sábado, 24 de abril de 2010

PSDB não preparou São Paulo para o futuro, diz Dilma em SP


O senador Aloizio Mercadante, pré-candidato ao governo de SP, a ex-ministra Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência, e a ex-prefeita MartaSuplicy, pré-candidata ao Senado, no segundo dia do 17º Encontro Estadual do PT, realizado na sededo Sindicato dos Bancários, em São Paulo, no sábado (24). (Foto: VANESSA CARVALHO /AE)

Palavra do Blog:
Vamos ao fatos verdadeiros, sem milongas ou demagogia do diz-que-me-diz que eu nego.
Mercadante é Senador a quanto tempo? E nada fez para:
1- acabar com a imunidade parlamentar que protege politico corrupto.
2- Não apresentou projeto para acabar com o nepotismo e o apadrinhamento de cargos públicos.
3- Não ser omisso ou conivente com Sarney, Renan Calheiros e seus atos secretos
4- Que o Brasil parasse de ser o país da impunidade.
5- Ajudar o governo Lula a deixar de ser omisso e conivente com o MENSALÃO, onde sua turma (sim pois era a nata pensante e mandante de seu partido, o PT).
Marta Suplicy foi Deputada e prefeita de São Paulo.
1- Todos os íten de Mercadante e mais:
1.1 - Como deputada foi ver aprovada a lei Maria da Penha quantos anos depois?
1.2- Relaxa e goza é um expressão de um parlamentar da República?
1.3 - Depois de sua gestão na prefeitura São Paulo ficou mais protegida das enchentes?
1.4 - Depois de sua gestão São Paulo ficou mais culta, segura e honesta?
Dilma Rousseff foi terrorista, cassada pela ditadura e Ministra de Estado.
1- Todos os ítens de Mercadante e mais:
1.1 - O Brasil melhorou sua infra-estrutura a ponto de suportar seu crescimento?
1.2 - Evitou que o Brasil tenha mais apagões
1.3- Consegue definitivamente deixar de ser uma boneca de controle remoto do Lula?
1.4 - Parar de falar do passado e olhar para o futuro do país?
1.5- Conseguirá controlar o PT que quer o controle do Judiciário, o fechamento do Tribunal de Contas da União, a censura à imprensa e o controle da cultura pelo estado?
Quais ações estes senhores tomaram para colocar a ética, o respeito as leis e as instituições e a moralização da política na história futura deste país?

Nem sempre tão verde

Portal G1 - Galilleu - Por Felipe Pontes
A propaganda “verde” cresceu cerca de 10 vezes nos últimos 20 anos, e triplicou desde 2006, de acordo com consultoria de marketing ambiental TerraChoice. Sinal de que o discurso sustentável está em alta – o que não significa, necessariamente, que a ação ecológica também está.
Algumas empresas tentam tirar vantagem dessa onda verde, dizendo ao consumidor que seu produto é sustentável, quando não é. Essa malandragem ganhou o nome de greenwash (“lavagem verde”, em inglês). Em 2009, a TerraChoice analisou 2.219 produtos ecológicos nos Estados Unidos, e 98% deles apresentavam ao menos um problema de informação sobre suas características e qualidades. Por isso, é bom abrir o olho e checar se, de fato, os produtos são sustentáveis.

Farmácia da USP chama gays à 'Festa Brega' após jornal hostilizá-los

Portal G1 - Organizadores da tradicional "Festa Brega" da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP divulgaram nota neste sábado (24) para criticar e repudiar o jornal “O Parasita”, que incitava estudantes a agredir gays em troca de convites para a festa. Na sexta-feira (23), matéria do G1 mostrou que a página 2 do periódico, que é produzido por alunos do curso de farmácia, fazia a promoção polêmica.
“O Parasita lança um desafio, jogue merda em um viado, que você receberá, totalmente grátis, um convite de luxo para a Festa Brega 2010. Contamos com a colaboração de todos”, diz trecho do texto assinado por “Joãozinho Zé-Ruela”, pseudônimo do autor que ainda não foi identificado.

Dimitri Sales, coordenador de Políticas para a Diversidade Sexual, afirmou que também estuda a possibilidade de pedir o cancelamento da festa na Justiça. “Vou me reunir com os organizadores da festa para saber o que eles têm a dizer. Em princípio, eles negam qualquer vínculo com o jornal que publicou o texto homofóbico”, disse Sales por telefone. Ele também irá registrar boletim de ocorrência contra “O Parasita” na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) por injúria e incitação à violência. Isso deve ocorrer na segunda-feira (26).

Palavra do Blog: E pensar que grandeparte da população acredita que um profissional formado na USP é garantia de excelência. Pelo visto nesta reportagem, a muito tempo o processo de degradação da instituição vem fazendo dela uma fábrica cada vez mais produtiva de gênios e também de idiotas preconceituosos. Reproduzo abaixo nota da AAAFB da FCF-USP de repúdio ao ocorrido, o que não exime de responsabilidade a instituição no que diz respeito à qualidade da formação de seus alunos.

“São Paulo, 23 de abril de 2010.

NOTA OFICIAL
A Associação Atlética Acadêmica de Farmácia e Bioquímica, máxima entidade esportiva da Faculdade de Ciências Farmacêutica da Universidade de São Paulo (FCF – USP), vem à imprensa enfatizar que não está, de maneira alguma, vinculada à publicação independente intitulada “O Parasita” cujo conteúdo envergonha a todos os nossos representantes e associados. Sem ligação nem controle sobre o conteúdo da citada publicação, a Associação Atlética Acadêmica de Farmácia e Bioquímica afirma que é contra toda e qualquer forma de discriminação.
De forma desrespeitosa e leviana, a “Festa Brega”, evento realizado pela Associação Atlética Acadêmica de Farmácia e Bioquímica, foi citada na infeliz publicação que faz da nossa entidade vítima de uso indevido de imagem. A “Festa Brega” é o evento social mais tradicional das entidades estudantis da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, com histórico exemplar, sem qualquer repercussão negativa desde sua primeira edição, realizada em 1988, e em momento algum premiará pessoa alguma por condutas criminosas. A Associação Atlética Acadêmica de Farmácia e Bioquímica sempre assegurou e continuará assegurando o bem-estar de todos aqueles que participam de seus eventos.
A Associação Atlética Acadêmica de Farmácia e Bioquímica é uma entidade fundada em 1962 que visa promover atividades esportivas e sociais, fortalecendo a união e a harmonia.
Atenciosamente,
Fernando Diniz - Presidente
Agnaldo Rezende Junior - Vice Presidente
Alexandre de Castro Libanore - Diretor Social”

Gasto de Lula com publicidade sobe 48% em 6 anos

Desde 2003, início do governo, houve aumento de 1.300% no número de meios de comunicação com propaganda oficial


A propaganda do governo Luiz Inácio Lula da Silva chegou, no ano passado, a 7.047 veículos de comunicação de todo o País. O número é 1.312% superior ao de 2003, primeiro ano do governo Lula, quando 499 veículos receberam verba para divulgar a publicidade oficial.
De 2003 a 2009, a Presidência da República, ministérios e estatais gastaram R$ 7,7 bilhões com propaganda. Os gastos do ano passado, de R$ 1,17 bilhão, superaram em 48% os R$ 796,2 milhões investidos no primeiro ano de governo.
As despesas com propaganda em outdoor são as mais inconstantes nas planilhas da Secom. Curiosamente, de 2003 para cá, os picos de investimento nesse tipo de mídia se deram em 2004 e 2006, anos eleitorais.
Em 2006, quando o presidente Lula concorreu à reeleição, o governo gastou R$ 19,9 milhões com publicidade em outdoors - no ano anterior, 2005, a despesa fora de R$ 7,7 milhões e no ano seguinte, 2007, de R$ 3,4 milhões.
Sete anos. Em 2004, ano em que houve eleições municipais, há outro ponto fora da curva: as despesas chegaram a R$ 21 milhões. Somados, os gastos com publicidade oficial em outdoors nos anos eleitorais de 2004, 2006 e 2008 chegam a 60% da despesa total com esse tipo de mídia ao longo dos sete anos de governo Lula.

Palavra do Blog: Cumplice de Assassinato. É desde crime que todo governo, de qualquer partido deveria ser condenado, ao usar tamanha soma de dinheiro para se auto promover, sendo gasto com PROPAGANDA, quando milhares de pessoas vivem na pobreza, sem esgoto tratado, com crianças andando quilómetros para ir a uma escola e criminalidade em alta em todo o país. Sem falar de infraestruturA caindo aos pedaços, mortalidade infantil comparada á da Africa, fronteiras desprotegidas, tráfico de drogas e de armas, remédios caros, saúde deficiente etc, etc, etc, etc.
Quando entrará alguém de caráter e vergonha na cara e obrigará todo este dinheiro ser empregado na vida dos brasileiros, e não na propaganda de políticos vagabundos que não fazem nada e vendem imagem de grandes feitos?

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Petrobras sobe 7 posições em ranking das maiores empresas do mundo

A Petrobras subiu da 25ª para a 18ª posição no ranking da revista "Forbes" de maiores empresas do mundo, mantendo-se como a companhia brasileira mais bem colocada na lista. A classificação contabiliza vendas anuais em dólar, lucro, ativos e valor de mercado.
Bradesco (51ª), Banco do Brasil (52ª), Vale (80ª) e Itausa (82ª) são as outras brasileiras que aparecem na lista com 100 empresas.

Confira as dez maiores empresas do mundo, segundo a lista da Forbes
1º - JPMorgan Chase - 2º - General Electric - 3º - Bank of America - 4º - ExxonMobil - 5º - ICBC- 6º - Santander - 7º - Wells Fargo - 8º - HSBC - 9º - Royal Dutch Shell - 10º - BP (British Petroleum)

Veja todas as brasileiras na lista da Forbes com 2.000 empresas
18º - Petrobras -51º - Bradesco - 52º - Banco do Brasil - 80º - Vale - 82º - Itausa - 235º - Eletrobrás - 478º - CSN - 620º - Usiminas - 658º - Tele Norte Leste - 698º - JBS - 701º - Grupo Pão de Açúcar - 732º - Gerdau - 782º - Cemig - 864º - CPFL Energia - 919º - Braskem - 930º - BM&FBovespa - 942º - Redecard - 953º - BRF (Brasil Foods) - 980º - Fibria Celulose - 1.102º - Cielo - 1.190º - Ultrapar - 1.316º - Sabesp - 1.335º - Bradespar - 1.380º - CCR - 1.399º - Natura - 1.432º - Banrisul - 1.461º - OGX - 1.472º - Copel - 1.486º - Embraer - 1.648º - WEG- 1.680º - Net Serviços - 1.705º - Fosfertil - 1.813º - Sul America

Libertadores e a Maldição do Líder Geral

O Corinthians tentará o que nenhum clube conseguiu no atual formato da Libertadores: ser campeão depois de avançar ao mata-mata com a melhor campanha. Se quiser realizar o sonho de no ano do centenário ser campeão do torneio que virou uma obsessão, a equipe de Mano Menezes precisará atingir o feito inédito.

A "MALDIÇÃO" DO LÍDER GERAL

ANO - MELHOR CAMPANHA - ELIMINAÇÃO

2000- América de Cali - Oitavas de final
2001- Vasco - Quartas de final
2002 - América (México) - Semifinal
2003 - Corinthians - Oitavas de final
2004 - Santos - Quartas de final
2005 - River Plate - Semifinal
2006 - Vélez Sarsfield - Quartas de final
2007 - Santos - Semifinal
2008 - Fluminense - Final
2009 - Grêmio - Semifinal

Os símbolos das copas do mundo de futebol


Entrevista com Lucio - capital da Seleção Brasileira na copa de 2010

Qual é o segredo da defesa da Inter?
O nosso entrosamento, que vem com os treinos, e mais a amizade que temos fora do campo. Nós nos conhecemos bem, e isso ajuda bastante.

E esse entrosamento é levado para a seleção?
Ah sim, claro. Lá principalmente esse é um ponto decisivo para nós. Nos conhecemos melhor. Dessa forma, conseguimos um bom padrão de jogo e as vitórias acontecem. Nos últimos anos, a defesa brasileira tem melhorado bastante nas competições.

Houve alguma estratégia para marcar o Messi?
Até que não fizemos nenhuma grande armação, porque o grupo do Barcelona é muito forte. Se nos preocuparmos somente com o Messi, ainda sobram o Ibrahimovic, o Pedro, o Xavi, o Daniel Alves. Não temos o privilégio de marcar só o Messi. Na partida de terça-feira, foi fundamental a dedicação geral do grupo, porque todos marcavam. Quando um de nós não tinha a quem marcar diretamente, partia para a cobertura de um companheiro. A fórmula foi dedicação e superação de todos dentro de campo.

Qual atacante mais trabalho deu a você?
Vários já me deram muitos problemas. Mas ultimamente os piores foram Drogba (do Chelsea) e Ibrahimovic e Messi (ambos do Barcelona). Todos desequilibram, são os mais fortes que já enfrentei.

Às vezes parece que você fica muito irritado dentro de campo…
É que em muitas situações o lance exige esforço máximo, então não tem como deixar de fazer careta. Mas não fico bravo não. Dentro do campo conversamos muito, não ocorre qualquer problema entre a gente nem com o adversário. Eu jogo limpo, na bola, e me esforço muito.
Num lance do jogo de terça, você caiu e reclamou de dor no ombro. Algum problema?
Não. Tive uma pequena lesão no tendão, nada sério. Já está melhor com o tratamento. Foi só uma pancada, nada que preocupe.

Quais são as diferenças entre as seleções de 2002 e 2006?
Em 2002, a seleção tinha de especial o entrosamento. Todos tinham o mesmo pensamento de vencer, o mesmo empenho e dedicação. Essa força foi fundamental para ganhar, e com o toque especial da mão do treinador, que tinha o grupo bem formado e fechado. Em 2006, infelizmente, não conseguimos tudo isso. Houve muita badalação, a expectativa era muito grande e havia o favoritismo total. Acredito que ali, naquele momento, não soubemos controlar e canalizar tudo isso para o lado positivo. Infelizmente, fomos desclassificados. Como não ganhamos, só se procuram os pontos negativos, mesmo com os jogadores de qualidade que tínhamos.

E agora, em 2010?
Esse grupo também tem os pés no chão e o desejo muito grande de ganhar. Também tem humildade. Todos se sacrificam e se doam pelo objetivo. Essa seleção mostrou isso na Copa América, na Copa das Confederações, nas Eliminatórias, a cada jogo. Acredito que esse é o caminho a ser seguido, e assim temos mais chance de chegar ao título.

Você já se imaginou levantando a taça?
É uma situação complicada ficar toda hora pensando assim, mas sonho muito com isso. É meu objetivo e do grupo também. Não penso apenas em mim. Sei que seria o destaque naquele momento, como capitão, levantando a Copa, mas seria a vitória do grupo e não apenas a individual. Seria o reconhecimento do sacrifício de todos, o sonho dos jogadores, das famílias e da torcida brasileira. Mas a caminhada é longa.

Você também já pensou que pode não dar certo?
Claro. Temos de ver sob esta perspectiva também, porque na Copa tudo pode acontecer. Há outras seleções com o mesmo espírito. Sabemos das possibilidades e o principal é entrar em campo e deixar 110% de você lá dentro, a cada jogo. A cada partida é preciso fazer o melhor; fazer o que for possível, isso é fundamental. Em caso de derrota, tendo este comportamento dentro do campo, a aceitação dos jogadores e também da torcida é maior, porque todos sabem que entramos em campo para vencer e fizemos de tudo. Não pode faltar empenho.

Você já disse que jogou machucado em 2002. Jogador tem dor sempre?
Se um atleta for esperar para jogar ou treinar quando estiver somente 100% e sem dor, vai jogar poucas partidas por ano. Sempre tem um problema aqui e outro ali, não tem jeito. Tem de fazer tratamento durante os jogos, depois dos jogos… É assim mesmo: tem de se sacrificar e se doar muito. E não é só no futebol, é em todo esporte de alta performance.

E não dá medo de, faltando tão pouco para a Copa, acontecer uma lesão?
Temos de entrar em campo da mesma forma como fazemos em todos os jogos. Se mudar um pouco a atitude, se quiser se proteger um pouco mais, pode se prejudicar. Se disputar uma bola mais devagar, entrar numa jogada com excesso de cuidado, pode ter uma lesão, sim. Peço proteção a Deus e trabalho diariamente no fortalecimento da musculatura, para o corpo aguentar bem a dureza dos jogos. Mas sempre jogo firme e da mesma maneira.
(Por Silvio Nascimento

Ciro Gomes: depois de usado foi descartado

Ciro Gomes é do PSB, partido aliado do governo, ou do PT. Foi defensor ferrenho do governo nos dois mandatos e esperava ser o escolhido por Lula para sucedê-lo. Aconteceu de Lula escolher Dilma e levar o PSB a acompanhâ-lo. Ciro ficou sozinho. Insistiu que seria candidato pelo PSB a presidência (depois de abandonado, ou traído), porém não esperava ser traído (novamente) agora por seu próprio partido que não teve escolha - ou segue Lula e Dilma ou lança Ciro e fica sozinho - escolheu a primeira opção. Abaixo a entrevista de Ciro.

Lula:
“Lula está navegando na maionese. Ele está se sentindo o Todo-Poderoso e acha que vai batizar Dilma presidente da República. Pior: ninguém chega para ele e diz ‘Presidente, tenha calma’. No primeiro mandato eu cumpria esse papel de conselheiro, a Dilma, que é uma pessoa valorosa, fazia isso, o Márcio Thomaz Bastos fazia isso. Agora ninguém faz”.

Serra:
“Minha sensação agora é que o Serra vai ganhar esta eleição. Dilma é melhor do que o Serra como pessoa. Mas o Serra é mais preparado, mais legítimo, mais capaz. Mais capaz inclusive de trair o conservadorismo e enfrentar a crise que conheceremos em um ou dois anos.”
PSB[Eduardo Campos e Roberto Amaral, dirigentes do PSB] “não estão no nível que a História impõe a eles”.

Aloprados
“Sabe os aloprados do PT que tentaram comprar um dossiê contra os tucanos em 2006? Veremos algo assim de novo. Vai ser uma merda”.

Crise futura
“Em 2011 ou 2012, o Brasil vai enfrentar uma crise fiscal, uma crise cambial. Como estamos numa fase econômica e aparentemente boa, a discussão fica escondida. Mas precisa ser feita. Como o PT, apoiado pelo PMDB, vai conseguir enfrentar esta crise? Dilma não aguenta. Serra tem mais chances de conseguir”

Apoio a Dilma
“Não me peçam para ir à televisão declarar o meu voto, que eu não vou. Sei lá. Vai ver viajo, vou virar intelectual. Vou fazer outra coisa”.

De Reinaldo Azevedo em seu blog:

...Ciro foi convidado a fazer parte desse festim e a ter um naco do poder, como um peemedebista qualquer, regalando-se com alguma divisão do governo, onde pode fazer seus pequenos grandes negócios. O deputado do PSB queria mais: queria ser protagonista na política. Não existe esse espaço no PT.
Lula foi esvaziando Ciro com a técnica e a paciência de um taxidermista. Tirou-lhe a vitalidade eleitoral e o encheu de palha, de modo que ele pudesse conservar, durante algum tempo ao menos, a aparência de figura relevante na sucessão. Até que chegou a hora do golpe: a visita de Dilma Rousseff ao Ceará, o que, vamos convir, foi de um desrespeito brutal.
Notem que narrativa interessante: o petista levou Ciro a transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo e despachou Dilma para fazer embaixadinha no Ceará. Em suma: deu-lhe de presente o que ele jamais terá — São Paulo — e tentou lhe roubar o que ele tinha: o Ceará. O jornalismo amigo do PT tentou atribuir a visita de Dilma àquele estado a um erro da candidata ou da coordenação de campanha. Bobagem! Pode até ter sido um erro, mas cometido pela cúpula do partido. Nem isso cabe a Dilma decidir. Não custa lembrar que até para evocar palavras de otimismo, como fez no programa do tal Datena, ela recorre a Lula — ou, pior, à mãe de Lula.
A forma como o lulo-petismo trata um aliado dá conta do que esse gente gostaria de fazer com adversários. O escândalo dos aloprados, que Ciro relembra em sua entrevista, dá uma pista.
O PT tem um norte moral: tudo o que não serve à hegemonia do partido deve ser destruído. E, bem…, no que diz respeito à relação Ciro Gomes-PT (consulte o arquivo do blog), não foi por falta de aviso.

Dilma: mulher é desinformada

As pesquisas eleitorais divergem em muita coisa, menos numa: as mulheres preferem Serra. Na pesquisa do Ibope divulgada anteontem, por exemplo, Serra aparece com onze pontos percentuais a mais que Dilma quando computados os votos apenas das mulheres.
Parte da estratégia de campanha do PT, centra-se justamente no ineditismo de uma mulher poder ser presidente da República pela primeira vez. Mas, e então, as mulheres rejeitam Dilma? Na cúpula de sua campanha a explicação é dada num tom politicamente incorreto. Diz um integrante do alto comando:
- Mulher é tradicionalmente desinformada.

Palavra do Blog: vindo de uma mulher é uma mea-culpa?

Dilma defende PMDB: 'há corrupção em todos os lugares'

VEJA - Eleições 2010, 23 de abril
No dia em que o governo começou a acertar com o PSB a retirada de Ciro Gomes do páreo presidencial, a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, defendeu o aliado PMDB. Em entrevista à Rádio 730, de Goiânia, Dilma afirmou que a corrupção pode acontecer "em todos os lugares" e deu estocada em Ciro ao dizer que ninguém deve ter a "soberba" de associá-la a um determinado partido.

Palavras da candidata

"A questão da corrupção não pode ser confundida com um partido ou uma sigla", afirmou a pré-candidata à Presidência. "Os seres humanos são diferentes, a corrupção é uma questão de desvio de conduta e isso pode acontecer em todos os lugares. A gente não pode ter essa soberba ao analisar os outros."

Ciro bombardeou a parceria dos petistas com o PMDB. Dono de língua afiada, chegou a dizer que aliança entre o PT e o PMDB era "terreno fértil" para a corrupção e um "roçado de escândalos semeados".

Indignação do Blog: Ver um candidato a presidente de um país se conformar com a corrupção ao invés de mostrar os dentes, salivando de sede de vingança contra a impunidade, não merece nosso voto. Nosso povo humilhado e exposto à vergonha e a miséria, tem na corrupção seu pior inimigo, e vemos a candidata simplesmente se conformar, ou seja, já dizendo que se eleita, nada vai mudar, afinal como dizia seu mestre, isso acontece em todo lugar.

Deprimente.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Danilo Couto é candidato ao oscar do surf

Com uma onda surfada no dia de Natal, big rider concorre ao 'Oscar' na categoria maior onda. Premiação é nesta sexta-feira, na Califórnia

Quais são suas maiores lembranças daquele dia? Imaginou que, com aquela onda, chegaria à final?

Foi na manhã de Natal, e não tinha tanta gente na água, só os mais fissurados. Aquela onda foi às 8h25m, bem na hora de abrir os presentes. Eu disse à minha filha que meu presente estava no mar e que tinha que ir lá recebê-lo. Eu e o Rodrigo Resende, parceiro que me puxou, até comentamos no fim da onda. Olhamos um para o outro, olhamos para o mar, estava tudo branco, o mar balançado, situação típica após quebrar uma bomba. Sabíamos que era uma das maiores do dia. Mas só depois de ver imagem e, comparando as outras, vi que tinha chances.


Alguma vez ficou decepcionado por não ter sido selecionado?


Ja fui finalista deste concurso por três vezes: 2004 (maior onda), 2005 (maior tubo) e 2007(melhor performance). Na verdade, não pego onda grande pensando em ser finalista do concurso. Isso pode ser o motivo errado... Surfar nestes dias pensando no prêmio. Por prazer, queremos sempre pegar a maior onda possível, no maior dia do ano, e, se tudo se encaixar, poderá ser finalista do concurso e, quem sabe, ganhar o titulo.


O Brasil está sendo mais reconhecido no surfe de ondas grandes?


A potência do Brasil em ondas grandes já é reconhecida há muito tempo. Carlos Burle, Resende e Eraldo Gueiros são de uma geração anterior e há muitos anos fazem parte da elite mundial. Atualmente, desponta uma nova geração que já mostra levar jeito. A tradição do brasileiro nas ondas gigantes continua e se fortalece a cada ano que passa.


Dá para fazer planejamento de viagem? Ou é sempre uma surpresa?


O plano é estar preparado fisicamente e mentalmente e com equipamento em mãos os 365 dias do ano para entrar no avião a qualquer momento. O dia gigante é perfeito. Às vezes surge quando você menos espera. Estar atento e preparado a todo momento faz a diferença. Não é brincadeira passar às vezes 36 horas entre voos e aeroportos e em seguida enfrentar 20m de onda. O trabalho é serio. Surfistas de ondas grandes precisam ser corajosos.


Do que você tem medo?


A coragem é necessária, porem sensatez para ter longevidade no esporte também é importante. Quero surfar estas ondas por muito tempo ainda. Tenho medo da destruição do planeta pelo ser humano. E o planeta já começou a sentir, com terremotos e tsunamis como consequência.

Nova nota de 100 dolares

Portal Epoca - Foi apresentada nesta quarta-feira (21) nos Estados Unidos a nota de US$ 100 com novos elementos antifalsficação. A cédula começará a circular em 10 de fevereiro do ano que vem.
O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e o Serviço Secreto dos EUA lançaram a nota, que tem uma fita de segurança em 3D, com imagens de sinos e inscrições com o número 100, que mudam de uma para outra de acordo com a inclinação do papel, e a imagem de um sino que muda de cobre para verde.
As notas atuais continuarão a valer. Não será necessário trocá-las pelas novas.
Foto: AP Photo/Manuel Balce Ceneta

Manchester United é o clube mais rico do mundo, diz 'Forbes'


O Estadão - EFE

Time inglês vale 1,190 bilhão de libras, 331 milhões de libras acima do patrimônio do Real Madrid
O Manchester United foi considerado o clube de futebol mais rico do mundo pela revista Forbes, que avaliou a entidade em 1,190 bilhão de libras (1,374 bilhão de euros, ou R$ 3,2 bilhão), 383 milhões de euros (cerca de R$ 897 milhões) acima do patrimônio do Real Madrid.
Conforme a Forbes, o atual campeão da Premier League e segundo na classificação geral a três rodadas do fim do campeonato supera o clube espanhol, avaliado em 859 milhões de libras (991 milhões de euros, ou R$ 2,3 bilhões).
Para o cálculo foi levado em conta o dinheiro que o clube recebe: patrocínio, venda de ingressos e a comercialização de artigos esportivos.
No entanto, as estimativas da lista 'Money League', publicada todos os anos pela empresa contábil Deloitte, declararam o Real Madrid e o Barcelona como os mais ricos da Europa no início de março, ranking que a equipe de Florentino Pérez lidera pelo quinto ano consecutivo.
Agora uma nova classificação deixa o Real Madrid em segundo, à frente do Arsenal, cujo patrimônio foi avaliado pela Forbes em 767 milhões de libras (884 milhões de euros, ou R$ 2,1 bilhões), e do Barcelona, quarto classificado.
A lista da Forbes inclui 20 clubes de futebol, entre estes estão as seis equipes do Premier League e o Newcastle United, que agora está na segunda divisão inglesa.

50 anos de Brasilia - O retrato


Faroeste Caboclo - (Renato Russo)

- Não tinha medo o tal João de Santo Cristo,
Era o que todos diziam quando ele se perdeu.
Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda
Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu.
Quando criança só pensava em ser bandido,
Ainda mais quando com um tiro de um soldado o pai morreu
Era o terror da cercania onde morava
E na escola até o professor com ele aprendeu.
Ia pra igreja só pra roubar o dinheiro
Que as velhinhas colocavam na caixinha do altar.
Sentia mesmo que era mesmo diferente
Sentia que aquilo ali não era o seu lugar
Ele queria sair para ver o mar
E as coisas que ele via na televisãoJuntou dinheiro para poder viajar
E de escolha própria, escolheu a solidão
Comia todas as menininhas da cidade
De tanto brincar de médico, aos doze era professor.
Aos quinze, foi mandado para o reformatório
Onde aumentou seu ódio diante de tanto terror.
Não entendia como a vida funcionava
-Discriminação por causa da sua classe ou sua cor
Ficou cansado de tentar achar resposta
E comprou uma passagem, foi direto a Salvador.
E lá chegando foi tomar um cafezinho
E encontrou um boiadeiro com quem foi falar
E o boiadeiro tinha uma passagem e ia perder a viagem
Mas João foi lhe salvarDizia ele: – Estou indo pra Brasília
Neste país lugar melhor não há.
Estou precisando visitar a minha filha
Então fico aqui e você vai no meu lugar.
E João aceitou sua proposta e num ônibus entrou no Planalto Central
Ele ficou bestificado com a cidadeSaindo da rodoviária, viu as luzes de Natal.
- Meu Deus, mas que cidade linda,
No ano-novo eu começo a trabalhar.
Cortar madeira, aprendiz de carpinteiro
Ganhava três mil por mês em Taguatinga
Na sexta-feira ia pra zona da cidade
Gastar todo o seu dinheiro de rapaz trabalhador
E conhecia muita gente interessante
Até um neto bastardo do seu bisavô:
Um peruano que vivia na Bolívia
E muitas coisas trazia de láSeu nome era Pablo e ele dizia
Que um negócio ele ia começar.
E o Santo Cristo até a morte trabalhava
Mas o dinheiro não dava pra ele se alimentar
E ouvia às sete horas o noticiário
Que sempre dizia que o seu ministro ia ajudar
Mas ele não queria mais conversa e decidiu que,como Pablo, ele ia se virar
Elaborou mais uma vez seu plano santo
E, sem ser crucificado, a plantação foi começar.
Logo logo os malucos da cidade souberam da novidade:
- Tem bagulho bom ai!
E João de Santo Cristo ficou rico
E acabou com todos os traficantes dali.
Fez amigos, freqüentava a Asa Norte
E ia pra festa de rock, pra se libertar
Mas de repenteSob uma má influência dos boyzinhos da cidade
Começou a roubar.
Já no primeiro roubo ele dançou
E pro inferno ele foi pela primeira vez
Violência e estupro do seu corpo
- Vocês vão ver, eu vou pegar vocês.
Agora o Santo Cristo era bandido
Destemido e temido no Distrito Federal
Não tinha nenhum medo de polícia
Capitão ou traficante, playboy ou general.
Foi quando conheceu uma menina
E de todos os seus pecados ele se arrependeu.
Maria Lúcia era uma menina linda
E o coração delePra ela o Santo Cristo prometeu
Ele dizia que queria se casar
E carpinteiro ele voltou a ser
- Maria Lúcia, pra sempre vou te amar
E um filho com você eu quero ter.
O tempo passa e um dia vem à porta um senhor de alta classe com dinheiro na mão
E ele faz uma proposta indecorosa e diz que espera uma resposta.
Uma resposta do João:
- Não boto bomba em banca de jornal nem em colégio de criança
Isso eu não faço não
E não protejo general de dez estrelas, que fica atrás da mesa
Com o cu na mão.
E é melhor senhor sair da minha casa
Nunca brinque com um Peixes com ascendente Escorpião.
Mas antes de sair, com ódio no olhar, o velho disse:
- Você perdeu sua vida, meu irmão.
Você perdeu a sua vida meu irmão.
Você perdeu a sua vida meu irmão
Essas palavras vão entrar no coração
E Eu vou sofrer as conseqüências como um cão.
Não é que o Santo Cristo estava certo
Seu futuro era incerto e ele não foi trabalhar
Se embebedou e no meio da bebedeira descobriu que tinha outro
Trabalhando em seu lugar
Falou com Pablo que queria um parceiro
E também tinha dinheiro e queria se armar
Pablo trazia o contrabando da Bolívia e Santo Cristo revendia em Planaltina
Mas acontece que um tal de Jeremias, traficante de renome,
Apareceu por lá
Ficou sabendo dos planos de Santo Cristo
E decidiu que, com João ele ia acabar.
Mas Pablo trouxe uma Winchester-22
E Santo Cristo já sabia atirar
E decidiu usar a arma só depois
Que Jeremias começasse a brigar
(O Jeremias, maconheiro sem-vergonha, organizou a RockonhaE fez todo mundo dançar)
Desvirginava mocinhas inocentes
E dizia que era crente mas não sabia rezar
E Santo Cristo há muito não ia pra casa
E a saudade começou a apertar
- Eu vou embora, eu vou ver Maria Lúcia
Já tá em tempo de a gente se casar.
Chegando em casa então ele chorou
E pro inferno ele foi pela segunda vez
Com Maria Lúcia Jeremias se casou
E um filho nela ele fez.
Santo Cristo era só ódio por dentro e então o Jeremias pra um duelo ele chamou
Amanhã às duas horas na Ceilândia, em frente ao lote 14, é pra lá que eu vou
E você pode escolher as suas armas que eu acabo mesmo com você, seu porco traidor
E mato também Maria Lúcia, aquela menina falsa pra quem jurei o meu amor
Santo Cristo não sabia o que fazer
Quando viu o repórter da televisão
Que deu notícia do duelo na TV
Dizendo a hora e o local e a razão
No sábado então, às duas horas, todo o povo
Sem demora foi lá só para assistir
Um homem que atirava pelas costas e acertou o Santo Cristo
E começou a sorrir.Sentindo o sangue na garganta,
João olhou pras bandeirinhas e pro povo a aplaudir
E olhou pro sorveteiro e pras câmeras eA gente da TV que filmava tudo ali.
E se lembrou de quando era uma criança e de tudo o que vivera até ali
E decidiu entrar de vez naquela dança
- Se a via-crucis virou circo, estou aqui.
E nisso o sol cegou seus olhos e então Maria Lúcia ele reconheceu
Ela trazia a Winchester-22A arma que seu primo Pablo lhe deu
- Jeremias, eu sou homem. coisa que você não é.
E não atiro pelas costas não.
Olha pra cá filha-da-puta, sem-vergonha
Dá uma olhada no meu sangue
E vem sentir o teu perdão.
E Santo Cristo com a Winchester-22
Deu cinco tiros no bandido traidorMaria Lúcia se arrependeu depois
E morreu junto com João, seu protetor
E o povo declarava que João de Santo Cristo era santo porque sabia morrer
E a alta burguesia da cidade não acreditou na estória que eles viram na TVE
João não conseguiu o que queria quando veio pra Brasília, com o diabo ter
Ele queria era falar pro presidente
Pra ajudar toda essa gente
Que só faz sofrer.

Louis Vuitton e o futebol

Maradona, Pelé e Zidane jogam pebolin para a campanha da Louis Vuitton.

Imagens do Sol em alta definição






O Estadão - A Nasa acaba de divulgar as primeiras imagens do Sol feitas pelo satélite SDO (Solar Dynamics Observatory), com uma resolução dez vezes maior do que a das melhores TVs de alta definição disponíveis no mercado. O SDO, lançado em 11 de fevereiro, é o instrumento mais moderno já desenvolvido para o estudo da nossa estrela mãe, o Sol.
Digo “estrela mãe” porque, sem ela, a gente realmente não existiria … não no sentido astrológico da coisa, mas no sentido físico-químico-biológico mesmo. Sem a energia do Sol para fazer fotossíntese, não haveria plantas. Sem as plantas, não haveria animais herbívoros. Sem os herbívoros, não haveria carnívoros. Nem onívoros. Consequentemente, não haveria seres humanos. Na melhor das hipóteses, a vida na Terra estaria confinada às profundezas do oceano, onde a luz não chega nunca e os micróbios se alimentam diretamente de compostos químicos que “vazam” por fendas e chaminés do interior do planeta. Aí tem os crustáceos e vermes que se alimentam desses micróbios, e os peixes e polvos que se alimentam desses crustáceos e vermes, e assim por diante … lá no fundo ninguém precisa de luz.
Mas nós, aqui em cima, precisamos sim, e MUITO! Então, quanto mais pudermos aprender sobre o Sol, melhor — apesar de não termos absolutamente nenhuma influência sobre o funcionamento dele.
Vale sempre lembrar que o Sol é uma gigantesca bola de gás, em que átomos de hidrogênio são fundidos pela força da gravidade, produzindo átomos de hélio e liberando gigantescas quantidades de energia no processo (fusão atômica). Na foto acima, as cores representam diferentes temperaturas de gases medidas pelos instrumentos do SDO, no espectro do ultravioleta extremo. As partes mais avermelhadas estão a 10 mil graus Celsius e as partes mais verdes e azuis, a 100 mil graus Celsius.
Para efeito de proporção de tamanho, se a Terra fosse colocada sobre o Sol, seria como a cabeça de alfinete espetado sobre uma bola de futebol. Imagine só!







quarta-feira, 21 de abril de 2010

Dilma x Serra

O Estadão - Do Blohg do Reinaldo Azevedo.

O rombudo estilo pessoal da ex-ministra combina com a tática de terra arrasada que vem adotando. E essa é inseparável da estratégia ditada por Lula de confinar a competição pelo Planalto a um plebiscito ou, como se diz em dialeto petista, a um enfrentamento entre “nós e eles”. O Serra de verdade se apresenta como candidato do que se pode chamar “continuança” - um híbrido da continuidade com a mudança. Por isso fala em “fazer mais”, não em “fazer o oposto”. O mote não deriva apenas da avaliação realista de que investir contra um presidente que flutua nas nuvens da popularidade é suicídio político. Resulta também da convicção de que o Brasil avançou em muitos aspectos por ter Lula sabido usar e expandir a “herança maldita” que lhe tocou.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Livro de Lewis Carroll foi um dos grandes precursores do modernismo


O filme de Tim Burton é o melhor convite dos últimos tempos para que novos leitores fiquem “mais e mais curiosos” (parafraseando o que diz Alice depois de comer o bolo que a faz crescer) e descubram um dos grandes clássicos da literatura – que na verdade são dois. O reverendo inglês Charles Lutwidge Dodgson (1832-1898), o homem por trás do pseudônimo Lewis Carroll, publicou-os com sucesso imediato em 1865 e 1871, respectivamente: “Alice’s adventures in Wonderland”, mais conhecido como “Alice in Wonderland” ou “Alice no país das maravilhas”, e sua continuação “Through the looking glass”, ou “Através do espelho”.

O favor que Burton faz a Carroll não se deve à fidelidade ao texto, que o diretor admite não ter buscado. Para começar, sua Alice, de 19 anos, é bem mais velha que a criança original – o que é confortável em nossos tempos de vigilância contra a pedofilia, suspeita da qual Dodgson, que gostava de desenhar e fotografar meninas em poses sensuais, nunca se livrou, embora as evidências apontem para paixões platônicas. A organização em episódios dos livros também foi trocada por uma trama mais amarrada.
Mesmo assim, com sua atração pelo bizarro, Burton pode ter restituído a Alice o humor perturbador e às vezes sombrio que muitas décadas de leituras bem-comportadas e infantilizantes – sobretudo a do longa-metragem de animação da Disney, de 1951 – procuraram atenuar.
No primeiro livro, as aventuras da protagonista num mundo onírico, cheio de humor nonsense e personagens dúbios ou francamente hostis, começam quando ela entra numa toca de coelho. No segundo, Alice atravessa um espelho. Há no filme de Burton, embaralhados, elementos das duas histórias. A missão que devolverá Alice a seu mundo – matar o monstruoso Jabberwocky – é inspirada no poema de mesmo nome que ela encontra no segundo volume, dentro de um livro que, escrito ao contrário, precisa ser lido diante do espelho.
Inspiradas nas histórias orais que Dodgson improvisava para uma amiguinha real, Alice Liddell, de 10 anos, as aventuras de Alice são uma das obras capitais da literatura infantil, com tradução para 125 línguas. Mas são mais do que isso: a fúria com que seu autor, matemático de prestígio, empacotou ali paradoxos, charadas, jogos de palavras e neologismos garantiu-lhes um prestígio talvez até maior com os leitores adultos. James Joyce e Jorge Luis Borges estão entre os grandes escritores influenciados por Carroll, que, sob muitos aspectos, foi o maior precursor do modernismo a escrever no século 19.
Veja infográfico na cinegrafia de Alice
http://images.ig.com.br/infografico/alicemaravilhas/index.html

20/04 - 09:01 - Sérgio Rodrigues, colunista do iG

Morre Dorothy Height, a "avó do movimento feminista" nos EUA

Washington, 20 abr (EFE) - Portal Google

Dorothy Height, ativista de direitos humanos nos Estados Unidos e presidente emérita do Conselho Nacional de Mulheres Negras, morreu nesta madrugada aos 98 anos de idade. Height militou junto com Martin Luther King (1929-1968) e esteve ao lado do líder quando, em 1963, ele pronunciou seu discurso "Tenho um sonho".Conhecida como "a avó do movimento feminista", Height militou da Presidência de Franklin D. Roosevelt (1933-1945) à de Barack Obama, indicou o Conselho Nacional de Mulheres Negras (NCRW, na sigla em inglês).Em 1994 o presidente Bill Clinton (1993-2001) honrou a ativista com a Medalla Presidencial da Liberdade e o Congresso a condecorou com a Medalha de Ouro em 2004.Apesar da idade avançada, Height esteve entre os dirigentes negros americanos que se reuniram com Obama recentemente na Casa Branca para discutir assuntos políticos e sociais.A ativista, que presidiu o NCRW entre 1957 e 1988 e depois foi designada presidente emérita, também foi uma figura chave na criação da Associação Cristã de Mulheres Jovens em 1930.Nascida em Richmond, no estado da Virgínia, e criada em Rankin, na Pensilvânia, ela começou sua militância em 1933 quando assumiu a liderança do Movimento de Jovens Cristãos Unidos. Ela trabalhou para acabar com para os linchamentos de negros e a segregação racial nas Forças Armadas.Entre as experiências de discriminação que Height relatou em suas memórias estão a rejeição de sua matrícula no College Barnard, de Nova York."Embora eu tenha sido aceita eles não podiam me matricular", escreveu em seu livro "Open Wide the Freedom Gates". "Levou um tempo até me dar conta de que sua decisão era um assunto racial: Barnard tinha uma cota de dois estudantes negros por ano, e outros dois já tinham ocupado esses postos", acrescentou.

Desequilíbrio político

O Acre, um estado de apenas 300 000 eleitores tem o direito de eleger três senadores. Desproporcional a São Paulo e outros estados.

A saber: Collor, Sarney, Itamar, FHC, FHC, Lula e Lula nada fizeram para resolver esta disparidade. E pelo discurso, Dilma, Serra, Ciro, Marina ou Plinio também não tocam no assunto. Ou seja, continuaremos a ser um país de políticos oportunistas, coniventes e omissos.

Quanto menos PT, melhor para Dilma

Coluna de Lauro Jardim - Revista Veja

De um marqueteiro simpático ao PT comentando um obstáculo na candidatura de Dilma Rousseff:
- Tem que tirar a Dilma da órbita do PT. Ela está parecendo radical demais. Em 2002, O Duda Mendonça já fez com sucesso esse movimento com o Lula.

Palavra do Blog: mesmo tentando disfarçar uma distãncia entre Dilma e o PT, para parecer que a candidata não é radical, a personalidade, o despreparo e o desespero desmontarão a farsa.

Missão dos EUA a asteroide é mais arriscada do que ir à Lua

Portal Terra - The New York Times

Uma viagem a um asteroide pode fornecer treinamento vital para uma missão futura a Marte. A missão ajudaria a desvendar segredos sobre como nosso sistema solar se formou. E também poderia dar à humanidade o know-how para salvar a Terra de uma colisão com um asteroide mortal.
"Vamos começar enviando astronautas a um asteroide pela primeira vez na história."
A Nasa acompanha quase sete mil objetos próximos à Terra com diâmetro maior do que alguns metros. Desses, 1.111 são "asteroides potencialmente perigosos". Objetos maiores do que 1 km são grandes aniquiladores e atingem a Terra a cada algumas centenas de milhares de anos. Os cientistas acreditam que um asteroide com cerca de 9,5 km de diâmetro levou os dinossauros à extinção 65 milhões de anos atrás.
Especialistas não têm em mente nenhum asteroide em particular para a viagem ao espaço profundo, mas existem algumas dúzias de candidatos, a maioria dos quais localizados até oito milhões de quilômetros da Terra. Isso é o equivalente a 20 vezes a distância da lua, que em média se localiza a cerca de 384 mil quilômetros da Terra.
A maioria dos asteroides candidatos tem menos de 400 metros de diâmetro. A lua tem cerca de 3.476 km de diâmetro. A viagem a um asteroide poderia fornecer pistas sobre a formação do sistema solar, porque os asteroides são essencialmente fósseis de 4,6 bilhões de anos, quando os planetas começaram a se formar, disse Don Yeomans, gestor do programa de Objetos Próximos à Terra do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.
E uma missão a um asteroide poderia ser um treinamento em solo para Marte, dada a distância e o ambiente desconhecido. "Se os humanos não conseguirem chegar a objetos próximos à Terra, eles não conseguirão chegar à Marte", disse o professor de astronáutica do MIT, Ed Crawley. Além disso, os asteroides contêm substâncias como hidrogênio, carbono, ferro e platina, que podem ser usadas por astronautas para produzir combustível e equipamentos - habilidades que também seriam necessárias numa visita a Marte.
Enquanto a Apolo 11 levou oito dias para chegar à lua e voltar à Terra em 1969, uma viagem de ida e volta típica a um asteroide próximo à Terra duraria cerca de 200 dias, Crawley disse. Isso exigiria uma nova propulsão e tecnologia de suporte de vida. E também seria mais arriscado. Abortar a missão numa emergência também deixaria as pessoas presas no espaço por várias semanas.
A agência espacial talvez precise desenvolver habitações especiais, escudos contra radiação ou outras novas tecnologias para permitir que os astronautas vivam no espaço profundo por tanto tempo, disse Bobby Braun, chefe de tecnologia da Nasa.
Embora um asteroide esteja mais distante que a lua, a viagem usaria menos combustível e seria mais barata porque o asteroide não tem gravidade. O foguete que levar os astronautas de volta para casa não teria que gastar combustível para escapar da força gravitacional do asteroide.
Por outro lado, por causa dessa falta de gravidade, a nave espacial não aterrissaria com segurança no asteroide, pois ricochetearia na superfície. Assim, seria necessário pairar próximo ao asteroide, e os astronautas teriam que se lançar ao espaço em direção à superfície, disse Yeomans.
Ao chegar lá, eles precisariam de uma combinação de mochilas propulsoras, estacas ou redes que lhes permitissem caminhar sem oscilar na superfície do asteroide ou flutuar para longe, ele disse. "É preciso algo para segurar você em solo", Yeomans explica. "Você se lançaria ao espaço cada vez que desse um passo."
Apenas o fato de estar lá poderia ser extremamente desorientador, disse o cientista planetário Tom Jones, copresidente da força-tarefa da Nasa para proteção da Terra de objetos perigosos. A rocha seria tão pequena que o sol daria voltas pelo céu e o horizonte teria apenas alguns metros de extensão. A oito milhões de quilômetros de distância, a Terra se pareceria com um mero projétil no céu. "Estar num asteroide é estar um ambiente estranho e desconhecido", Jones disse.
Mas Jones, ex-astronauta, disse que isso não impediria os astronautas de competir para fazer parte da missão: "Temos muitas pessoas entusiasmadas em relação à exploração de um mundo antigo e desconhecido."
Tradução: Amy Traduções

Pesquisa diz que 20% dos livros didáticos vão ser digitais em 2014 nos EUA

Folha de São Paulo, da Reportagem Local

Livros didáticos digitais correspondem a 0,5% das vendas do segmento nos Estados Unidos atualmente.
Mas, de acordo com uma projeção divulgada nesta segunda-feira (19), o número deve aumentar: a empresa Xplana aponta que um em cada cinco livros didáticos serão digitais em cinco anos.
Isso vai se tornar um mercado de US$ 1 bilhão, segundo o blog do jornal "The New York Times". O rápido crescimento vai ser capitaneado por uma série de fatores, de acordo com Rob Reynolds, um dos coautores do trabalho e diretor de pesquisa e design de produto da Xplana.
Isso inclui a proliferação de tablets e e-readers como o iPad ou o Kindle, a disponibilidade e o preço do conteúdo e o aumento do interesse no aprendizado digital.
O estudo indica ainda que as vendas de livros didáticos digitais vão aumentar 100% a cada ano desde 2010, e vão continuar crescendo rapidamente nos anos seguintes.

Agência chama criança de Pateta para vender viagem

Folha de São Paulo - TALITA BEDINELLIda Reportagem Local

Renata, 11, combinava com uma amiga viajar em julho para a Disney. Questionada pela mãe, que não sabia de excursão nenhuma, a menina pegou uma pasta com preços do pacote tu­rístico e uma foto em que, ao la­do da colega e de um boneco do personagem Mickey Mouse, segurava a placa com os dize­res: "Se eu não for para a Disney vou ser um Pateta".
A pasta foi entregue na escola onde a menina estuda, o Liceu Di Thiene, em São Caetano(Grande São Paulo), no começo do mês passado. Era uma pro­moção da agência de viagens "Trip&Fun", que organiza via­gens de crianças e adolescentes também para Cancún, Barilo­che e Costa do Sauipe.
Com a publicidade que já le­vou o personagem da Disney para dentro de mais de dez es­colas, e tira fotos com as crian­ças segurando plaquinhas co­mo a do Pateta, a agência levaráem julho cerca de mil criançaspara o parque em Orlando. Os pacotes custam a partir de R$5.216, para 13 dias em quarto quádruplo (o mais barato).
"Quer dizer que você é uma pateta porque você não vai?",perguntou à filha Renata a pe­dagoga Roberta, 40.
A menina diz que ficou triste. "Queria muito ir. Quase todomundo da sala vai", conta. Para a mãe, que fala em processar a agência, o sentimento predo­minante foi a vergonha em re­lação aos colegas. "Ela ficou cla­ramente constrangida."
A agência e a escola afirmam que não pretendiam constran­ger ninguém e que a placa do Pateta era apenas uma brinca­deira.
O promotor da área do con­sumidor João Lopes Guima­rães Júnior diz que o caso ilus­tra bem os abusos na publicida­de infantil. "De uma turma de cem crianças, 80 vão viajar. As que não vão, porque os pais nãoquerem ou não têm dinheiro,serão chamadas de Pateta. Já temos problemas sério de bull­ying nas escolas. Essa empresa está criando uma situação pro­pícia para isso. Como se pode falar em preservação da ima­gem da criança com esse tipo de publicidade?", diz.
Publicidade infantil
Para o promotor, a ação da agência de turismo fere os arti­gos 15 e 17 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que prezam pelo "respeito à digni­dade e a inviolabilidade da inte­gridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente".
O Instituto Alana, ONG que trabalha para regulamentar a publicidade infantil, critica as ações em escolas. "Muitas ve­zes, acontece e o pai nem sabe. É absurdo isso ser feito dentro das escolas", diz Laís Fontene­ lle Pereira, coordenadora de educação da ONG.
O Conar (conselho de autor­ regulamentação publicitária) já baniu propagandas por consi­derá-las desrespeitosas, como uma do ovo de Páscoa Traki­nas, de abril de 2008, que dizia: "Quem não dá ovo é um mané".

Supermercado premia clientes sustentáveis com 'flor de papel'

Alice Lobo, do blog Verdinho Básico

Clientes dos supermercados Pão de Açúcar ganharam mais um incentivo para adotarem atitudes sustentáveis. Quem for cadastrado no programa de relacionamento Mais e usar “ecobags” recebe um cartão avisando que receberão cinco (5) pontos a mais em suas compras.
Neste cartão, também vem informado o número de sacolas que ele deixou de utilizar e uma flor de papel reciclado que pode ser plantada, pois contém sementes de cravo-francês. Uma semana após plantada, o "cartão" começa a brotar. Desde o inicio da campanha foram economizadas 3,5 milhões de sacolas.
“São milhões de sacolas plásticas que deixaram de ser descartadas no meio ambiente e, com a mala direta conscientizando o cliente da importância dessa ação, devemos aumentar ainda mais este número” diz Débora Franchim, coordenadora do Mais.

Os abusos de poder de Lula

Jornal O Estado de S.Paulo

Existe relação entre a posição do governo quanto aos perseguidos políticos de Cuba, os desrespeitos do presidente à legislação na campanha eleitoral e a irresponsabilidade com que ele e outras autoridades públicas reagiram às catástrofes e mais de 250 mortes no Rio de Janeiro e em Niterói?
Nas últimas duas décadas o Brasil reconquistou o regime democrático. Não está em questão se a democracia existe, mas a sua qualidade. Os escândalos de corrupção, as tentativas de cerceamento da liberdade de imprensa e o discutível desempenho do Congresso Nacional mostram que a consolidação da democracia não depende apenas de votar e escolher governos.
A democracia é mais do que isso. Ela se baseia na soberania popular para ser efetiva e depende de que as instituições que previnem o abuso de poder e asseguram o equilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário funcionem a contento, sem sofrer ameaças veladas ou não de governantes ou de seus competidores. Não basta ter uma Constituição para garantir o império da lei, a vigência de direitos individuais e sociais e a obrigação dos governantes de prestar contas de suas ações e se responsabilizarem por elas.
O papel dos líderes que se dizem democratas é essencial, pois eles não são apenas mandatários de cargos administrativos, têm de dar o exemplo de correção e probidade no trato dos interesses públicos e, diante das incertezas próprias da democracia, têm o dever de orientar e educar os cidadãos para respeitarem a lei e as decisões coletivas, conviver com o pluralismo político e aceitar que, além da maioria, as minorias também têm direitos - princípios que distinguem o regime democrático de suas alternativas.
Atualmente, essas qualidades de liderança estão em falta no Brasil. A despeito de seus méritos, como manter a estabilidade econômica e ampliar as políticas sociais de seu antecessor, Lula virou as costas para valores democráticos fundamentais, revelando ao final de dois mandatos outros aspectos de sua personalidade política. Supõe às vezes estar acima da lei, burla o princípio de igualdade política e mistifica a crença dos eleitores de baixa renda, condenados a baixos níveis de educação, por isso mesmo menos críticos diante de quem usa o prestígio da Presidência para fazer crer que é o único autor dos avanços recentes do País.
No caso de Cuba, em vez de reconhecerem a opressão aos perseguidos políticos do regime e a ofensa a direitos assegurados pela Carta da ONU, Lula e os seus se solidarizaram com os dirigentes cubanos que arbitram autoritariamente sobre a vida dos perseguidos do regime, debochando do sentido político da greve de fome como forma de protesto. Lula desqualificou a sua própria experiência na luta contra o regime militar e igualou essa luta à ação de criminosos comuns; ofendeu milhares de perseguidos e torturados no mundo inteiro e gente de seu governo que sofreu perseguição no passado. O silêncio ou a abstenção do governo brasileiro em votações na ONU destinadas a condenar o desrespeito aos direitos humanos na Coreia do Norte, no Irã, no Sudão, no Congo e no Sri Lanka, ou a tolerância à destruição da democracia na Venezuela de Chávez, iluminam outros lados do quadro.
Nesses casos, Lula deixou de lado a posição majoritária dos brasileiros a favor da democracia verificada em pesquisas de opinião. Na campanha por sua candidata à Presidência, em flagrante desrespeito às leis eleitorais, tem se utilizado dos benefícios do cargo há mais de dois anos para fraudar o princípio de igualdade política. Multado pela Justiça Eleitoral, desqualificou as penalidades, convidou o público a debochar das regras e deu a entender que, diferente dos outros cidadãos, despreza as exigências da legislação. A repercussão negativa o levou a pedir cuidado aos ministros, conclamando-os a serem republicanos. Mas o embuste é flagrante - senão a ignorância de Lula quanto ao significado do conceito de res-pública -,pois antes e depois da advertência não se controlou em eventos e inaugurações oficiais, publicizando a sua candidata.
A indiferença de Lula diante dos mecanismos de controle dos Poderes republicanos é evidente. Seu governo desconhece o conceito de accountability, como ficou evidente no caso do mensalão e dos desmandos de José Sarney. Mais dramática ainda foi sua atitude diante das catástrofes no Rio de Janeiro e em Niterói. Primeiro, apelou aos céus diante das chuvas; depois, anunciou a liberação de R$ 200 milhões para ações de emergência e, finalmente, quando veio a público o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) mostrando que o Ministério da Integração Nacional liberou, em dois anos, mais de 64% de recursos para emergências à Bahia do ex-ministro Geddel Vieira Lima, e menos de 1% para o Rio de Janeiro, Lula chamou o relatório de "leviano".
Não é a primeira vez que ele desqualifica as decisões do TCU. Em mais de uma ocasião, quando gastos indevidos foram identificados pelo tribunal, o presidente se comportou como se não tivesse obrigação de dar explicações ao País. Até agora, nem ele nem seu ex-ministro apresentaram os critérios usados na distribuição dos recursos emergenciais. Ademais, em oito anos de governo, Lula parece não se ter dado conta de que ocupações urbanas de risco não se resolvem com medidas de emergência. Mas, ao qualificar de "levianas" as críticas do tribunal, deu razão a autoridades como o prefeito de Niterói, que, após vários mandatos à frente da cidade, confessou desconhecer os laudos técnicos que condenaram a urbanização do lixão do Morro do Bumba. Lula abusa do poder, rebaixa a qualidade da democracia e, pior, estimula outras autoridades a fazerem o mesmo.

JOSÉ ÁLVARO MOISÉS É PROFESSOR DE CIÊNCIA POLÍTICA E DIRETOR DO NÚCLEO DE PESQUISA DE POLÍTICAS PÚBLICAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Montanhistas fazem mutirão para limpar o topo do Monte Everest

O Estadão/Reuters

Vinte montanhistas nepaleses estão partindo para o Monte Everest nesta semana, para tentar remover o lixo da montanha, na campanha de limpeza em maior altitude já realizada.

Nepal e China definem que Everest tem duas alturas oficiais

Vários montanistas, estrangeiros e nepaleses, já limparam o Everest no passado, mas Namgyal Sherpa, líder da Extreme Everest Expedition 2010, afirma que ninguém nunca tentou uma limpeza acima dos 8 km de altitude, a região conhecida como "zona morta" por causa do ar rarefeito e do terreno traiçoeiro.
Sherpa e sua equipe de montanhistas experientes levarão sacos e sacolas especiais para trazer de volta garrafas vazias de oxigênio, latas velhas, tendas rasgadas, cordas e utensílios abandonados. Ele já escalou o Everest sete vezes.
"O lixo ficava enterrado sob a neve no passado. Mas agora ele está aparecendo na superfície por causa do derretimento causado pelo aquecimento global", disse. "Os detritos estão causando problemas para os montanhistas... parte do lixo ainda é do tempo de Hillary". O neozelandês Edmund Hillary foi o primeiro homem a subir o Everest, chegando ao pico em 1953.
A montanha tornou-se conhecida como a mais alta lata de lixo do mundo. Muitos montanhistas deixam equipamentos e lixo para trás por causa da exaustão provocada pelo ar rarefeito.
Mais de 4.000 pessoas já subiram o Everest desde o tempo de Hillary. A equipe de Sherpa espera trazer de volta pelo menos 2 toneladas de lixo, além do corpo de um montanhista morto há dois anos.
"Vi três corpos caídos por lá há anos", disse ele.

Uso de cadeirinha em carros de passeio será obrigatório

O Estadão, Solange Spigliatti, da Central de Notícias

A partir do dia 9 de junho, todas as crianças com idades até 7 anos e seis meses deverão usar um dispositivo de retenção específico para seu transporte em veículos de passeio, as chamadas cadeirinhas. A falta desses equipamentos poderá render uma multa de R$ 191,54 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além de o veículo ficar retido até sua regularização, com a colocação da cadeirinha.
A resolução foi assinada em maio de 2008, considerando ser necessário estabelecer as condições mínimas de segurança para o transporte de passageiros, obrigando crianças com idade inferior a dez anos a transitar no banco traseiro dos veículos.
Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), os dispositivo de retenção para crianças é o conjunto de elementos que contém uma combinação de tiras com fechos de travamento, dispositivo de ajuste e partes de fixação.
São três os dispositivos obrigatórios que deverão ser colocadas no banco traseiro do carro, dependendo da idade da criança: um berço portátil porta-bebê, conhecido como bebê conforto, para crianças de até um ano; uma cadeirinha auxiliar ou uma proteção antichoque que devem ser fixados ao veículo, mediante a utilização dos cintos de segurança ou outro equipamento apropriado instalado pelo fabricante do veículo com tal finalidade, para crianças com mais de 1 ano e até 4 anos; e, acima de 4 anos até 7 anos e seis meses, um dispositivo chamado de assento de elevação, que deixa a criança na altura correta para usar o cinto de segurança. A partir dos 7 anos e seis meses, a criança deve usar o cinto de segurança.

Integração do Twitter - @anywhere está aí

O Estadão, 19 de abril de 2010 16h18 - Por Carla Peralva

Lembra da plataforma anunciada pelo Twitter que prometia dar acesso ao serviço de microblogging dentro de outros sites? Com ela instalada, usuários poderiam companhar a timeline de seu site preferido e enviar mensagens sem ter de mudar de página. Pois é. O Twitter @anywhere saiu do papel e já está funcionando para quem quiser disponibilizar o serviço em seu site – o que é bem simples de ser feito: não é necessário baixar nada, apenas colar algumas linhas de cógido javascript na programação da página.
O @anywhere promete trazer mais usuários e fazer com que eles interajam mais com o site. O post no blog oficial que anuncia o início do serviço cita Foursquare, The Huffington Post, Wall Street Journal e The Guardian como entusiastas da plataforma.

A biblioteca na era digital

O Estado de São Paulo, 18 de abril de 2010

A Biblioteca Estadual da Baviera (Alemanha) digitalizará um milhão de livros em parceria com o Google. O diretor Klaus Cenowa diz que o acervo deve estar onde as pessoas estão. Leia entrevista com Cenowa.

Quando começou a digitalização da biblioteca?
Em 1997. Desde o início, o objetivo era disponibilizar via internet os acervos históricos, únicos e valiosos. As obras digitalizadas estão disponíveis para qualquer um gratuitamente na web. Podem ser impressas ou baixadas para uso pessoal ou científico.

No total, quantas obras já foram digitalizadas?
Até agora foram digitalizadas cerca de 60 mil obras. Além delas, há cerca de 200 mil livros que estão sendo digitalizados através da parceria público-privada com o Google. No total, devem ser escaneados, no próximo ano, um milhão de livros em parceria com o Google.
Por que tantas bibliotecas se opuseram à iniciativa do Google de digitalizar acervos?
Há muito medo em relação a um possível monopólio e um desconforto em relação ao banco de dados cada vez maior do Google. Eu não quero avaliar se esses medos são justos. Nós trabalhamos em excelente parceria com o Google. Sem ele, teria sido impossível digitalizar 1 milhão de livros – cerca de 250 milhões de páginas – em tão pouco tempo.

Qual é a importância disso?
A biblioteca tem tesouros únicos. Esse patrimônio cultural deve ser acessível a todas as pessoas. E a internet nos oferece essa possibilidade. A digitalização significa também uma democratização do acesso ao conhecimento e à cultura.

E como funciona a questão de direitos autorais?
Quase todas as obras estão em domínio público. No entanto, há uma parceria com algumas grandes editoras científicas. Após o pagamento de uma taxa, obras protegidas são digitalizadas e podem ser acessadas de graça pelo consumidor final.

Como funciona esse processo de digitalização?
Não há um único processo de digitalização. Manuscritos únicos são escaneados e digitalizados com a chamada mesa fotográfica de Graz. Para outros materiais utilizamos robôs scanners, que conseguem digitalizar até mil páginas por hora. Também há scanners especiais para mapas e scanners 3D. O escaneamento é a parte mais simples de todo o processo de digitalização, que engloba da logística no depósito ao armazenamento digital permanente.

Quais são os principais desafios das bibliotecas hoje?
As bibliotecas devem oferecer seus serviços e acervos onde quer que o usuário esteja na rede – isto é, no Google, no Facebook, no Yahoo, no WorldCat – e também em ambientes de estudo e pesquisa especializados. Esta diversidade não pode levar a uma perda de identidade. As bibliotecas devem se redefinir como local de troca cultural, de comunicação e de encontro – além de salas de leitura e depósitos.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Os 10 um monte de coisas de Veja

Muito legal esta página. Percam um tempo nela. Distração garantida.

http://veja.abril.com.br/blog/10-mais/turismo/os-10-destinos-turisticos-preferidos-dos-mochileiros/

Quer comprar uma ilha e me convidar?

http://www.terra.com.br/economia/infograficos/ilhas/index.htm

Companhias aéreas perdem mais para alojar passageiros que com cancelamentos

Londres, 19 abr (Agência EFE) - Por UOL Turismo

As companhias aéreas perderão mais dinheiro com o alojamento em hotéis dos passageiros pelo fechamento do espaço aéreo europeu por causa da nuvem de cinza de um vulcão islandês que pelo cancelamento dos voos, segundo um relatório de Citi Group divulgado hoje.

Segundo o estudo, uma companhia como a British Airways (BA) que enfrenta um impacto financeiro entre 10 e 20 milhões de libras diárias (11,34 milhões euros e 22,69 milhões de euros) em perdas, apenas pelo cancelamento de voos.

Citi estima que as companhias recuperem metade das perdas nos dias seguintes à normalização dos voos, quando os viajantes de negócios e os turistas retomem as viagens atrasados.

No entanto, não devem ser recuperados os custos procedentes do alojamento de viajantes em hotéis, um montante que no caso de BA ascende a 8 milhões de libras diárias (9,07 milhões de euros).

Para Citi, o fechamento do espaço europeu "não tem precedentes" e seus efeitos "poderiam ser inclusive piores que o fechamento do espaço aéreo americano durante sete dias após os atentados de 11 de setembro".

O relatório destaca que neste caos o medo dos passageiros de voar não afetará às companhias, após a normalização do tráfego aéreo.

Além disso, o relatório prevê que o fator de carga será "extremamente alto" nas duas semanas posteriores à abertura do espaço aéreo, uma recuperação que no caso de 11-9 teve que esperar até o primeiro trimestre de 2002.

Citi também calculou as perdas durante o fechamento do espaço aéreo de outras companhias como Air France-KLM, que deixou de ganhar entre 25 milhões e 50 milhões de euros por dia.

Já a Lufthansa, com perdas entre 35 milhões de euros e 50 milhões de euros diários; easyJet, que perde 4 milhões de libras (4,54 milhões de euro) ao dia, e Ryanair, que está perdendo 4 milhões de euros diários.

O relatório aponta que as companhias aéreas de baixo custo easyJet e Ryanair não estão pagando o alojamento aos passageiros porque alegam que "se trata de uma interrupção do serviço cuja solução está fora de seu alcance".

"Outras companhias estão pagando o alojamento aos clientes por uma questão de atenção ao consumidor e para reduzir o caos nos aeroportos", indica o relatório.

Citi apontou que "ainda não está claro" que cobertura os seguros terão que dar aos e às companhias aéreas, "embora exista muita pressão política e midiática para que as seguradoras assumam suas responsabilidades".

Vulcão de Eyjafjallajokull

Amigo do céu, como se pronuncia este nome?

Palavra do Blog:
Somos pequenos, e como tal devemos respeitar o que não controlamos e o que não entendemos. Aos ecochatos, prudencia, aos céticos, precaução.

Belo Monte - entendendo a confusão

Clique na imagem, um click para abrí-la e outro click para ampliá-la.

Palavra do Blog:


É uma obra de infra-estrutura. Necessária. A discussão é intensa, dividindo especialistas, ecologistas, população e até índios. Vamos acompanhar, é importante.

Acelerador de partícula

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/04/entenda-relacao-da-maior-maquina-do-mundo-com-origem-do-universo.html

Palavra do Blog:

Em minha santa ignorancia não sei para quê, mas que é muito louco isso é.

Festival do montanhismo 2010 em São Paulo

UOL - Redação Webventure 14/04/2010

No dia 08 de maio, o Parque Estadual do Jaraguá, localizado em São Paulo, será sede da Festa de Abertura da Temporada de Montanhismo 2010. O evento contará com diversas atrações, entre elas um festival de slackline (andar sobre uma corda), oficinas técnicas, exibição de curtas de montanha e escalada, além de caminhadas.Reaberto ao público em março deste ano para a prática do esporte, o Parque é famoso por ter sido o local onde diversos escaladores veteranos iniciaram seus primeiros desafios. Para tanto, a Festa será um marco na reaproximação com o Jaraguá.O grande destaque do evento será o festival de slackline, que prima o equilíbrio e concentração do atleta para conseguir se mover de um ponto a outro sobre uma corda. Contando com a participação de atletas de diversos estados, entre eles Rio de Janeiro e São Paulo, o campeonato terá modalidades circuito e malabarismo, nas categorias master e iniciante, ambos feminino e masculino.Além do campeonato, haverá também oficinas técnicas para os interessados em aprender um pouco mais sobre o esporte. Ao todo, serão três aulas, passando diferentes noções sobre montanhismo, como informações básicas sobre escalada em rocha e diferentes tipos de nós e voltas.
Filmes - A partir das 14 horas, o auditório do Parque do Jaraguá, que tem capacidade para aproximadamente 100 pessoas, projetará diversos filmes sobre montanhismo. Entre a lista de curtas está o “Caminho Teixeira”, de Alexandre Diniz, que conta a história de cinco jovens brasileiros que resolveram subir o Dedo de Deus; Uruca, de Erick Grigorovski, que recebeu 24 indicações a prêmios e foi a primeira produção nacional selecionada para a Banff World Tour; e também alguns documentários.

Não ver e crer diria São Thomé

UOL Cinema.

A Sony Pictures informou nesta segunda (19) que o filme "Chico Xavier", de Daniel Filho, levou 2.005.072 espectadores aos cinemas desde sua estreia, no dia 2 de abril. A cinebiografia do médium arrecadou até o momento R$ 18.560,531. A média de ocupação por sala continua correspondendo às expectativas dos distribuidores, que vão manter o circuito inicial de 340 cópias. Só no fim de semana entre 16 e 18 de abril, o longa-metragem levou mais de 300 mil pessoas às salas dos cinemas e manteve o primeiro lugar no ranking semanal de filmes mais vistos.

Palavra do Blog:

Certos mistérios fazem bem à razão. Torna claro quanto entendimento ainda falta para saber que nem mesmo ela, a razão, é absoluta.

A questão nuclear Iraniana

O que diz cada uma das partes envolvidas na questão nuclear iraniana
Regime do Irã – O líder supremo, Ali Khamanei, afirma ser categoricamente contra armamentos nucleares. O presidente Mahmoud Ahmadinejad defende que todos os países tenham direito a energia nuclear, mas que nenhum possua armas atômicas. Oficialmente, o programa nuclear é para fins civis
Oposição do Irã – Os opositores nunca divergiram claramente do governo na questão nuclear. Inclusive, durante os anos do governo de Khatami, um moderado, os iranianos já haviam iniciado o programa nuclear, que tem suas raízes nos tempos do xá, um aliado americano. As diferenças entre os dois lados são mais concentradas nas liberdades políticas e sociais
EUA – Acusam o regime iraniano de estar secretamente desenvolvendo armamentos nucleares. Tentaram uma saída diplomática até o fim do ano passado. Sem sucesso, passaram a priorizar uma nova resolução com sanções ao Irã
França e Inglaterra – Membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, adotam uma postura similar à dos americanos
China e Rússia – Também integrantes permanentes do CS e com boas relações comerciais com o Irã, aceitam discutir novas sanções, mas apoiariam apenas a aprovação de um texto bem mais ameno do que o proposto pelos EUA
Brasil e Turquia – Integrantes rotativoss do CS, dizem achar possível prorrogar por mais algum tempo as negociações diplomáticas com os iranianos, evitando uma nova leva de sanções. Os dois países acrescentam ter cautela em relação aos iranianos depois de o Iraque ter sido acusado de possuir armas químicas, e não as ter. A Índia e a África do Sul, que não estão no CS, defendem uma posição próxima a de brasileiros e turcos
Israel – Diz ser ameaçado pelo Irã, acrescentando que o regime de Teerã está cada vez mais próximo de possuir uma bomba atômica. Pede que a comunidade internacional aja com urgência e não descarta uma operação militar. O país possui armas nucleares, mas não está sujeito a sanções pois, como a Índia e o Paquistão, não é signatário do TNP
Arábia Saudita – Rival do Irã no mundo islâmico, prefere não se envolver diretamente na questão. Opta por pressionar os EUA a adotar uma postura mais dura com os iranianos por canais indiretos, mas não apóia uma operação militar contra Teerã
Líbano – Teme que o conflito iraniano seja transferido para o seu território. Em caso de ataque israelense a Teerã, o Irã poderia usar o grupo xiita libanês Hezbollah para atacar Israel. Em resposta, os israelenses poderiam mais uma vez bombardear o Líbano, como em 2006, com o argumento de que a organização integra o governo – na realidade, segundo as regras libanesas, há um percentual de cadeiras no Parlamento destinado aos xiitas e estes votam no Hezbollah e seus aliados. Ironicamente, o frágil país dos cedros estará na presidência do CS em maio e não deve colocar a resolução em votação
Síria – Os sírios não se envolvem na questão nuclear iraniana. São os principais aliados de Teerã, ao mesmo tempo que buscam se reaproximar dos EUA. Por enquanto, não há perspectiva de retomada do diálogo com Israel
Autoridade Palestina – Afirma que o Irã apenas atrapalha os seus interesses. Especialmente Ahmadinejad, que liga o Holocausto à questão palestina – algo que a AP acha contraprodutivo. Além disso, segundo os palestinos, o Irã tira o foco dos reais problemas palestinos, como os assentamentos
Hamas – Como recebe apoio de Teerã, tende a apoiar Ahmadinejad, pois ele ajuda a enfraquecer a Autoridade Palestina
Iraque – Como no Líbano, poderia sofrer efeitos colaterais em caso de ataque de Israel. O Irã poderia lançar ações contra tropas americanas no país, minando a frágil tentativa de reconstrução iraquiana
Agência Internacional de Energia Atômica – Afirma não haver provas conclusivas contra o Irã, mas reclama da falta de colaboração do regime iraniano. Segundo a entidade, esta atitude de Teerã apenas alimenta as suspeitas

Leia mais no blog da Patricia Campos Mello @ http://blogs.estadao.com.br/patricia-cam…

A nova estratégia nuclear dos Estados Unidos

O Estado de S.Paulo

A cada dez anos o governo americano publica um importante documento sobre os princípios - isto é, a "doutrina" - nos quais se apoia a sua estratégia nuclear. É um documento genérico, que fixa as diretrizes a serem seguidas por todos os órgãos do governo e pelas Forças Armadas.

O último deles, publicado há dez anos, refletia ainda a atmosfera da guerra fria e uma postura truculenta que se agravou durante os oito anos do governo do presidente George W. Bush.

Ela representava bem a influência dos elementos mais conservadores do Senado norte-americano, que já haviam bloqueado a aprovação de tratados internacionais que levassem a uma distensão política com a Rússia na área nuclear. Exemplo dessa atitude é o que ocorreu com o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBC), que não foi ratificado pelo Senado. Esses senadores, de modo geral, defendem interesses corporativos dos setores envolvidos na produção de armas nucleares, que geram milhares de empregos e que são muito poderosos em alguns Estados americanos.

Fazia parte dessa "doutrina" a noção de que até ataques convencionais aos Estados Unidos, por países que não possuíssem armas nucleares, provocariam um revide nuclear.

Por essa razão, o único progresso na área de desarmamento nuclear que ocorreu nos últimos 20 anos foi a redução gradual, mas lenta, dos estoques de armas nucleares das grandes potências, que chegaram a ser de mais de 30 mil em cada uma delas e que ainda são consideráveis.

A eleição de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos parece ter mudado significativamente essa situação. No seu famoso discurso em Praga, em abril de 2009, Obama declarou que os Estados Unidos "procurarão promover a paz e a segurança de um mundo sem armas nucleares".

A nova estratégia nuclear americana, de abril de 2010, reflete essa intenção e abandona a visão ultrapassada de manter, modernizar e até aumentar os estoques de armas nucleares e realizar testes. Ela concentra agora as atenções do governo em duas áreas: impedir a proliferação nuclear e evitar o terrorismo nuclear.

Ao fazê-lo, o governo dos Estados Unidos adota a posição dos antigos "falcões da guerra fria", como Kissinger e outros que se convenceram de que armas nucleares - que garantiram no passado a segurança do seu país contra um possível ataque da União Soviética - não são eficazes contra o terrorismo nuclear, que não tem responsabilidades de governo.

Além disso, as ameaças resultantes da posse de armas nucleares nas mãos de governos problemáticos como o Irã e a Coreia do Norte tendem a se propagar, porque há outros aspirantes à posse de armas nucleares em várias regiões do mundo que desejam contrabalançar as ameaças criadas por eles.

Num certo sentido, o governo dos Estados Unidos "jogou a toalha" e, finalmente, se convenceu de que a única maneira de garantir a sua própria segurança é reduzir a importância das armas nucleares e começar a cumprir o artigo VI do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) de 1967, que prevê a adoção de medidas sérias que conduzam ao desarmamento nuclear.

Esse artigo foi adotado, na época, para encorajar os países não nucleares a não promoverem o desenvolvimento de armas nucleares e restringirem o uso de energia nuclear para fins pacíficos.

Vários países não aceitaram esse tratado porque o consideraram discriminatório e desenvolveram armas nucleares, como a Índia, encorajando o Paquistão a fazer o mesmo. Isso, aliás, é o que acontecerá se o Irã produzir armas nucleares, uma vez que o Egito e a Síria provavelmente desejarão fazer o mesmo para contrabalançar sua influência.

A nova estratégia nuclear americana abre caminho para uma discussão adulta sobre o problema do desarmamento nuclear, porque daqui para a frente a não-proliferação nuclear (dos países que não têm armas nucleares) e o desarmamento nuclear (dos países que as possuem) passam a marchar juntos.

A melhor indicação da seriedade dos Estados Unidos em adotar esse caminho é a decisão tomada de "não usar (ou ameaçar usar) armas nucleares contra países que são signatários do Tratado de Não-Proliferação Nuclear e que cumpram suas obrigações estabelecidas nesse tratado".

Seria muito útil que o Itamaraty estudasse com cuidado a nova estratégia nuclear dos Estados Unidos e abandonasse as tendências revisionistas que ainda existem no governo brasileiro.

O Brasil se tornou signatário do TNP em 1994, o que removeu o País da lista de "suspeitos" de tentar desenvolver armas nucleares, que é o caso do Irã hoje. A decisão brasileira reforçou os esforços mundiais para fazer com que os países nucleares seguissem o caminho do desarmamento nuclear, dos quais o próprio chanceler Celso Amorim participou no passado.

As vozes que se ouvem hoje - vindas inclusive do próprio Itamaraty - são que o Brasil abdicou da sua soberania ao aderir ao TNP, o que representa uma total incompreensão do que é o mundo real com ogivas nucleares programadas para atingir qualquer cidade do mundo, inclusive do Brasil.

A desnuclearização da América Latina, que se tornou realidade com a criação da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (Abacc) em 1992, e o abandono de programas nucleares semiclandestinos no Brasil e na Argentina estão dando frutos agora.

Nessas condições, uma política nuclear de aproximação com o Irã e o ceticismo a respeito das vantagens do Tratado de Não-Proliferação Nuclear são contrários aos interesses nacionais.

José Goldemberg - É PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

ONGs defendem campanha "Ficha Limpa"

TV Estadão 16.4.2010
Entidades não-governamentais recolheram mais de 1,3 milhão de assinaturas da sociedade e agora pressionam o Congresso a votar o projeto de lei "Ficha Limpa" no início de maio.

Palavra do Blog:
O projeto visa impedir candidatos que respondem por crimes a se candidatar a cargos públicos ou à reeleição. Esta é uma medida acanhada, mas já é um começo para tentar diminuir a farra com o dinheiro público pelos políticos. Falta acreditar que eles (os parlamentares) darão este tiro no pé do companheiro. É torcer para que aprovem o projeto sem emendas.

http://tv.estadao.com.br/videos,ONGS-DEFENDEM-CAMPANHA-FICHA-LIMPA,97111,260,0.htm

A luta do homem que quer unir as pessoas


A guerra no Iraque e o atentado contra as Torres Gêmeas despertaram no antropólogo americano William Ury um projeto ambicioso: mostrar que o que une as pessoas é muito mais forte do que o que as separa. Inspirado na figura de Abraão, o patriarca das três religiões monoteístas – Judaísmo, Cristianismo e Islamismo – ele criou o Caminho de Abraão, uma rota de 1.200 quilômetros entre Urfa, na Turquia, e Hebron, na Cisjordânia, que atravessa países divididos por inimizades históricas. “Precisamos de projetos que mostrem que somos todos irmãos”, explica.
Paisagens deslumbrantes, lugares sagrados, descampados, calor insuportável, nada desanimou este ex-consultor de Bill Clinton, hoje diretor em Harvard, que passou 30 anos estudando conflitos. De cafezinho em cafezinho, Ury conseguiu reunir US$ 700 milhões, em países como Alemanha, EUA e Arábia Saudita. No Brasil, entre outros, teve apoio das famílias Feffer e Schahin. Para promover a ideia, Ury deve estar em São Paulo no domingo que vem, quando sua ONG Caminho de Abraão realiza a segunda edição da Corrida da Amizade.
Como surgiu essa ideia?

Em 2003, depois do 11 de Setembro e da Guerra do Iraque, vi que as famílias estavam sendo divididas. E pensei em um projeto que unisse de novo as pessoas. Veio-me a história da jornada de Abraão há 4000 anos. A ideia é retraçar seus passos, a exemplo do que se faz com Santiago de Compostela.
O que espera com isso?

Reconectar a família humana. Procurei a história mais poderosa sobre a unidade entre povos – para mim, é a de Abraão. Mas não basta contar uma história, ela precisa ser vivida. Nas aldeias por onde Abraão passou estão vivos os seus valores, de gentileza, amizade e hospitalidade.
Como você reconstituiu o caminho?

Juntei uma equipe em Harvard. Trabalhamos com base no que dizem os moradores com a memória cultural, com a Bíblia e o Alcorão.
O que foi feito até agora?

Em 2007 saímos de Harvard com 25 especialistas de 10 países – dois eram brasileiros. Viajamos por duas semanas de ônibus a partir de Ur, cidade natal de Abraão, no Iraque, até Hebron, na Cisjordânia, onde ele foi enterrado. As pessoas diziam: “Você não vai conseguir cruzar a fronteira”. Nós conseguimos.
De que maneira o caminho está sendo construído?

Descobrimos que não precisamos construir nada. É uma rota ancestral já aberta, nosso trabalho é apenas acordá-la. Nas vilas explicamos o projeto a moradores que nunca antes haviam recebido turistas. Hoje temos guias locais instruídos.
Por onde passa o caminho?

Começa em Urfa, ao sul da Turquia, e segue para Haram – que abriga as ruínas onde, segundo a Bíblia, Abraão ouviu a mensagem de Deus para sair de casa e começar sua peregrinação. Passa também por Alepo, na Síria e desce até Damasco, Jerusalém, e Hebron. De carro ou ônibus dá para fazer a viagem em dois meses. Pretendemos incluir na rota Iraque e Egito.
Quando a rota começou a funcionar?

Esse é o primeiro ano. Já recebemos mais de 3.000 pessoas – jovens, estudantes e até grupos de escalada só de mulheres. Quem quiser viajar pode entrar no nosso website e escolher uma viagem de um dia, uma semana, ou mais. Pode-se ir de carro, de ônibus – mas, claro, a essência é por os pés no chão e caminhar.
Que tipo de experiência aguarda os peregrinos?

Grande parte da experiência é a hospitalidade. Os visitantes fazem refeições e passam a noite nas vilas. No Oriente Médio, oferecer hospitalidade a um estranho é obrigação sagrada. Entrar na casa e conviver com outros costumes realmente transforma os viajantes.
Dá para fazer o trajeto a pé?

A ideia é fazer as pessoas caminharem. Esperamos que o primeiro trecho de longa distância – de Nablus a Hebron – esteja funcionando até o fim do ano. É uma caminhada de 10 dias. Por enquanto o caminho só existe dentro dos países. Não dá para cruzar as fronteiras porque o momento não é propício para tanto.
Com quem teve que negociar? Com o Hamas e o Fatah, por exemplo. Na Síria, o governo disse que não queria nada que ligasse o país a Israel enquanto este não devolver as colinas de Golan. Damasco decidiu chamar o projeto de Trilha Cultural de Caminhada da Síria. Nós concordamos. Podem chamar do que quiserem.
Qual é a sua religião?

Não tenho religião. Sou um humanista. Acredito na família humana, como Abraão.
Por que você resolveu fazer o Caminho de Abraão e não o Caminho de Maomé?

Porque há 3,5 bilhões de pessoas cuja origem espiritual remonta a Abraão. O caminho honra Maomé, Jesus e Moisés, filhos espirituais de Abraão.
Encontrou gente contrária ao projeto?

Não diria que há pessoas contra, mas há aqueles que querem testá-lo. O projeto não é político nem religioso e não tem fins lucrativos. Os judeus querem saber se é um caminho árabe. Os árabes querem saber se é um caminho judeu. Não, é um caminho humano. É um caminho para a humanidade.