em 1º de julho, que o JB poderia deixar de circular no formato impresso, “na tentativa de encontrar uma solução para os problemas financeiros”. O passivo acumulado do JB chega a R$ 800 milhões, a maior parte em dívidas trabalhistas e fiscais.
Segundo o Estadão, o “colapso financeiro” ocorreu no final da década de 1990; em 2001, os acionistas do JB arrendaram a marca por 60 anos à Companhia Brasileira de Multimídia (CBM), que é controlada pela Docasnet, empresa de Tanure. A CBM também havia arrendado a marca Gazeta Mercantil, que deixou de circular em 2009.
100 anos de William Hanna
terça-feira, 13 de julho de 2010
Saiba como enviar mensagens de celular gratuitas
Folha Online
Não é preciso gastar dinheiro para enviar mensagens de texto para celulares. Nos sites das operadoras e nas páginas que concentram serviços é possível enviar torpedos gratuitamente.
Para enviar mensagens para celulares da Claro pelo site da operadora (http://www.claroideias.com.br/), não é necessário fazer cadastro nem ser cliente da empresa. É possível, por exemplo, preencher o campo "De:" com o número de um telefone fixo. "É uma forma eficiente de comunicação e uma ferramenta importante para o estímulo ao uso do torpedo", diz a empresa.
Em www.mundooi2.oi.com.br/servicostorpedo, também não é necessário fazer cadastro para enviar mensagens gratuitas para celulares da Oi.
Diferentemente da Claro e da Oi, a Vivo (http://www.vivo.com.br/) permite o envio de torpedos gratuitos após cadastro, no qual o cliente da operadora precisa preencher o campo CPF com o número do documento do titular da linha.
A empresa diz que, em breve, disponibilizará o envio de SMS, para celulares da Vivo, para não-clientes.
Já a TIM, que oferece o sistema de envio de torpedos pela internet, cobra R$ 0,39 --debitados dos créditos ou cobrados na próxima fatura-- por SMS.
Apesar de não serem autorizados pelas empresas de telefonia, sites como o http://www.torpedogratis.net/ permitem o envio de mensagens gratuitas.
Criador do site, Marcelo Medina diz que o intuito é facilitar o uso do serviço que, nas páginas das operadoras, costuma não estar em evidência.
"Utilizo o próprio site das operadoras. O sistema faz apenas uma intermediação", diz. Nos testes realizados pela reportagem, a página se saiu bem no envio de mensagens para celulares da Claro.
Programa gratuito
Nos EUA, o envio de torpedos gratuitos não está vinculado às operadoras. Programas como o Cherple --ainda sem previsão de lançamento em outros países--, que permite o envio de torpedos de computadores com Windows ou Mac conectados à rede para quaisquer celulares com wireless, respondem pelo envio de mensagens.
Não é preciso gastar dinheiro para enviar mensagens de texto para celulares. Nos sites das operadoras e nas páginas que concentram serviços é possível enviar torpedos gratuitamente.
Para enviar mensagens para celulares da Claro pelo site da operadora (http://www.claroideias.com.br/), não é necessário fazer cadastro nem ser cliente da empresa. É possível, por exemplo, preencher o campo "De:" com o número de um telefone fixo. "É uma forma eficiente de comunicação e uma ferramenta importante para o estímulo ao uso do torpedo", diz a empresa.
Em www.mundooi2.oi.com.br/servicostorpedo, também não é necessário fazer cadastro para enviar mensagens gratuitas para celulares da Oi.
Diferentemente da Claro e da Oi, a Vivo (http://www.vivo.com.br/) permite o envio de torpedos gratuitos após cadastro, no qual o cliente da operadora precisa preencher o campo CPF com o número do documento do titular da linha.
A empresa diz que, em breve, disponibilizará o envio de SMS, para celulares da Vivo, para não-clientes.
Já a TIM, que oferece o sistema de envio de torpedos pela internet, cobra R$ 0,39 --debitados dos créditos ou cobrados na próxima fatura-- por SMS.
Apesar de não serem autorizados pelas empresas de telefonia, sites como o http://www.torpedogratis.net/ permitem o envio de mensagens gratuitas.
Criador do site, Marcelo Medina diz que o intuito é facilitar o uso do serviço que, nas páginas das operadoras, costuma não estar em evidência.
"Utilizo o próprio site das operadoras. O sistema faz apenas uma intermediação", diz. Nos testes realizados pela reportagem, a página se saiu bem no envio de mensagens para celulares da Claro.
Programa gratuito
Nos EUA, o envio de torpedos gratuitos não está vinculado às operadoras. Programas como o Cherple --ainda sem previsão de lançamento em outros países--, que permite o envio de torpedos de computadores com Windows ou Mac conectados à rede para quaisquer celulares com wireless, respondem pelo envio de mensagens.
Cientistas americanos criam roupa que escuta e emite sons
Folha Online
Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) criaram uma roupa que é capaz de escutar e emitir sons.
A equipe, liderada pelo professor do MIT, Yoel Fink, "alcançou um novo nível no desenvolvimento de fibras funcionais: fibras que podem detectar e produzir sons", disse o MIT em um comunicado.
Este invento, descrito na revista "Nature Materials", transforma a natureza passiva usual dos tecidos em uma versão interativa.
Segundo o MIT, "estas aplicações incluem roupas que podem ter microfones sensíveis para captar a voz ou monitorar as funções corporais, e filamentos que podem medir o fluxo sanguíneo ou a pressão no cérebro".
Este projeto que demorou mais de uma década para ser concluído pretende "desenvolver fibras com propriedades cada vez mais sofisticadas que possam interagir com o meio ambiente", destacou o MIT.
Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) criaram uma roupa que é capaz de escutar e emitir sons.
A equipe, liderada pelo professor do MIT, Yoel Fink, "alcançou um novo nível no desenvolvimento de fibras funcionais: fibras que podem detectar e produzir sons", disse o MIT em um comunicado.
Este invento, descrito na revista "Nature Materials", transforma a natureza passiva usual dos tecidos em uma versão interativa.
Segundo o MIT, "estas aplicações incluem roupas que podem ter microfones sensíveis para captar a voz ou monitorar as funções corporais, e filamentos que podem medir o fluxo sanguíneo ou a pressão no cérebro".
Este projeto que demorou mais de uma década para ser concluído pretende "desenvolver fibras com propriedades cada vez mais sofisticadas que possam interagir com o meio ambiente", destacou o MIT.
Brasil pode acabar com a miséria em 2016, diz Ipea
Folha Online
Até 2016, o Brasil pode superar a miséria e diminuir a taxa nacional de pobreza absoluta (rendimento médio domiciliar per capita de até meio salário mínimo por mês), segundo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) sobre pobreza e miséria. O levantamento apresentado nesta terça-feira no Rio alerta que, para atingir esse ideal, o país precisa equilibrar a desigualdade que existe entre os estados em relação às taxas de redução da pobreza.
Segundo o levantamento baseado em dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), entre 1995 e 2008, 12,8 milhões de pessoas saíram da condição de pobreza absoluta, enquanto que 12,1 milhões superaram a condição de pobreza extrema (rendimento médio domiciliar per capita de até um quarto de salário mínimo mensal).
O desafio, segundo o Ipea, é fazer com que os estados apresentem ritmos diferenciados de redução da miséria, justamente por apresentarem níveis diferentes de distribuição de renda e de riqueza. Entre 1995 e 2008, as taxas de pobreza extrema entre as unidades da federação foram bem desiguais.
Em 1995, Maranhão (53,1%), Piauí (46,8%) e Ceará (43,7%) eram os Estados com maior proporção de miseráveis em relação à população. Treze anos depois, Alagoas assumiu o topo do ranking, com a taxa de pobreza extrema de 32,3%.
Na outra ponta da lista, Santa Catarina (2,8%), São Paulo (4,6%) e Paraná (5,7%) apresentaram os melhores resultados.
Em relação à pobreza absoluta, entre os estados que tiveram os melhores resultado nesse período estão Santa Catarina, que reduziu a taxa em 61% no período de 13 anos, Paraná (52,2%) e Goiás (47,3%). Já o Amapá (12%), o Distrito Federal (18,2%) e Alagoas (18,3%) tiveram as menores taxas de redução do universo de pessoas nessas condições.
Do Blog: Guardem esta data 2016. Seja quem for eleito já terá esta meta para atingir. De olho e cobrando ações.
Até 2016, o Brasil pode superar a miséria e diminuir a taxa nacional de pobreza absoluta (rendimento médio domiciliar per capita de até meio salário mínimo por mês), segundo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) sobre pobreza e miséria. O levantamento apresentado nesta terça-feira no Rio alerta que, para atingir esse ideal, o país precisa equilibrar a desigualdade que existe entre os estados em relação às taxas de redução da pobreza.
Segundo o levantamento baseado em dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), entre 1995 e 2008, 12,8 milhões de pessoas saíram da condição de pobreza absoluta, enquanto que 12,1 milhões superaram a condição de pobreza extrema (rendimento médio domiciliar per capita de até um quarto de salário mínimo mensal).
O desafio, segundo o Ipea, é fazer com que os estados apresentem ritmos diferenciados de redução da miséria, justamente por apresentarem níveis diferentes de distribuição de renda e de riqueza. Entre 1995 e 2008, as taxas de pobreza extrema entre as unidades da federação foram bem desiguais.
Em 1995, Maranhão (53,1%), Piauí (46,8%) e Ceará (43,7%) eram os Estados com maior proporção de miseráveis em relação à população. Treze anos depois, Alagoas assumiu o topo do ranking, com a taxa de pobreza extrema de 32,3%.
Na outra ponta da lista, Santa Catarina (2,8%), São Paulo (4,6%) e Paraná (5,7%) apresentaram os melhores resultados.
Em relação à pobreza absoluta, entre os estados que tiveram os melhores resultado nesse período estão Santa Catarina, que reduziu a taxa em 61% no período de 13 anos, Paraná (52,2%) e Goiás (47,3%). Já o Amapá (12%), o Distrito Federal (18,2%) e Alagoas (18,3%) tiveram as menores taxas de redução do universo de pessoas nessas condições.
Do Blog: Guardem esta data 2016. Seja quem for eleito já terá esta meta para atingir. De olho e cobrando ações.
Congresso promulga medida que agiliza divórcio
Folha Online
O Congresso promulgou nesta terça-feira a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do divórcio direto. A proposta acaba com os prazos atualmente necessários entre o fim da convivência do casal e o divórcio. A PEC segue para publicação no "Diário Oficial da União" e começa a valer após ser publicada.
O pedido de divórcio passa a ser imediato, feito assim que o casal decidir pelo término do casamento. No modelo atual, o divórcio só pode ser solicitado após um ano da separação formal (judicial ou no cartório) ou após dois anos da separação de fato (quando o casal deixa de viver junto).
A PEC também tira da Constituição Federal a figura da separação formal, atual mecanismo intermediário no fim do casamento.
Autor da PEC, o deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA) disse que a promulgação da proposta garante uma "economia financeira e de sentimentos" ao casal que termina o casamento. "Isso evita que o casal gaste duas vezes, com a separação judicial e depois com o divórcio, e ainda poupa constrangimentos para quem não quer mais manter a união", disse.
Jurista, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), elogiou a medida por considerar que a PEC desburocratiza o processo do divórcio. "Não representa nenhuma diferença em relação ao passado, a não ser a desburocratização. O Congresso Nacional está atentíssimo às questões nacionais, por isso produz atos dessa natureza", disse.
JUVENTUDE
O Congresso também promulgou hoje a PEC da Juventude, aprovada na semana passada, que regulamenta na Constituição a proteção dos direitos dos jovens. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que a promulgação ocorre no dia em que o Estatuto da Criança e do Adolescente completa 20 anos.
"O Congresso contempla, assim, uma parcela da população brasileira com direitos consagrados desde a Constituição de 88. A proposta estende aos jovens a prioridade absoluta garantida à criança e ao adolescente na preservação dos seus direitos", disse Sarney.
O Congresso promulgou nesta terça-feira a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do divórcio direto. A proposta acaba com os prazos atualmente necessários entre o fim da convivência do casal e o divórcio. A PEC segue para publicação no "Diário Oficial da União" e começa a valer após ser publicada.
O pedido de divórcio passa a ser imediato, feito assim que o casal decidir pelo término do casamento. No modelo atual, o divórcio só pode ser solicitado após um ano da separação formal (judicial ou no cartório) ou após dois anos da separação de fato (quando o casal deixa de viver junto).
A PEC também tira da Constituição Federal a figura da separação formal, atual mecanismo intermediário no fim do casamento.
Autor da PEC, o deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA) disse que a promulgação da proposta garante uma "economia financeira e de sentimentos" ao casal que termina o casamento. "Isso evita que o casal gaste duas vezes, com a separação judicial e depois com o divórcio, e ainda poupa constrangimentos para quem não quer mais manter a união", disse.
Jurista, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), elogiou a medida por considerar que a PEC desburocratiza o processo do divórcio. "Não representa nenhuma diferença em relação ao passado, a não ser a desburocratização. O Congresso Nacional está atentíssimo às questões nacionais, por isso produz atos dessa natureza", disse.
JUVENTUDE
O Congresso também promulgou hoje a PEC da Juventude, aprovada na semana passada, que regulamenta na Constituição a proteção dos direitos dos jovens. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que a promulgação ocorre no dia em que o Estatuto da Criança e do Adolescente completa 20 anos.
"O Congresso contempla, assim, uma parcela da população brasileira com direitos consagrados desde a Constituição de 88. A proposta estende aos jovens a prioridade absoluta garantida à criança e ao adolescente na preservação dos seus direitos", disse Sarney.

Os verdadeiros pais do Bolsa Família
Gilberto Dimenstein - Folha Online
Em épocas eleitorais, os políticos disputam a paternidade ou, pelo menos, a sociedade em projetos de sucesso. Entra-se num vale tudo. É o caso do Bolsa Família, disputado pelo PT, de Dilma Rousseff, e pelo PSDB, de José Serra. Ambos os partidos foram vitais na implantação e disseminação do programa --assim como o DEM, ex-PFL.
Como nesse tempo eu morava em Brasília e sempre tive interesse em temas sociais, testemunhei toda essa articulação em câmara lenta. Estive presente, aliás, em muitas das reuniões e debates para tirar a ideia do papel.
Não há dúvida de que um dos principais pioneiros do Bolsa Família é Cristovam Buarque. Ele criou o bolsa-escola quando foi governador de Brasília e saiu divulgando pelo Brasil e por muitos países essa solução. Teve como aliados a Unesco e Unicef --o que ajudou disseminar nacionalmente a eficácia do projeto.
Ao mesmo tempo, desenvolvia-se em Campinas um programa de renda mínima pelo então prefeito José Roberto Teixeira (PSDB). Mas não tinha uma condicionalidade tão fincada na escola --mas dá para dizer que ele foi um dos pioneiros de medidas que, no futuro, acabariam no Bolsa Família.
Lembremos que o bolsa-escola foi transformado em política nacional no governo FHC, onde, no Ministério da Educação, havia vários intelectuais da Unicamp ( Maria Helena Guimarães e Paulo Renato Souza, por exemplo) que estavam em Campinas. Nessa época, aliás, o PT chamava a bolsa-escola de bolsa-esmola.
Coube a Lula, claro, dar uma extraordinária dimensão ao programa.
Essa é a história --o resto é invenção. Mas o fato é que, como toda boa ideia, ela tem muitos sócios.
Em épocas eleitorais, os políticos disputam a paternidade ou, pelo menos, a sociedade em projetos de sucesso. Entra-se num vale tudo. É o caso do Bolsa Família, disputado pelo PT, de Dilma Rousseff, e pelo PSDB, de José Serra. Ambos os partidos foram vitais na implantação e disseminação do programa --assim como o DEM, ex-PFL.
Como nesse tempo eu morava em Brasília e sempre tive interesse em temas sociais, testemunhei toda essa articulação em câmara lenta. Estive presente, aliás, em muitas das reuniões e debates para tirar a ideia do papel.
Não há dúvida de que um dos principais pioneiros do Bolsa Família é Cristovam Buarque. Ele criou o bolsa-escola quando foi governador de Brasília e saiu divulgando pelo Brasil e por muitos países essa solução. Teve como aliados a Unesco e Unicef --o que ajudou disseminar nacionalmente a eficácia do projeto.
Ao mesmo tempo, desenvolvia-se em Campinas um programa de renda mínima pelo então prefeito José Roberto Teixeira (PSDB). Mas não tinha uma condicionalidade tão fincada na escola --mas dá para dizer que ele foi um dos pioneiros de medidas que, no futuro, acabariam no Bolsa Família.
Lembremos que o bolsa-escola foi transformado em política nacional no governo FHC, onde, no Ministério da Educação, havia vários intelectuais da Unicamp ( Maria Helena Guimarães e Paulo Renato Souza, por exemplo) que estavam em Campinas. Nessa época, aliás, o PT chamava a bolsa-escola de bolsa-esmola.
Coube a Lula, claro, dar uma extraordinária dimensão ao programa.
Essa é a história --o resto é invenção. Mas o fato é que, como toda boa ideia, ela tem muitos sócios.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Afinal, para que serve o Twitter?
Artigo publicado na Folha
É UM PÁSSARO? É O SUPER-HOMEM?
Márion Strecker
Às vezes me perguntam sobre o Twitter: o que é, como funciona, pra que serve. Ele serve para escrever e/ou ler frases de até 140 caracteres que os outros escrevem. São mais de 10 milhões de brasileiros que usam o site desse microblog, diz o Ibope, fora os que usam pelo celular. Então me lembrei da propaganda de um velho seriado de TV.
Os mais velhos vão sentir nostalgia. Era assim: “Mais rápido que uma bala. Mais poderoso que uma locomotiva. Capaz de transpor altos prédios de um pulo só. Olhe lá no céu! É um pássaro? É um avião? É o Super-Homem!
Um estranho visitante de um outro planeta que veio à Terra com poderes e habilidades muito além das conhecidas pelo homem. O Super-Homem! Que pode mudar o curso dos rios caudalosos, vergar o aço com as próprias mãos e se disfarça de Clark Kent, o melhor repórter de um grande jornal da cidade. Enfrenta uma luta infindável pela verdade, justiça e bem-estar de todos!”.
O logotipo do Twitter é um pássaro. Ele é rápido como uma bala; e perigoso. Como a publicação é instantânea e os usuários recebem sempre o mais recente primeiro, a leitura é imediata.
Por isso essa “engenhoca dos pensamentos ligeiros”, conforme descreveu aqui na Folha Fernando Barros e Silva, é o paraíso das ratas, gafes, exibições e confissões irrefletidas. Já provocou crises políticas e demissões, muito comentadas no próprio Twitter, porque ele se retroalimenta, com a mania de republicação constante de seus usuários. Daí o surgimento do novo ditado popular: “Se beber, não tuíte!”.
Daí também a discussão se o Twitter pertence à esfera privada ou à profissional do autor. Claro que a ambas. KremlinRussia segue WhiteHouse no Twitter, o que evoca a capacidade de transpor altos prédios de um pulo só. Candidatos à eleição estão lá. E, se espiarmos os endereços twitter.com/eikebatista, twitter.com/paulocoelho ou twitter.com/aherchcovitch, leremos o homem mais rico do Brasil, o autor de best-sellers ou o estilista. Em tese, eles também vão ler o que qualquer um escrever para eles. Se amarem ou odiarem, talvez respondam.
O Twitter é de outro planeta, diferente daquele planeta do Orkut, do Facebook ou do Sonic, em que a lei impõe a reciprocidade para a comunicação se estabelecer.
Nas outras redes, eu só posso “ser” seu amigo se você me “aceitar” como seu amigo. No Twitter, sigo quem bem entender. Quem quiser me seguir que siga. Nem é preciso saber quem são os seguidores, como, aliás, na vida real. Pesquisa acadêmica recente mostrou que reciprocidade não passa de 22,1% no Twitter.
O Twitter pode mudar o curso dos rios caudalosos da comunicação pessoal. Há muitos que preferem o Twitter ao e-mail. Outros usam o canal para falar cobras e lagartos de empresas; e muitas empresas nem sabem. Com o agravante de que qualquer coisa escrita ali poderá aparecer em buscas do tipo Google.
Quando seguimos o Twitter de um veículo de comunicação, recebemos suas manchetes. E o Twitter se traveste de Clark Kent, como rede global de informação em tempo real, descentralizada, espontânea, incontrolável, utilíssima em situações de riscos e conflitos. Serve perfeitamente ao ativismo, inclusive o fictício, como a campanha para salvar o Galvão, que seria um pássaro da Amazônia ameaçado de extinção pelo uso de suas penas nas fantasias do Carnaval.
Esse ativismo piadista seguiu-se a outra brincadeira, que foi o uso intensivo da expressão #calabocagalvão, zoeira com o narrador esportivo que chegou ao topo do ranking mundial de menções no Twitter.
O Twitter é como um microfone aberto 24 horas por dia na boca de milhões de pessoas, inclusive falsas, dizendo banalidades ou coisas importantes, numa linha do tempo organizada do agora para o antes, sendo que o antes raramente é lido, pois, enquanto lemos o agora, o depois se superpõe.
Nesse rio caudaloso, o usuário pode desenvolver ansiedade e perder muito tempo para ver o que andam falando, mesmo que seja muita bobagem. Ou não. Essa é a questão.
É UM PÁSSARO? É O SUPER-HOMEM?
Márion Strecker
Às vezes me perguntam sobre o Twitter: o que é, como funciona, pra que serve. Ele serve para escrever e/ou ler frases de até 140 caracteres que os outros escrevem. São mais de 10 milhões de brasileiros que usam o site desse microblog, diz o Ibope, fora os que usam pelo celular. Então me lembrei da propaganda de um velho seriado de TV.
Os mais velhos vão sentir nostalgia. Era assim: “Mais rápido que uma bala. Mais poderoso que uma locomotiva. Capaz de transpor altos prédios de um pulo só. Olhe lá no céu! É um pássaro? É um avião? É o Super-Homem!
Um estranho visitante de um outro planeta que veio à Terra com poderes e habilidades muito além das conhecidas pelo homem. O Super-Homem! Que pode mudar o curso dos rios caudalosos, vergar o aço com as próprias mãos e se disfarça de Clark Kent, o melhor repórter de um grande jornal da cidade. Enfrenta uma luta infindável pela verdade, justiça e bem-estar de todos!”.
O logotipo do Twitter é um pássaro. Ele é rápido como uma bala; e perigoso. Como a publicação é instantânea e os usuários recebem sempre o mais recente primeiro, a leitura é imediata.
Por isso essa “engenhoca dos pensamentos ligeiros”, conforme descreveu aqui na Folha Fernando Barros e Silva, é o paraíso das ratas, gafes, exibições e confissões irrefletidas. Já provocou crises políticas e demissões, muito comentadas no próprio Twitter, porque ele se retroalimenta, com a mania de republicação constante de seus usuários. Daí o surgimento do novo ditado popular: “Se beber, não tuíte!”.
Daí também a discussão se o Twitter pertence à esfera privada ou à profissional do autor. Claro que a ambas. KremlinRussia segue WhiteHouse no Twitter, o que evoca a capacidade de transpor altos prédios de um pulo só. Candidatos à eleição estão lá. E, se espiarmos os endereços twitter.com/eikebatista, twitter.com/paulocoelho ou twitter.com/aherchcovitch, leremos o homem mais rico do Brasil, o autor de best-sellers ou o estilista. Em tese, eles também vão ler o que qualquer um escrever para eles. Se amarem ou odiarem, talvez respondam.
O Twitter é de outro planeta, diferente daquele planeta do Orkut, do Facebook ou do Sonic, em que a lei impõe a reciprocidade para a comunicação se estabelecer.
Nas outras redes, eu só posso “ser” seu amigo se você me “aceitar” como seu amigo. No Twitter, sigo quem bem entender. Quem quiser me seguir que siga. Nem é preciso saber quem são os seguidores, como, aliás, na vida real. Pesquisa acadêmica recente mostrou que reciprocidade não passa de 22,1% no Twitter.
O Twitter pode mudar o curso dos rios caudalosos da comunicação pessoal. Há muitos que preferem o Twitter ao e-mail. Outros usam o canal para falar cobras e lagartos de empresas; e muitas empresas nem sabem. Com o agravante de que qualquer coisa escrita ali poderá aparecer em buscas do tipo Google.
Quando seguimos o Twitter de um veículo de comunicação, recebemos suas manchetes. E o Twitter se traveste de Clark Kent, como rede global de informação em tempo real, descentralizada, espontânea, incontrolável, utilíssima em situações de riscos e conflitos. Serve perfeitamente ao ativismo, inclusive o fictício, como a campanha para salvar o Galvão, que seria um pássaro da Amazônia ameaçado de extinção pelo uso de suas penas nas fantasias do Carnaval.
Esse ativismo piadista seguiu-se a outra brincadeira, que foi o uso intensivo da expressão #calabocagalvão, zoeira com o narrador esportivo que chegou ao topo do ranking mundial de menções no Twitter.
O Twitter é como um microfone aberto 24 horas por dia na boca de milhões de pessoas, inclusive falsas, dizendo banalidades ou coisas importantes, numa linha do tempo organizada do agora para o antes, sendo que o antes raramente é lido, pois, enquanto lemos o agora, o depois se superpõe.
Nesse rio caudaloso, o usuário pode desenvolver ansiedade e perder muito tempo para ver o que andam falando, mesmo que seja muita bobagem. Ou não. Essa é a questão.
Vejam - não dá para levar a sério
http://www.youtube.com/watch?v=mRBb1ymUkoE&feature=player_embedded
Do Blog: Vejam também outros assuntos no YouTube, engraçado se não fosse trágico, ela é candidata a presidente do Brasil.
Do Blog: Vejam também outros assuntos no YouTube, engraçado se não fosse trágico, ela é candidata a presidente do Brasil.
Trem bala é o Fura-fila de Dilma
Da coluna de Augusto Nunes - Revista Veja
Ambos deslumbrados com pesquisas de opinião favoráveis, o prefeito Paulo Maluf em 1995 e o presidente Lula em 2007 deduziram que conseguiriam eleger qualquer sucessor. Preocupados exclusivamente com o próprio futuro, olhos concentrados no umbigo, ambos resolveram escolher uma criatura que não tivesse autonomia de voo para transformar-se em sucessor político do criador. E procuraram, aconselhados por marqueteiros, figuras que camuflassem com qualquer traço incomum a conveniente mediocridade.
Maluf encontrou no secretariado municipal um negro economista. Lula encontrou no ministério uma mulher economista. Até o lançamento das candidaturas, os eleitores não conheciam sequer a voz das duas nulidades. Foi Maluf quem fez São Paulo, repetiu o prefeito ao apresentar o candidato. Mas foi Celso Pitta, secretário de Finanças, quem arranjou o dinheiro. Foi Lula quem planejou a reconstrução do Brasil, repetiu o presidente ao apresentar a candidata. Mas quem fez a coisa acontecer foi Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil e Mãe do PAC.
Assessorado pelo marqueteiro Duda Mendonça, Pitta atravessou a campanha esquivando-se de debates, evitando entrevistas, declamando banalidades e elogiando o chefe de meia em meia hora. Assessorada pelo marqueteiro João Santana, que foi pupilo e sócio de Duda, Dilma tenta percorrer a rota que leva ao Planalto driblando debates, fugindo de entrevistas, recitando platitudes e elogiando o chefe a cada cinco minutos. Para que a história inteira se repetisse como farsa, só faltava um Fura-Fila, fantasia que enfeitou a temporada eleitoral de 1995. Não falta mais nada, avisam os apitos do trem fantasma que Lula e Dilma inventaram. O Fura-Fila de Pitta também tem sucessor.
Foi esse o codinome malandro de um “veículo leve sobre pneus” que, se cumprisse o que prometeu o candidato no horário eleitoral, resolveria no céu os congestionamentos em terra. Armado de plantas, maquetes, desenhos, números e listas de empresas interessadas na execução da grande obra do século 20, o candidato de Maluf impressionou a plateia com o milagre nos ares. Que metrô, que nada. A solução dos problemas de São Paulo e de todas as cidades do país passava pelo Fura-Fila.
Eleito pela popularidade de Maluf e pela insensatez dos paulistanos, Pitta começou a torrar dinheiro na inutilidade em 1997. Depois de alguns desmaios, a obra parou de vez. Quando o pior prefeito da história de São Paulo se foi, condenado a perder todas as eleições até morrer em 2009, ficaram as regiões degradadas, as ruínas das casas desapropriadas, as estações só esboçadas e os empreiteiros que haviam deixado ser ser milionários: tornaram-se bilionários, graças ao esqueleto medonho parcialmente ressuscitado em 2008 com o nome de Expresso Tiradentes.
Os paulistanos que acreditaram no candidato votaram numa mentira. Pitta foi a Dilma de Maluf. Como faltaram ao Fura-Fila, faltam ao trem fantasma verbas, projetos detalhados, cronogramas, rotas definidas, parceiros confiáveis ─ tudo. Se as obras começassem neste instante, não seriam concluídas em menos de oito anos. A autora do Discurso sobre o Nada promete um quilômetro de trilhos por dia, uma estação por semana e um ramal por mês. E garante que o colosso será inaugurado antes da Olimpíada de 2016. Em qualquer país sério, seria denunciada como farsante. No Brasil, é tratada como candidata.
São Paulo descobriu tarde demais a fraude que Maluf consumou e Lula tenta agora reeditar em escala nacional. Não conseguirá. Além de demonstrar que o trem-bala é o Fura-Fila do século 21, a sequência de debates entre os candidatos cuidará de escancarar a advertência: Dilma Rousseff é o Celso Pitta de Lula.
Ambos deslumbrados com pesquisas de opinião favoráveis, o prefeito Paulo Maluf em 1995 e o presidente Lula em 2007 deduziram que conseguiriam eleger qualquer sucessor. Preocupados exclusivamente com o próprio futuro, olhos concentrados no umbigo, ambos resolveram escolher uma criatura que não tivesse autonomia de voo para transformar-se em sucessor político do criador. E procuraram, aconselhados por marqueteiros, figuras que camuflassem com qualquer traço incomum a conveniente mediocridade.
Maluf encontrou no secretariado municipal um negro economista. Lula encontrou no ministério uma mulher economista. Até o lançamento das candidaturas, os eleitores não conheciam sequer a voz das duas nulidades. Foi Maluf quem fez São Paulo, repetiu o prefeito ao apresentar o candidato. Mas foi Celso Pitta, secretário de Finanças, quem arranjou o dinheiro. Foi Lula quem planejou a reconstrução do Brasil, repetiu o presidente ao apresentar a candidata. Mas quem fez a coisa acontecer foi Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil e Mãe do PAC.
Assessorado pelo marqueteiro Duda Mendonça, Pitta atravessou a campanha esquivando-se de debates, evitando entrevistas, declamando banalidades e elogiando o chefe de meia em meia hora. Assessorada pelo marqueteiro João Santana, que foi pupilo e sócio de Duda, Dilma tenta percorrer a rota que leva ao Planalto driblando debates, fugindo de entrevistas, recitando platitudes e elogiando o chefe a cada cinco minutos. Para que a história inteira se repetisse como farsa, só faltava um Fura-Fila, fantasia que enfeitou a temporada eleitoral de 1995. Não falta mais nada, avisam os apitos do trem fantasma que Lula e Dilma inventaram. O Fura-Fila de Pitta também tem sucessor.
Foi esse o codinome malandro de um “veículo leve sobre pneus” que, se cumprisse o que prometeu o candidato no horário eleitoral, resolveria no céu os congestionamentos em terra. Armado de plantas, maquetes, desenhos, números e listas de empresas interessadas na execução da grande obra do século 20, o candidato de Maluf impressionou a plateia com o milagre nos ares. Que metrô, que nada. A solução dos problemas de São Paulo e de todas as cidades do país passava pelo Fura-Fila.
Eleito pela popularidade de Maluf e pela insensatez dos paulistanos, Pitta começou a torrar dinheiro na inutilidade em 1997. Depois de alguns desmaios, a obra parou de vez. Quando o pior prefeito da história de São Paulo se foi, condenado a perder todas as eleições até morrer em 2009, ficaram as regiões degradadas, as ruínas das casas desapropriadas, as estações só esboçadas e os empreiteiros que haviam deixado ser ser milionários: tornaram-se bilionários, graças ao esqueleto medonho parcialmente ressuscitado em 2008 com o nome de Expresso Tiradentes.
Os paulistanos que acreditaram no candidato votaram numa mentira. Pitta foi a Dilma de Maluf. Como faltaram ao Fura-Fila, faltam ao trem fantasma verbas, projetos detalhados, cronogramas, rotas definidas, parceiros confiáveis ─ tudo. Se as obras começassem neste instante, não seriam concluídas em menos de oito anos. A autora do Discurso sobre o Nada promete um quilômetro de trilhos por dia, uma estação por semana e um ramal por mês. E garante que o colosso será inaugurado antes da Olimpíada de 2016. Em qualquer país sério, seria denunciada como farsante. No Brasil, é tratada como candidata.
São Paulo descobriu tarde demais a fraude que Maluf consumou e Lula tenta agora reeditar em escala nacional. Não conseguirá. Além de demonstrar que o trem-bala é o Fura-Fila do século 21, a sequência de debates entre os candidatos cuidará de escancarar a advertência: Dilma Rousseff é o Celso Pitta de Lula.
Só 5,7% das escolas brasileiras têm o nível de países desenvolvidos
Revista Veja
Somente 5,7% das escolas públicas brasileiras conseguiram alcançar nota 6 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério da Educação (MEC). Seis é a nota estipulada como meta pelo governo para as escolas públicas do país. Isso porque essa é a média registrada em países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – o que a torna um padrão internacional de qualidade.
O Ideb foi criado em 2005, como parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino. O índice utiliza escala de zero a dez pontos e é medido a cada dois anos. O objetivo é que o país, a partir do alcance das metas municipais e estaduais, chegue à nota seis em 2021.
No Ideb de 2009, divulgado nesta segunda, o Brasil alcançou nota 4,6 nos anos iniciais de estudo e nota 4 nos anos finais. No indicador estão reunidos dois conceitos fundamentais para a qualidade da educação: o fluxo escolar (taxas de aprovação, reprovação e evasão obtidas no censo da educação básica) e as médias de desempenho nas avaliações Prova Brasil e Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
Apenas 109 escolas em todo o país conseguiram alcançar a nota 6 entre os alunos do segundo ciclo do ensino fundamental – da 5ª a 8ª série. Esse número corresponde a 0,3% do total. Dessas escolas, 28 estão no estado de São Paulo, mas apenas uma na capital: a Escola de Aplicação da Universidade de São Paulo.
Já nos anos iniciais do ensino fundamental (da 1ª a 4ª séries), 3.235 escolas obtiveram nota maior ou igual a 6 – 6,7% do total. Nenhuma dessas instituições está localizada na capital paulista. O estado de São Paulo, porém, engloba 10 das 19 escolas que atingiram notas acima de 8. O colégio mais bem colocado no ranking é a Escola Municipal Aparecida Elias Draibe, em Cajuru, no interior de SP.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, considera normal que a melhora no índice seja proporcionalmente maior nos anos iniciais do ensino fundamental. “Vínhamos de um período de recessão educacional, de queda de proficiência. Quando a educação começa a melhorar, é como uma onda; a arrancada mais forte se dá nos anos iniciais e se propaga, ao longo do tempo, nos finais e no ensino médio.”
“O Brasil está numa trajetória ascendente e consistente pelo quarto ano consecutivo. Ainda estamos distantes da meta de 2021, mas com a esperança renovada de que será alcançada”, continuou o ministro. Entre os fatores que influenciam na melhoria da qualidade da educação, segundo o ministro, estão as ações que compõem o PDE – da creche à pós-graduação – e a mobilização natural das redes e escolas a favor do cumprimento das metas do Ideb estabelecidas para cada uma.
Somente 5,7% das escolas públicas brasileiras conseguiram alcançar nota 6 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério da Educação (MEC). Seis é a nota estipulada como meta pelo governo para as escolas públicas do país. Isso porque essa é a média registrada em países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – o que a torna um padrão internacional de qualidade.
O Ideb foi criado em 2005, como parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino. O índice utiliza escala de zero a dez pontos e é medido a cada dois anos. O objetivo é que o país, a partir do alcance das metas municipais e estaduais, chegue à nota seis em 2021.
No Ideb de 2009, divulgado nesta segunda, o Brasil alcançou nota 4,6 nos anos iniciais de estudo e nota 4 nos anos finais. No indicador estão reunidos dois conceitos fundamentais para a qualidade da educação: o fluxo escolar (taxas de aprovação, reprovação e evasão obtidas no censo da educação básica) e as médias de desempenho nas avaliações Prova Brasil e Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
Apenas 109 escolas em todo o país conseguiram alcançar a nota 6 entre os alunos do segundo ciclo do ensino fundamental – da 5ª a 8ª série. Esse número corresponde a 0,3% do total. Dessas escolas, 28 estão no estado de São Paulo, mas apenas uma na capital: a Escola de Aplicação da Universidade de São Paulo.
Já nos anos iniciais do ensino fundamental (da 1ª a 4ª séries), 3.235 escolas obtiveram nota maior ou igual a 6 – 6,7% do total. Nenhuma dessas instituições está localizada na capital paulista. O estado de São Paulo, porém, engloba 10 das 19 escolas que atingiram notas acima de 8. O colégio mais bem colocado no ranking é a Escola Municipal Aparecida Elias Draibe, em Cajuru, no interior de SP.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, considera normal que a melhora no índice seja proporcionalmente maior nos anos iniciais do ensino fundamental. “Vínhamos de um período de recessão educacional, de queda de proficiência. Quando a educação começa a melhorar, é como uma onda; a arrancada mais forte se dá nos anos iniciais e se propaga, ao longo do tempo, nos finais e no ensino médio.”
“O Brasil está numa trajetória ascendente e consistente pelo quarto ano consecutivo. Ainda estamos distantes da meta de 2021, mas com a esperança renovada de que será alcançada”, continuou o ministro. Entre os fatores que influenciam na melhoria da qualidade da educação, segundo o ministro, estão as ações que compõem o PDE – da creche à pós-graduação – e a mobilização natural das redes e escolas a favor do cumprimento das metas do Ideb estabelecidas para cada uma.
Reposição de mata nativa pode dar lucro, dizem pesquisadores da USP
Folha Online
O ecólogo Sérgius Gandolfi caminha na floresta e para diante de um jequitibá de 15 metros de altura. São pouco mais de 16h, mas já começa a escurecer sob aquele trecho de mata atlântica em Iracemápolis, interior paulista.
Gandolfi aponta o chão, onde brotam "filhas" do jequitibá e de outras árvores. "Isso mostra que a floresta está funcionando", diz.
O que é uma grande notícia: afinal, há apenas 23 anos, aquilo que hoje é mata fechada era um canavial. A mata ali é resultado de replantio numa área de preservação permanente (APP).
Essa e outras experiências de reposição de mata nativa em áreas devastadas estão no foco de uma polêmica nacional nesta semana.
Hoje, em Brasília, o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) deve apresentar a uma comissão especial da Câmara a versão final de seu projeto de reforma no Código Florestal, a lei de 1965 que protege as florestas do país.
O projeto de Rebelo visa adequar a maior parte dos agricultores do Brasil à lei.
Para isso, deve reduzir a proteção às APPs (margens de rio, encostas, várzeas e topos de morro) e dispensar cerca de 90% dos proprietários de terra de replantar florestas na reserva legal -fração de uma propriedade que deve ser mantida como mata.
A anistia a desmatamentos já feitos na reserva legal é uma antiga bandeira dos ruralistas. "É um custo com o qual nós não podemos arcar e tem eficiência questionável do ponto de vista biológico", argumenta o pecuarista Assuero Veronez, da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).
REFAZENDA
Sérgius Gandolfi e seus colegas do Lerf (Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal) da USP de Piracicaba querem provar o contrário.
Segundo eles, é possível repor ao menos parte dos 43 milhões de hectares de reserva legal estipulados pelo código atual. E dá até para fazer dinheiro com isso.
A ideia está sendo testada em uma área de 300 hectares da fazenda Guariroba, em Campinas. Ali, eles plantaram há quatro anos uma floresta que, esperam os cientistas, será a primeira reserva legal para proteção da biodiversidade e produção de madeira da mata atlântica.
O Lerf criou um método que permite "recriar florestas tropicais com alta diversidade em qualquer lugar".
O truque: plantar pelo menos 80 espécies, numa ordem tal que árvores nobres, como jequitibás e cedros, possam crescer à sombra de plantas de desenvolvimento rápido, como quaresmeiras.
Não é barato. Implantar uma reserva custa de R$ 10 mil a R$ 12 mil por hectare em dois anos. A cana rende R$ 500 por hectare/ano.
"Você precisa de 20 anos da renda da cana para poder pagar um hectare de floresta", diz Giselda Durigan, pesquisadora do Instituto Florestal e uma das maiores autoridades do país em restauração. Ela é cética em relação à reposição de reserva legal.
MERCADO FUTURO
Os pesquisadores do Lerf apostam em tirar essa diferença transformando as reservas legais em polos produtores de madeira.
Após dez anos, seria possível cortar as árvores pioneiras para fazer lenha e carvão vegetal. Após 20 a 30 anos, viria a exploração das árvores nobres. Nesse período, o produtor que refizesse a mata poderia ganhar até R$ 500 por hectare/ano com a produção de madeira.
"É duas vezes mais do que a renda de uma pastagem", diz Ricardo Rodrigues, coordenador do Lerf.
No quadragésimo ano, com as árvores nobres da propriedade já maduras, a renda subiria para quase R$ 2.000 por ano no pior cenário, e R$ 3.500 no melhor.
"A reserva legal pode ser um grande negócio", diz Gandolfi. Ele lembra que os Estados do Sudeste hoje são os maiores consumidores de madeira nativa, que vem quase toda da Amazônia. Produzir tal madeira em São Paulo valeria a pena.
E nem é preciso brigar com lavouras rentáveis como a cana e a laranja. Segundo o grupo, há na mata atlântica 7 milhões de hectares de áreas de baixa aptidão agrícola que poderiam ser aproveitadas.
"Nas áreas mais agricultáveis do Estado de São Paulo você tem aproveitamento de 70% da propriedade no máximo", diz André Nave, do Lerf. "O resto são trechos de baixa aptidão, com reflorestamento de exóticas [plantas que não são nativas do país, como o eucalipto] ou áreas abandonadas, que poderiam voltar a ser reserva legal."
Durigan compara a perspectiva de lucrar com a reserva legal à venda de indulgências pela Igreja Católica: pague agora, receba no Além. "No livro está tudo muito bonitinho, mas não sei se na prática funcionaria. Depende de uma série de providências, depende do mercado."
O ecólogo Sérgius Gandolfi caminha na floresta e para diante de um jequitibá de 15 metros de altura. São pouco mais de 16h, mas já começa a escurecer sob aquele trecho de mata atlântica em Iracemápolis, interior paulista.
Gandolfi aponta o chão, onde brotam "filhas" do jequitibá e de outras árvores. "Isso mostra que a floresta está funcionando", diz.
O que é uma grande notícia: afinal, há apenas 23 anos, aquilo que hoje é mata fechada era um canavial. A mata ali é resultado de replantio numa área de preservação permanente (APP).
Essa e outras experiências de reposição de mata nativa em áreas devastadas estão no foco de uma polêmica nacional nesta semana.
Hoje, em Brasília, o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) deve apresentar a uma comissão especial da Câmara a versão final de seu projeto de reforma no Código Florestal, a lei de 1965 que protege as florestas do país.
O projeto de Rebelo visa adequar a maior parte dos agricultores do Brasil à lei.
Para isso, deve reduzir a proteção às APPs (margens de rio, encostas, várzeas e topos de morro) e dispensar cerca de 90% dos proprietários de terra de replantar florestas na reserva legal -fração de uma propriedade que deve ser mantida como mata.
A anistia a desmatamentos já feitos na reserva legal é uma antiga bandeira dos ruralistas. "É um custo com o qual nós não podemos arcar e tem eficiência questionável do ponto de vista biológico", argumenta o pecuarista Assuero Veronez, da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).
REFAZENDA
Sérgius Gandolfi e seus colegas do Lerf (Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal) da USP de Piracicaba querem provar o contrário.
Segundo eles, é possível repor ao menos parte dos 43 milhões de hectares de reserva legal estipulados pelo código atual. E dá até para fazer dinheiro com isso.
A ideia está sendo testada em uma área de 300 hectares da fazenda Guariroba, em Campinas. Ali, eles plantaram há quatro anos uma floresta que, esperam os cientistas, será a primeira reserva legal para proteção da biodiversidade e produção de madeira da mata atlântica.
O Lerf criou um método que permite "recriar florestas tropicais com alta diversidade em qualquer lugar".
O truque: plantar pelo menos 80 espécies, numa ordem tal que árvores nobres, como jequitibás e cedros, possam crescer à sombra de plantas de desenvolvimento rápido, como quaresmeiras.
Não é barato. Implantar uma reserva custa de R$ 10 mil a R$ 12 mil por hectare em dois anos. A cana rende R$ 500 por hectare/ano.
"Você precisa de 20 anos da renda da cana para poder pagar um hectare de floresta", diz Giselda Durigan, pesquisadora do Instituto Florestal e uma das maiores autoridades do país em restauração. Ela é cética em relação à reposição de reserva legal.
MERCADO FUTURO
Os pesquisadores do Lerf apostam em tirar essa diferença transformando as reservas legais em polos produtores de madeira.
Após dez anos, seria possível cortar as árvores pioneiras para fazer lenha e carvão vegetal. Após 20 a 30 anos, viria a exploração das árvores nobres. Nesse período, o produtor que refizesse a mata poderia ganhar até R$ 500 por hectare/ano com a produção de madeira.
"É duas vezes mais do que a renda de uma pastagem", diz Ricardo Rodrigues, coordenador do Lerf.
No quadragésimo ano, com as árvores nobres da propriedade já maduras, a renda subiria para quase R$ 2.000 por ano no pior cenário, e R$ 3.500 no melhor.
"A reserva legal pode ser um grande negócio", diz Gandolfi. Ele lembra que os Estados do Sudeste hoje são os maiores consumidores de madeira nativa, que vem quase toda da Amazônia. Produzir tal madeira em São Paulo valeria a pena.
E nem é preciso brigar com lavouras rentáveis como a cana e a laranja. Segundo o grupo, há na mata atlântica 7 milhões de hectares de áreas de baixa aptidão agrícola que poderiam ser aproveitadas.
"Nas áreas mais agricultáveis do Estado de São Paulo você tem aproveitamento de 70% da propriedade no máximo", diz André Nave, do Lerf. "O resto são trechos de baixa aptidão, com reflorestamento de exóticas [plantas que não são nativas do país, como o eucalipto] ou áreas abandonadas, que poderiam voltar a ser reserva legal."
Durigan compara a perspectiva de lucrar com a reserva legal à venda de indulgências pela Igreja Católica: pague agora, receba no Além. "No livro está tudo muito bonitinho, mas não sei se na prática funcionaria. Depende de uma série de providências, depende do mercado."
Candidatos, patrimônio e custo de campanha - o declarado
Estadão
Os candidatos à Presidência entregaram nesta segunda-feira, 5 de julho, a relação de bens e os custos prováveis de campanha. Confirma os valores abaixo:
Presidente
Candidato: José Serra (PSDB)
Patrimônio: R$ 1.421.254,87
Vice: Índio da Costa (DEM):
Patrimônio: R$ 1.448.230,18
Custo de campanha do PSDB: R$ 180 milhões
Candidato: Dilma Rousseff (PT)
Patrimônio: R$ 1.066.347,40
Vice: Michel Temer (PMDB)
Patrimônio: R$ 6.052.778,30
Custo de campanha do PT: R$ 157 milhões
Candidata: Marina Silva (PV)
Patrimônio: R$ 149.264,38
Vice: Guilherme Leal (PV)
Patrimônio: R$ 1.197.729.991,00
Custo de campanha do PV: R$ 90 milhões
Governo de São Paulo
Candidato: Geraldo Alckmin (PSDB)
Patrimônio: R$ 940.800,73
Custo da campanha do PSDB: R$ 58 milhões
Candidato: Aloizio Mercadante (PT)
Patrimônio: R$ 460.875,70
Custo da campanha do PT: R$ 46 milhões
Candidato: Celso Russomanno (PP)
Patrimônio: R$ 1.129.077,00
Custo da campanha do PP: R$ 20 milhões
Candidato: Paulo Skaf (PSB)
Patrimônio: R$ 10.838.896,75
Custo de campanha do PSB: R$ 35 milhões
Candidadto: Fábio Feldmann (PV)
Patrimônio: R$ 946.000,00
Custo da campanha do PV: R$ 20 milhões
Do Blog: Vcs notaram como política é coisa de ricos e milionários e que os orçamentos de campanha são estratosféricamente altos? Como será que os "doadores" irão retornar o investimento feito com os candidatos? Sim, é investimento, vcs viram a grafia correta. Será que o retorno virá com licitações marcadas, cargos, favores, anúncios, e tantas roubos que nos acostumamos a ver impunimente se repetir, eleição após eleição? Reforma política já!
Os candidatos à Presidência entregaram nesta segunda-feira, 5 de julho, a relação de bens e os custos prováveis de campanha. Confirma os valores abaixo:
Presidente
Candidato: José Serra (PSDB)
Patrimônio: R$ 1.421.254,87
Vice: Índio da Costa (DEM):
Patrimônio: R$ 1.448.230,18
Custo de campanha do PSDB: R$ 180 milhões
Candidato: Dilma Rousseff (PT)
Patrimônio: R$ 1.066.347,40
Vice: Michel Temer (PMDB)
Patrimônio: R$ 6.052.778,30
Custo de campanha do PT: R$ 157 milhões
Candidata: Marina Silva (PV)
Patrimônio: R$ 149.264,38
Vice: Guilherme Leal (PV)
Patrimônio: R$ 1.197.729.991,00
Custo de campanha do PV: R$ 90 milhões
Governo de São Paulo
Candidato: Geraldo Alckmin (PSDB)
Patrimônio: R$ 940.800,73
Custo da campanha do PSDB: R$ 58 milhões
Candidato: Aloizio Mercadante (PT)
Patrimônio: R$ 460.875,70
Custo da campanha do PT: R$ 46 milhões
Candidato: Celso Russomanno (PP)
Patrimônio: R$ 1.129.077,00
Custo da campanha do PP: R$ 20 milhões
Candidato: Paulo Skaf (PSB)
Patrimônio: R$ 10.838.896,75
Custo de campanha do PSB: R$ 35 milhões
Candidadto: Fábio Feldmann (PV)
Patrimônio: R$ 946.000,00
Custo da campanha do PV: R$ 20 milhões
Do Blog: Vcs notaram como política é coisa de ricos e milionários e que os orçamentos de campanha são estratosféricamente altos? Como será que os "doadores" irão retornar o investimento feito com os candidatos? Sim, é investimento, vcs viram a grafia correta. Será que o retorno virá com licitações marcadas, cargos, favores, anúncios, e tantas roubos que nos acostumamos a ver impunimente se repetir, eleição após eleição? Reforma política já!
Serra e vice declaram cerca de R$ 1,4 milhão cada um à Justiça Eleitoral
Portal UOL
Ao fazer seu registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o candidato tucano à presidência, José Serra, declarou possuir um total de R$ 1,421 milhão em bens. Já a declaração de seu vice, Indio da Costa (DEM), registra um total de R$ 1,448 milhão.
Os advogados de Serra registraram no final da tarde desta segunda-feira a coligação "O Brasil Pode Mais", formada por PSDB, DEM, PPS, PTB, PMN e PT do B. A previsão é que a campanha do tucano gaste um total de R$ 180 milhões.
Entre os bens declarados de Serra, constam, por exemplo, três salas comerciais em São Paulo, uma casa de veraneio em Ibiúna (SP) e um total de R$ 240,6 mil em fundo de investimento financeiro.
Já Indio da Costa possui, entre outras coisas, dois terrenos, um ultraleve, uma embarcação e mais de R$ 400 mil em fundo de investimento.
Ao fazer seu registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o candidato tucano à presidência, José Serra, declarou possuir um total de R$ 1,421 milhão em bens. Já a declaração de seu vice, Indio da Costa (DEM), registra um total de R$ 1,448 milhão.
Os advogados de Serra registraram no final da tarde desta segunda-feira a coligação "O Brasil Pode Mais", formada por PSDB, DEM, PPS, PTB, PMN e PT do B. A previsão é que a campanha do tucano gaste um total de R$ 180 milhões.
Entre os bens declarados de Serra, constam, por exemplo, três salas comerciais em São Paulo, uma casa de veraneio em Ibiúna (SP) e um total de R$ 240,6 mil em fundo de investimento financeiro.
Já Indio da Costa possui, entre outras coisas, dois terrenos, um ultraleve, uma embarcação e mais de R$ 400 mil em fundo de investimento.
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